Resenha - Hopes And Fears - Damage

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Por Haggen Kennedy
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Nota: 8

O que dizer desse disco? Impressionantemente esses caras do Damage fizeram um trabalho digno de aplausos. Aliás, é ao mesmo tempo gratificante pois este redator que vos escreve conhece a banda desde 1997, quando comprou a primeira demo-tape do pessoal. Demo-tape que, aliás, já tinha sido muito bem recebida pela crítica especializada e já tinha uma produção acima da média.

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De lá pra cá, houveram mudanças na formação: saíram o baixista Ricardo Rebello e o guitarra Eduardo Barreto. Entraram, respectivamente, Mateus Bortoluzzi e Luciano Schirmer. A formação conta também com o vocal Antônio Marcos (o antigo Antônio Trindade, que agora mantém seu nome do meio como pseudônimo artístico), o batera Cezar Nogueira e o guitarman Fabiano Freitas, line-up que gravou esse CD debute intitulado "Hopes and Fears".

O petardo inclui as 3 (três) músicas da demo (a intro "Awakening", "Turn Back" e a longa "Memories Running", de 8:14 minutos) e mais outras 7 (sete) composições, somando um total de 10 (dez) canções. Muito bem feitas, por sinal.

Começando pelo começo: incrivelmente bem produzida a capinha do CD, que mostra um cenário meio surreal, sem dúvida muito bem produzido. Uma das capas mais bem feitas na cena nacional e que - vale frisar - foi feita por Luciano Schirmer (g) e Ricardo Rebello, antigo comparsa da gangue.

Sobre a sonoridade, as músicas são realmente boas. A parte instrumental do grupo é bem coesa e trabalhada. Músicas como "Distant Skies", a faixa título e "Until the End" são bons exemplos da capacidade compositiva do conjunto. A bela "Dream of Life" e "A Place to Belong" também devem ocupar o lugar de mais bonitas melodias. Só quem dá umas escorregadinhas é o vocal, que só precisa de um pouco mais de firmeza em algumas passagens. Até porque a grande maioria das músicas são cantadas em metade ou até uma oitava acima da média, o que é bastante desgastante para um frontman. As linhas de vocal em tons mais baixos e agressivos deveriam ser um pouco mais utilizados, já que "Sacred Song", por exemplo, com um tom um pouco mais baixo, tem um punch bem legal.

Mas de 'poréns' é só. Os caras tomaram o maior cuidado na preparação desse disco - é fácil ver - pois nem a atenção para com o inglês foi deixada de lado. Os caras fizeram tudo dentro dos conformes e até tiveram uma ajudinha nessa parte com o amigo Andres Velasquez. Além do que, o disco em si é diversão garantida. Para quem já conhece a banda, pode ir na loja mais próxima comprá-lo porque excede a qualidade da antiga demo (que já era muito boa), e é uma boa surpresa para quem ainda não ouviu a Damage. Definitivamente, uma promessa do Brasil para o mundo.

Material cedido por:
Megahard Records
Cx. Postal 41.698 - São Paulo - 05422-970 - Brasil
Fax: 0055 11 852-1454
Tel: 0055 11 881-5150


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Sobre Haggen Kennedy

Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.

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