Resenha - Ronnie James Dio (Claro Hall, Rio de Janeiro, 27/08/2004)

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Por Rafael Carnovale
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Como se faz um bom show de heavy metal? É simples. É como uma receita de bolo, cujos ingredientes podem ser vistos abaixo.

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- Uma banda competente, não precisa esbanjar virtuosismo. Um meio termo entre técnica e empolgação é o suficiente.

- Um bom repertório, sabendo dosar o que de melhor já foi produzido, e mostrando sempre coisas novas.

- Agitação e tesão na execução das músicas, o que gera uma energia indescritível e uma sinergia fenomenal entre público e banda.

- Se o vocalista for um dos deuses do metal já ajuda.

Acho que nesta sexta feira tudo isso foi apresentado e com muitas sobras na aula de metal dada por Ronnie James Dio e banda a 1800 felizardos no Claro Hall. Novamente eu me pergunto: o que está acontecendo com o público carioca? Está certo que o preço do ingresso não era dos mais baratos, mas para quem paga 40 reais em um cd, seria tão absurdo pagar 70 (ou 35 para os estudantes) para ver uma lenda do metal, que já passou pelo Black Sabbath e Rainbow, em ação? Será que teremos que gastar 110 reais para ir a São Paulo assistir shows? Neste ritmo em breve os produtores irão se esquecer do Rio de Janeiro.

O entusiasmo era forte por parte dos presentes, e aumentou ainda mais quando Dio entrou em ação por volta das 23 horas com “King of Rock and Roll”. Para ganhar o jogo rapidamente, o nanico anuciou uma música antiga, e foi executada “Sign of the Southern Cross” do Sabbath, emendada com “Stargazer” do Rainbow, seguida por “Stand Up And Shout”. O Claro foi ao êxtase. Para aliviar o nervosismo veio um solo de bateria bem executado pelo competente Simon Wright (que já tocou no AC/DC), com trechos de música clássica no meio. Bom, mas como todo solo de bateria, chato. Mas Dio sabe o que faz e manda na hora “Don’t Talk to Strangers” e a nova “The Eyes” (do recém-lançado cd “Master of the Moon”), que apesar de sua levada arrastada é uma boa música.

Continuando o massacre, Ronnie, que se mostrou extremamente gentil e simpático com a platéia, manda “Mob Rules” e um fantástico “Medley” de “Man on the Silver Mountain”, “Long Live Rock and Roll”, “Catch the Rainbow” e “Man on the Silver Mountain”. Nesta hora o público já estava cansado, mas era de tanto agitar, afinal uma banda que conta com Dio, Rudy Sarzo (ex-Quiet Riot), Simon, Scott Warren nos teclados e Craig Goldie não pode decepcionar. Apesar da estranha presença de palco de Graig, e de não ser feliz em alguns solos (principalmente os de Vivian Campbell), o mesmo não decepcionou.

Para acabar com a força da galera veio uma surpresa: “Rock and Roll Children” (do álbum “Sacred Heart”) que não vinha sendo tocada há tempos, e “Gates of Babylon”, seguida de um novo “Medley”, este contendo “Heaven and Hell” e “Holy Diver” (por sinal o pano de fundo era a capa do disco de mesmo nome). A banda se retira e todos se perguntam daonde veio tanto heavy metal e tanta energia. O sorriso estava estampado na cara de todos os presentes.

Mas quem pensava que o show tinha acabado se enganou: Dio voltou para executar “The Last in Line” seguida pelo fenômeno “Rainbow in the Dark”. A galera buscou forças daonde não tinha e o êxtase foi total. E pensa que acabou? Nada disso!!!! A banda voltou para o massacre final, com “We Rock” (“o que fazemos todos os dias” segundo Ronnie) e “Neon Knights”, que encerrou com chave de ouro 2 horas e 15 minutos de um dos melhores, senão o melhor, shows do ano.

A banda de Dio pode não ser a melhor (as ausências de Vinnie Appice e de Vivian Campbell ou Doug Aldrich, que gravou “Killing the Dragon” foram sentidas), mas tudo contribuiu para que o baixinho fizesse um show demolidor, que ajudou a abrilhantar mais uma sexta feira metálica. Tomara que os cariocas aprendam com isso e prestigiem mais o shows na cidade.

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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