Fernando Ribeiro compara críticos do Moonspell a terraplanistas
Por Emanuel Seagal
Postado em 20 de junho de 2026
Fernando Ribeiro, frontman do Moonspell rebateu os fãs que afirmam que a banda "não é mais metal" diante da nova direção sonora e comparou esse tipo de crítica à mentalidade dos terraplanistas, em texto publicado em seu Substack sobre o novo álbum, "Far from God". O disco encerra um intervalo de cinco anos desde "Hermitage" (2021) e vem sendo descrito pelo próprio Ribeiro como o "'Irreligious' do século 21", em referência ao segundo álbum da banda, de 1996.
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No texto, o músico defende que a nova direção foi uma escolha pensada, "um movimento totalmente consciente e muito desejado no tabuleiro de xadrez musical do Moonspell", e lista as reações que diz ter recebido. "Muitas pessoas, a quem considero 'longe de Deus', foram rápidas demais em julgar a mim e à banda: 'Ele virou um cristão renascido?'; 'Cadê o Moonspell?'; 'Ele fala de amor agora?'; e a clássica com uma nova roupagem: 'Eles não são mais metal, tocam música disco'", contou.
Para o vocalista, esse tipo de reação reflete um empobrecimento do debate, que ele associa à "novilíngua da prepotência online e do 'pensamento rápido'". É nesse ponto que recorre à comparação com quem nega fatos. "As pessoas procuram coisas na internet e dentro de si para justificar aquilo em que já acreditam de qualquer forma, seja uma terra plana, uma banda plana ou uma alma plana", declarou.
A mudança de sonoridade também foi tema de entrevistas recentes. Em conversa com o canal That Metal Interview, transcrita pelo Blabbermouth, Fernando definiu "Far from God" como um disco acessível e melódico. "Este é um álbum de gothic metal muito simples e fácil de ouvir, com muita influência de rock também. Não é muito extremo. É muito melódico", afirmou.
Na mesma conversa, ele ponderou que a recepção às mudanças costuma demorar. "Acho que todo fã tem seus momentos com a nossa música. Alguns álbuns não foram muito bem compreendidos no início e depois foram sendo assimilados. Acho que o 'Hermitage' ainda tem muito a ser assimilado", explicou.
Ele abordou o "revival" gótico também, dizendo: "Especialmente com aquelas bandas mais electro, como Twin Tribes e French Police, senti que o termo 'gothic metal' estava sendo facilmente abusado, porque muito disso não tem dor, não tem amor, não tem desespero. São apenas as flores, mas não as flores murchas. É apenas o pó das estrelas, mas não a poeira. Então decidimos trazer essa melancolia de volta", concluiu.
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