Pink Floyd: as duas facetas vocais de David Gilmour
Por Flávio Siqueira
Postado em 31 de janeiro de 2013
Há artistas que realmente são como vinho: ficam melhor com o passar do tempo. David Gilmour, por exemplo, mudou muito (muito mesmo) seu vocal. Ouçam, por exemplo, os shows ao vivo da década de 1970 do Pink Floyd disponíveis no YouTube e o Pulse ou o Delicate Sound of Thunder. De urros e gritos na década de 70 a vocais realmente trabalhados nos anos 90. John Harris, o jornalista que escreveu "The Dark Side of the Moon: os bastidores da obra-prima do Pink Floyd" já chamava a atenção para esse detalhe: Breathe tocada ao vivo antes mesmo da gravação do álbum era uma música na qual Gilmour não se dispunha a cantar, mas segundo Harris, gritar.
Ouçam também uma diferença entre Dogs ao vivo (acima) e em estúdio. A diferença chega a ser gritante. Que fique bem claro que isso não é uma crítica, é apenas uma observação, e pra falar a verdade, o vocal visceral do Gilmour nos shows em meados de 70, a meu ver, eram sinceros e eu acho até "finos e charmosos". No álbum editado em estúdio, ouve-se uma voz melódica, limpa, sem a "rouquidão" dos shows ao vivo. Mas David Gilmour é mestre, por isso não o critico, faço apenas esta observação. Viva o Pink Floyd, viva Gilmour.
E, por último, comparem estes dois vídeos:
Aqui, em 1974:
A mesma música tocada 20 anos depois mostrando a evolução vocal do Gilmour:
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