Esta matéria foi publicada em 18/06/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Quando questionado sobre se ele estaria planejando lançar um novo álbum solo em breve, Friedman respondeu: “Meu próximo álbum se chama ‘Tokyo Jukebox 2’. Em 2009, eu lancei o ‘Tokyo Jukebox’, que foi bem sucedido para mim no Japão, e foi lançado no resto do mundo. Então a gravadora me perguntou se eu gostaria de fazer uma ‘parte 2’ dele e eu fiquei muito animado para isso, porque, na verdade, ‘Tokyo Jukebox’ é um dos álbuns que mais curti em gravar, então quando teve-se a idéia de gravar um segundo álbum, foi muito divertido escolher as músicas, criar os arranjos e gravá-lo, e eu estou muito feliz com o resultado. Está quase pronto; eu já gravei a maior parte dele antes de sair em turnê pela Europa. Onze músicas já estão prontas e há mais uma que eu vou terminar no Japão após uma turnê de workshops e então o álbum estará pronto, então estou muito animado com isso. Definitivamente, este é o mais profundo e especial álbum de todos, porque é o mais recente, e porque nele tem toda minha experiência acumulada e toda a profundidade do que aprendi nos últimos tempos, e estou muito feliz com ele até agora. Em setembro, ele vai ser lançado no Japão e eu estou tentando lançá-lo na Europa nessa mesma época, então talvez (ele seja lançado em outros territórios) por volta do outono” (N. do T.: Outono do hemisfério norte).
Sobre como foi estar no Japão – onde Friedman vive desde 2003 – quando o terremoto de magnitude 8.9 e o subsequente tsunami atingiu o país no início de março, Marty disse: “Eu estava lá quando aconteceu. Eu estava em estúdio com minha banda em Tóquio, então teve aquele abalo no estúdio, foi louco demais. Foi muito, muito assustador – amedrontador. Mesmo semanas depois, ainda era assustador. Talvez uma semana após o terremoto ter acontecido, eu voei para Los Angeles para pegar todas as minhas guitarras que estavam em LA – talvez umas 20 guitarras de minha era no Megadeth – e as leiloei em favor das vítimas do terremoto. Então eu vendi todas as minhas guitarras da era Megadeth, todas as minhas guitarras Jackson, e elas resultaram em muito dinheiro, então fiquei muito feliz em doar todo aquele dinheiro às vítimas japonesas do terremoto. Eu senti que tinha que fazer algo porque eu fiquei tão assustado e não sabia o que fazer. A única coisa que posso fazer é tentar ajudar, e como não sou médico e não sei absolutamente nada sobre coisas nucleares e nada sobre terremotos ou construções – eu não sei de nada – mas eu sabia que eu tudo que eu podia fazer era tentar ajudar, então vendendo minhas guitarras, eu fiz algo e me senti melhor sobre isso; de alguma forma, isso tirou um pouco do medo que eu estava sentindo.”
Sobre o tópico do álbum “Rust in Peace”, do Megadeth, e se ele gostaria de, de alguma forma, ter feito parte do show ao vivo com a banda para celebrar recentemente seu 20º aniversário, Friedman disse: “Definitivamente, não. O passado é passado. Quer dizer, foi um álbum maravilhoso e tenho certeza de que (a formação atual do Megadeth) está fazendo um excelente trabalho tocando o álbum. Então muitos fãs querem ouvir (aqueles músicas tocadas ao vivo), com certeza – todas as vezes que eu faço um workshop e eu autografo aquele álbum como se fosse algo fora de moda e então eles me pedem para tocar alguma música dele. Fico tão feliz pelo grande impacto que aquele álbum teve e tenho certeza (que a atual formação do Megadeth) está fazendo muitos fãs felizes tocando o álbum, então eu os apóio 1000%. Mas não é algo em que estou interessado em refazer no momento.”
Abaixo, Marty Friedman tocando ao vivo em 26 de maio de 2011, em Tessaloniki, Grécia.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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