Extreme: Um dos melhores shows do ano em Porto Alegre

Resenha - Extreme (Bar Opinião, Porto Alegre, 16/06/2015)

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Por Guilherme Dias
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Os americanos do Extreme estiveram em Porto Alegre na noite do dia 16 de junho para comemorar os 25 anos do clássico disco “Pornograffiti”. Além do álbum na íntegra, outros clássicos da banda estiveram presentes no set-list. O convidado para a turnê foi Richie Kotzen, que realizou um show compacto antes da atração principal da noite.

Fotos por: Liny Oliveira
facebook/photoslinyoliveira

A abertura de luxo ficou na responsabilidade de Richie Kotzen. Um dos grandes guitarristas do hard rock mundial, e que ainda tem uma voz de muita qualidade. O alto nível musical não está apenas nele, consta também nos colegas que o acompanham. Dylan Wilson (baixo) e Mike Bennett (bateria) colaboraram muito para a ótima apresentação de Kotzen.

O show teve início com “War Paint” (“The Essential Richie Kotzen”, 2014), deixando os fãs de boca aberta, tamanha a qualidade técnica demonstrada logo no início. Kotzen não é de muita conversa, sendo assim seguiu o seu som. Ficou evidente o seu estilo único de tocar em músicas como: “Love is Blind” e “Bad Situation” (“24 Hours”, 2011), e a potência de sua voz em “Help Me” e “Peace Sign”. A última no repertório foi “Sara Smile”, que animou bastante o público, que aplaudiu muito a grande apresentação.

O set foi curto, com apenas oito músicas, porém com uma hora de duração. O improviso nos solos estendeu demais a maioria dessas poucas canções. Clássicos de sua carreira e músicas de outros projetos ficaram de fora. Os fãs adoraram tudo, principalmente aqueles de carteirinha. Mas não há dúvidas que tanto esses, como o restante do público, teriam preferido mais músicas e mais clássicos ao invés de solos intermináveis.

Embora tenha sido um ótimo show, não foi o que os fãs de Extreme e simpatizantes de Richie Kotzen esperavam. O início da apresentação do Extreme teve um pequeno atraso de 20 minutos, o que só fez aumentar a tensão dos fãs da banda. Nada de surpresas no repertório. A turnê “Pornograffiti 25th Anniversary” vem fazendo sucesso por onde passa, e os fãs de Porto Alegre não esperavam que fosse ser diferente. “Decadence Dance”, “Li’l Jack Horny” e “When I’m President”, a trinca que abre o álbum, já valeu o ingresso.

Muitos gritos para Nuno Bettencourt (guitarra), que teve que pedir silêncio para poder conversar com o público pela primeira vez. Mesclou perfeitamente bem o seu inglês com o seu português, se comunicando com bastante clareza. Inclusive brincou com seus fãs quando anunciou “More Than Words”, dizendo que se tratava de uma “música nova”. Música a qual ajudou o Extreme a ter o seu nome dito em todos os cantos do mundo e inclusive do Brasil. Mostre “More Than Words” para qualquer pessoa, todos conhecem.

A presença de Gary Cherone (vocal) não tem como ser descrita em uma só palavra. O frontman da banda estava em todos os cantos durante o decorrer de todas as músicas, não ficando parado em nenhum segundo. A sua postura, o seu carisma e sua movimentação encantaram a plateia que estava em bom número no bar Opinião.

A cozinha composta por Pat Badger (baixo) e Kevin Figueiredo (bateria) deu a base para que Gary e Nuno se sentissem a vontade para fazer o que bem entendessem na frente do palco.

Gary estava encantado com o público e comentou que gosta muito de casas de shows compactas, onde todos ficam suando próximos ao palco.

Deixando as guitarras de lado, Nuno foi para o piano, era hora de “When I First Kissed You”. O mega guitarrista perguntou se alguém na plateia havia comparecido ao show dos “Backstreet Boys” na noite anterior. A resposta foi extremamente negativa, e em tom de bom humor contou que compareceu e que adora o grupo (agora se é verdade ou não eu não sei).

A emocionante “Song for Love” e a segunda balada clássica do álbum, “Hole Hearted”, encerraram a principal parte da apresentação. Nesse último momento Kevin estava à frente do palco apenas com um bumbo, uma meia lua e um prato “china”, e Nuno com um belo violão branco. Antes de deixarem o palco pela primeira vez tocaram um trecho de “Crazy a Little Thing Called Love” (Queen).

A segunda parte do show principal da noite teve “Warheads” , “Rest in Peace” e “Color Me Blind” do disco “III Sides to Every Story” no primeiro momento. Gary dedicou “Take Us Alive” (“Saudades de Rock”, 2008) para Porto Alegre, que foi muito muitíssimo bem aproveitada por todos, tamanha a animação da música.

Quando começou a tocar violão novamente, Nuno lembrou de Kotzen dizendo que o amigo possui uma voz incrível e pediu aplausos de todos para ele. Nesse momento desceu a lenha em “Midnight Express” (“Waiting for the Punchline”, 1995).

As vozes de Nuno e de Pat nos backing vocals foram sensacionais em todos os momentos que foram exigidos, inclusive na despedida que ocorreu com “Play With Me” (“Extreme”, 1989), “Am I Ever Gonna Change” e “Cupid’s Dead” (“III Sides to Every Story”).

Após o show tocou “Peace (Saudade)” no som mecânico e enquanto isso a banda atirou palhetas, baquetas e a si mesmos na pista, tirando fotos com quem estivesse ali, gerando um momento de muita alegria para todos os envolvidos.

Os gaúchos tiveram o prazer de receber esse show. Cada um dormiu com um barulho na cabeça, com certeza lembrando o show, que terão na lembrança por muito tempo. Um dos melhores shows do ano na cidade sem dúvidas.

Set-list:
Richie Kotzen
1 – War Paint
2 – Love is Blind
3 – Bad Situation
4 – Fear
5 – Doin’ What the Devil Says to Do
6 – Peace Sign
7 – Help Me
8 – Sara Smile
Extreme

Pornograffiti:
1 - Decadence Dance
2 - Li'l Jack Horny
3 - When I'm President
4 - Get the Funk Out
5 - More Than Words
6 - Money (In God We Trust)
7 -It ('s a Monster)
8 - Pornograffitti
9 - When I First Kissed You
10 - Suzi (Wants Her All Day What?)
11 - He-Man Woman Hater
12 - Song for Love
13 - Hole Hearted + Crazy Little Thing Called Love (Queen)
14 - Warheads
15 - Rest in Peace
16 - Color Me Blind
17 - Take Us Alive
18 - Midnight Express
19 - Play with Me
20 - Am I Ever Gonna Change
21 - Cupid's Dead

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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