David Bowie: Ziggy Stardust e outras metamorfoses
Por Bruno Inácio
Postado em 11 de janeiro de 2016
O tipo de música que os BEATLES faziam no começo da carreira se diferencia radicalmente das canções que apareceram a partir do disco Revolver. Da mesma forma, não é novidade para ninguém que BOB DYLAN era muito mais folk no início dos anos 60. E os exemplos não param por aí.
Diversas bandas foram sofrendo (ou provocando) mudanças em seu estilo ao longo de suas carreiras. Algumas evoluíram e outras experimentaram o inferno ao perder fãs e sofrer duras críticas.
Porém, são poucos os artistas (será que eles realmente existem?) que se reinventam tanto quando DAVID BOWIE. O não por acaso camaleão do rock não tem sua carreira separada em duas ou três fases como a maior parte dos músicos. Cada novo disco apresenta um Bowie diferente, mas ainda assim indiscutivelmente Bowie.
Quando anunciava um novo trabalho se modificava por completo. É como se passasse o período entre um disco e outro dentro de um casulo, apenas preparando a metamorfose. Quando saía, o seu cabelo estava diferente, seu rosto havia mudado, sua personalidade tinha evoluído e suas canções já não deveriam ter os mesmos temas e talvez até estilo.
Bowie se mostrava uma espécie de Fernando Pessoa. Era por si só genial, mas carregava em seu interior muitos personagens que imploravam – quase que diariamente – para sair. Eram diferentes, contraditórios, polêmicos e intimistas, mas juntos formavam algo realmente grandioso.
E dentre tantos Bowies que apareceram pelos anos 70, 80, 90 e 2000, certamente o mais completo e real é Ziggy Stardust, do álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Com seu cabelo vermelho, sua roupa estranha e seu jeito prepotente, se tornou, para muitos, o símbolo do ápice da carreira do músico e um reflexo de vários artistas dos anos 70.
A canção que leva o nome de Ziggy conta a sua trajetória. Um músico excepcional, que se tornou líder de sua banda e um verdadeiro showman. O talento, entretanto, subiu à sua cabeça, assim como ocorre com muita gente dentro e fora da Arte.
Sua prepotência era gigante, mas não afastou os fãs. Pelo contrário, Ziggy se tornou querido, e mesmo depois de Bowie aparecer com tantos outros personagens, volta e meia Ziggy voltava, no fim dos shows, com o cabelo vermelho, a roupa estranha e fazendo amor com seu ego, como diz a própria canção.
E assim ele permanece, provavelmente até com o ego mais inchado depois de ter percebido que a criatura se tornou tão grandiosa quanto o criador.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
A música do Iron Maiden que é a preferida de Nicko McBrain; "ela é muito especial para mim"
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
A cantora que usou música do Slayer para combater o patriarcado
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi

A canção que fracassou nas paradas mas ajudou a derrubar o Muro de Berlim
"Blackstar", de David Bowie, é incluída em lista das músicas mais tristes do século XXI
O jardineiro que largou o emprego e, dois dias depois, estava tocando com David Bowie
A melhor música de glam rock de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
AC/DC: os últimos dias do vocalista Bon Scott


