Cláudio Oliveira: Uma compilação de pequenas pérolas
Resenha - My Way Home - Cláudio Oliveira
Por Ricardo Cunha
Postado em 09 de maio de 2018
Cláudio Oliveira já pode ser considerado "de casa" no Estéril Tipo. Sobre ele, escrevemos um breve texto há pouco menos de um ano. Texto ESTE, pouco representativo dos primeiros 25 anos carreira decorridos. Dessa forma, como amantes da boa música e admiradores do trabalho de todos aqueles que se mantém firmes apesar das dificuldades, nos colocamos à disposição para ajudar a escrever sobre os próximos 25, 30, 50 anos deste veterano guitarrista/vocalista, que naquela ocasião trabalhava no disco do qual agora trataremos.
My Way Home é um disco de Blues com pegada Rock ‘n’ Roll. Ou seria o contrário? Não importa! Em ambos os sentidos o disco faz sentido. E, diga-se de passagem, que belo disco! O leitor poderá comprovar o que digo pela audição desta pequena obra-prima. Ao longo das 16 faixas o que se houve é digno de qualquer grande artista do presente. E por falar em 16 faixas – desculpem-me se pareço repetitivo – o que poderia tornar esta audição cansativa, acaba se tornando um dos fatores mais relevantes do trabalho. Cláudio Oliveira tem mais de 25 anos de carreira, o que faz desta obra, o coroamento da carreira de um artista persistente, que resistiu ao longo de duros anos na cena alencarina, buscando se fazer ouvir e/ou ser compreendido dentro de uma linguagem musical que não é para as massas. Então o leitor/ouvinte pode se perguntar: "E o que isto significa?" Trocando em miúdos, significa que, além de talento, é preciso ter sangue no olho para NÃO fraquejar diante dos estorvos que se contrapõem à todos aqueles que se levam a sério e que acreditam na força do próprio trabalho. Nesse sentido, My Way Home funciona como uma compilação de pequenas pérolas com papéis bem definidos no conjunto da obra. Difícil é elejer destaques, mas - ossos do ofício – vamos lá: "All About Love And Loneliness", cuja introdução remete à Behind The Wall Of Sleep, do Black Sabbath; "Black Night", que já desponta como single do álbum; "Bottled Devil Blues", que tem uma pegada Bluesy deliciosa; e, "The Gambler", que se inicia com uma batida no melhor estilo Motorhead mas segue como um belo country-blues-rock. Em resumo, o trabalho é lindo e merece toda atenção dos adebtos do estilo!
Para concluir bem, vamos à ficha técnica: a formação que gravou o álbum é composta de Cláudio Oliveira (guitarra e vocal), Victor Fontenele (baixo) e Cléber Viveiros (bateria). O disco foi produzido no Dark Side Studio (Fortaleza/CE), entre os meses de Maio e Outubro de 2017; mixado e masterizado por Leonardo Nathan. A arte da capa ficou a cargo do artista argelino (ALG) Mustapha Design, a fotografia, por Fábio Cavalcante e todas as músicas são de autoria de Cláudio Oliveira.
Referências: Oficial Facebook, Oficial Youtube, Instagram Oficial, Chris Machado Fotografia.
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