Big Bat Blues Band: Pra quem gosta de blues, rock e soul
Resenha - Big Bat Blues Band & Itaal Shur (Teatro do Sesi, Vitória, 07/11/2014)
Por Léo Pinto
Postado em 16 de novembro de 2014
Noite de gala na ilha de Vitória com o fino do blues sendo executado numa apresentação arrepiante da BIG BAT BLUES BAND, para lançar o seu terceiro álbum, intitulado simplesmente "#3". A banda capixaba, na ativa desde 1993, contou com a participação do compositor, músico e produtor norte-americano ITAAL SHUR nesse show especial no Teatro do Sesi no bairro Jardim da Penha. Além de tocar teclado no show, ITAAL também assume o teclado no álbum "#3".
A banda conta atualmente com Eugênio Goulart (vocal), Cláudio França (guitarra slide), Marcelo Maia (guitarra), Bruno Zanetti (bateria), Paulo Sodré (baixo), Larissa Pacheco (backing vocal) e Kessy Borges (backing vocal). A voz marcante de Eugênio, 56 anos de idade, dá a tônica da perfeita mistura entre o blues tradicional com uma generosa pitada do velho e bom rock'n'roll nas composições.
As três primeiras músicas do show estavam na mesma sequência do novo álbum "#3". "You Can't Cum Alone" abriu o espetáculo. Além do sutil trocadilho no título dessa música, pôde-se perceber a forte influência de ZZ TOP com a guitarra marcante, além das backing vocals que reforçaram lindamente o refrão. Em "My Mama's Buying (a Big House)" havia uma excelente pegada rock'n'roll que marca essa canção matadora. Pra mim, uma das melhores do álbum novo. Já "Amanda Blues" é um blues com levada romântica com um clima zen oitentista, mas com uma roupagem bem moderna e interessante. Sonzeira pra ninguém botar defeito, principalmente para quem gosta de um som mais refinado.
Em seguida, as duas únicas canções do segundo álbum "Haze Hot Blues", de 2012. "Out", um country blues com destaque novamente para as backing vocals, e "Condition of Living", um blues das antigas, gostoso de se ouvir, onde o vocalista Eugênio homenageia sua mãe na letra.
A BIG BAT BLUES BAND abriu um espaço em seu show para ITAAL SHUR mostrar algumas de suas músicas ao público e um pouco do seu português, começando por "You Got Something More" que possui um ritmo dançante e um refrão marcante que a plateia cantava junto. Em "China Feet", o ritmo nos remeteu a um soul music, onde ITAAL rearranjou para caber perfeitamente o feeling do blues personalizado nas backing vocals do BIG BAT, resultando numa música que agitou bastante a galera.
Voltando ao "#3" da BIG BAT BLUES BAND, tivemos "Look at the Blues Sky", uma levada gostosa de se ouvir e que poderia fazer parte de qualquer álbum dos ROLLING STONES. Outra que lembrou muito o som do ZZ TOP e os filmes de gângsters americanos dos anos 20 e 30 e que caiu no gosto do público presente, mas com uma diferença em relação ao álbum, foi ".38". Aqui, a música foi cantada pela competente backing vocal Larissa Pacheco, que surpreendeu a todos pela nova roupagem que foi dada através de uma voz poderosíssima de arrepiar.
Ao final de sua apresentação, Larissa chamou ao palco a ex-backing vocal do BIG BAT, Sabrina Cordeiro, para uma interpretação arrebatadora de "I Never Loved a Man (The Way I Loved You)", da eterna diva ARETHA FRANKLIN.
A primeira música do primeiro álbum "Todo Dia é Dia de Blues" que tocaram foi "Expresso do Blues", que resgata um blues a la BLUES ETÍLICOS, mas sem deixar nada a desejar.
Seguindo o show, ITAAL SHUR voltou aos vocais em "Smooth", a música mais conhecida dele, por ter ficado famosa na voz de ROB THOMAS, vocalista do MATCHBOX 20, em parceria com o grande guitarrista mexicano CARLOS SANTANA. "Smooth" foi premiada com o Grammy de melhor canção do ano em 1999, vendendo mais de 25 milhões de cópias.
Outra que pra mim também está entre as melhores do "#3" foi "The Way That You Leave Me". Um blues de raíz autêntico, bem arrastado e viajante, do jeito que eu gosto. Possui um teclado marcante tocado magistralmente pelo ITAAL SHUR.
Em "Follow Me", a marcação rítmica e forte da bateria, anunciava uma canção diferente das demais com um clima bem viajante proporcionado pelo teclado com notas extensas durante toda a música.
Pra encerrar em grande estilo, "Destino América", do primeiro álbum, mostrou um blues avassalador, com destaque para o som da guitarra com slide e para o ritmo frenético dos pratos da bateria.
Foi um show impecável pra quem realmente gosta de blues, rock e soul.
Setlist:
01 – You Can't Cum Alone
02 – My Mama's Buying (a Big House)
03 – Amanda Blues
04 – Out
05 – Condition of Living
06 – You Got Something More
07 – China Feet
08 – Look at the Blues Sky
09 - .38
10 – I Never Loved a Man (The Way I Loved You)
11 – Expresso do Blues
12 – Smooth
13 – The Way That You Leave Me
14 – Follow Me
15 – Destino América
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Gary Holt expõe crise das turnês na Europa e exigência para bandas de abertura
"IA é o demônio", opina Michael Kiske, vocalista do Helloween
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
A música que Robert Smith fez para deixar de ser gótico, e afastar parte dos fãs do The Cure
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
Dani Filth promete Cradle of Filth mais pesado em novo disco
Os dois erros científicos eternizados na capa do "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd
Sociedade Alternativa: Fama proporcional à escassez teórica
Cradle Of Filth: Dani Filth explica seu conceito de religião


365 celebrou os 472 anos de São Paulo com show memorável no CCSP
Inocentes em Sorocaba - Autenticidade em estado bruto - Uma noite nada inocente para se lembrar
Katatonia em SP - experiência tenazmente preservada com brasa quente na memória e no coração
Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



