AC/DC: Live From The Atlantic Studios
Por Felipoud Tramparia
Fonte: AC/DC - Susan Marino
Postado em 01 de abril de 2018
A presença de palco de todos os integrantes do AC/DC é contagiante durante os shows.
Não à toa, multidões ensandecidas lotam estádios e arenas, para participar de um dos maiores eventos do entretenimento roqueiro.
O som alto do hard rock cru, canhões, bombas, estátuas e a energia de mais de 50 mil pessoas pulando e cantando juntas, são características marcantes nas apresentações da banda australiana.
A história a seguir, retirada do livro A História da Banda AC/DC, da autora e jornalista especializada em rock Susan Masino, se passa em 1977, ano em que a banda estava em turnê do álbum Let There Be Rock.
Dois dias depois de ir embora de Milwaukee, o AC/DC chegou em Nova York, no dia 7 de dezembro, para gravar ao vivo nos estúdios da Atlantic Record.
Perry Cooper havia tido a ideia de que a banda deveria usar os estúdios da gravadora para fazer algumas faixas ao vivo.
Querendo captar-lhes a energia ao vivo do vinil, a Atlantic planejara 5 mil cópias promocionais que seriam distribuídas nas rádios do país inteiro.
Isso é que é emprego, apresentar o AC/DC para um país desconhecido! Cooper explicou: "Eu ocupava uma ótima posição na Atlantic, na qual eu podia encorajar a equipe de publicidade para se mostrar muito mais entusiasmada do que estava.
Quando MICHAEL e eu chegamos, a Atlantic era um grupo familiar bastante fechado. Essa foi minha primeira banda, e MICHAEL e eu resolvemos fazer dela a nossa causa.
E então piramos. Pressionamos bastante a equipe para garantir que promoveriam a banda, fariam merchandise e venderiam. Fariam tudo o que pudessem.
"Tive a ideia do Live at Atlantic Studios. Sou um velho profissional do rádio e falei: ‘Espere aí, nós temos esses estúdios na Broadway. Que tal se lançássemos discos promocionais e transmitíssemos ao vivo?’
Então resolvemos lançar a série de discos ao vivo dos estúdios Atlantic e, é claro, o primeiro ao vivo clássico do AC/DC veio daí. Resolvemos transmitir com um MMR da Filadélfia, que se tornou um dos centros fortes do AC/DC.
"Enquanto eles tocavam, todo mundo, da equipe de manutenção aos vizinhos, tentou entrar no estúdio para ver de onde vinha toda aquela loucura! Depois de gravar, dava para sentir a vibração no local. Fiquei muito feliz de poder realizar aquilo. Eu sabia que os rapazes tinham potencial. Eles tinham, ah, eles tinham mesmo!
"A gravação ficou bastante crua e ficamos mixando a noite inteira. Produzimos 5 mil cópias e mandamos para as rádios.
Também fizemos fotos da sessão, com Scott Muni, Ed Siacky e Bob Pittman [fundador da MTV]. Que noite incrível foi aquela, e ninguém os conhecia ainda!"
A banda passaria o resto de dezembro abrindo shows do KISS, BLUES OYSTER CULT,STYX, AEROSMITH E CHEAP TRICK.
No dia 13 de dezembro, o show de abertura deles foi resenhado ou, devo dizer, atacado por John Finley, que escreveu num artigo para o Courier Journal, de Louisville, Kentucky: "… o AC/DC se baseia em grande medida no exibicionismo de seu guitarrista solo, que tira sua roupa de Pequeno Lorde e fica só de shorts e se joga no chão e continua tocando… É difícil imaginar até onde podem chegar bandas como KISS e AC/DC". Mas que visionário!
Angus comentaria a experiência de tocar com o KISS para a Guitar World: "A gente viajava num carrão velho. Eles tinham tudo para eles, a mídia, um show enorme e tal.
E lá estávamos nós cinco migrantes, pessoinhas micro. Era difícil até entrar com aquele nosso carro. Muitas vezes não queriam deixar a gente entrar porque não viam nenhuma limusine!
Essa matéria faz parte da categoria Trecharias BioRockers no Portalblog Misterial.
Faixa 1: Live Wire | Álbum: Live From The Atlantic Studios | Gravado em 1977 e lançado em 1997 | AC/DC | Gravadora East West Records | Produtor: George Young (irmão mais velho de Malcolm e Angus).
Faixa 2: That's The Way I Wanna Rock 'n' Roll | Álbum: Blow Up Your Video (1988) | AC/DC | Gravadora: Albert Productions
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