Blonde on Blonde: obra-prima de Bob Dylan faz 50 anos hoje

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Por Luiz Pimentel, Fonte: Blog do Luiz Pimentel
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Acho o Bob Dylan tão chato que faço quase questão de conscientemente esquecer as coisas relativas a ele. Só que no meio de toda genialidade atribuída a ele, há um período de dois anos que considero merecido o incenso.

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Entre 1965 e 66 ele lançou três discos que definiram seu potencial além do folk, que foram “Bringing it All Back Home” e “Highway 61 Revisited”, de 1965, e este “Blonde on Blonde”, de 1966. O disco é meia-obra-prima. Na minha opinião, claro. E digo meia porque foi lançado como álbum duplo e o disco 1 é bem melhor que o disco 2.

É um disco raivoso. Foi conduzido pouco depois do “Newport Folk Festival”, de 1965, que ficou famoso por Dylan se apresentar com guitarra e causar indignação nos puristas do gênero. Pete Seeger catou um machado e queria cortar toda eletricidade do palco durante a apresentação de Dylan, que foi mais vaiada que aplaudida por um público também purista.

Voltando ao “Blonde on Blonde”, é considerado com justiça pela maior parte dos fãs seu álbum definitivo. Depois disso ainda teve o “Blood on the Tracks”, que é um bom momento de sua carreira, ainda nos 1970, mas a obra desde então se filtrada não enche uma xícara de café.

Gosto tanto de esquecer as coisas relacionadas a ele que não lembro se li numa biografia do cantor ou se vi em algum documentário, mas a história que guardo desse disco é que a maioria das canções foram gravadas quase no improviso.

Ele começou a tentar gravar em Nova York, e como a coisa não ia como esperava mudou as sessões para Nashville. Convocou por lá o guitarrista e baixista Charlie McCoy (também na gaita), o guitarrista Wayne Moss, o guitarrista e baixista Joe South, o baterista Kenny Buttrey e Bill Aikins no teclado. Escrevia uma letra à tarde ou noite e de madrugada soltava um “um-dois-três” e os músicos que o acompanhassem. Depois de algumas vezes, achava um take bom e pau no gato para a próxima.

Tudo bem que tem grande licença poética nisso, mas é legal pensar que o maior disco do (reconheço) ícone da música foi registrado assim. Sete das minhas 10 músicas favoritas dele estão nesse disco:
"Rainy Day Women #12 & 35"
"Pledging My Time"
"Visions of Johanna"
"One of Us Must Know (Sooner or Later)"
"I Want You"
"Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again"
"Just Like a Woman"

Se tem duvida de por onde começar a ouvir Bob Dylan, fica a sugestão.

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