Em 30/09/2011 | Megadeth: Ellefson comenta o novo álbum, faixa-a-faixa

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Megadeth: Ellefson comenta o novo álbum, faixa-a-faixa

Postado por Daniel Molina | Fonte: Rust In Page

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Matéria publicada em 30/09/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O baixista David Ellefson concedeu uma entrevista ao site Music Radar onde comentou, faixa a faixa, sobre o vindouro álbum da banda, TH1RT3EN.

SUDDEN DEATH

Essa é uma faixa que estava sendo trabalhada quando eu voltei para a banda. Cheguei numa sexta, toquei minha parte no sábado e no domingo soltamos um press release dizendo que eu estava de volta ao Megadeth. Então essa música representa meu retorno à banda.

Musicalmente eu queria combinar NWOBHM e thrash na partes de baixo dessa música. Há grandes partes ritmicas, especialmente na introdução, e o riff, lá pro final me dá a chance de subir uma oitava e criar uma tensão com as guitarras.

Num todo é uma música bem empolgante. Mas quando penso no que representa, num nível emocional, ela é bem profunda.

PUBLIC ENEMY No.1

Nós começamos a escrever essa música durante uma passagem de som na Croácia no ano passado e a finalizamos em Vienna, pouco tempo depois. E por mais engraçado que pareça, no começo desse ano escrevemos outra música para o álbum, chamada Never Dead, na mesma casa de show na Austria. Então aquele lugar tem um pouco de mágica.

Mais uma vez é outra música com uma pegada New Wave Of British Heavy, pelo menos no meu modo. Eu adoro os álbuns antigos do Def Leppard, e tento soar como Rick Savage nela.

Eu tentei escrever em volta dos vocais. Adoro ouvir tudo da banda, especialmente os vocais, quando gravo um álbum. Como músico eu tento ser o cimento que segura toda a construção. Quando a melodia do vocal foi desenvolvida, Johnny e eu trabalhamos com Dave, e isso me permitiu colocar uma parte de baixo forte ali.

WHOSE LIFE (IS IT ANYWAYS?)

Essa tem o meu tipo favorito de tocar baixo. De um jeito não muito óbvio, ela remete a uma palhetada bem punk rock.

Fui com tudo e tentando não pensar muito no que estava fazendo. Meu objetivo era ficar bem coeso com a bateria. É uma música poderosa. Atitude total.”

WE THE PEOPLE

Essa música é uma fábrica de riffs. Dave tem uma habilidade fenomenal para compor uma sequência fantástica de riffs, e ele é um mestre em juntá-los para criar uma música. Ele escreve um riff, depois outro, e quando você acha que ele não vai criar mais nada, ele vai e faz, e depois junta todos.

Todos que adoram os riffs sensacionais do Megadeth certamente vão adorar a We The People. Tem uma explosão de grandes riffs.

GUNS, DRUGS & MONEY

Não poderia estar mais feliz por termos uma música que é composta de apenas um riff (risos). Isso nem sempre é fácil de se fazer. Sei que muitos fãs de metal não gostam de Green Day, mas eles são reis em músicas de um riff só. Foi isso que fizemos nessa música, e funcionou perfeitamente.

É tão punk rock essa ideia de um riff só. Os Ramones fizeram em várias músicas deles - talvez em todas. Quando ouvi Dave tocar o riff eu sabia que aquilo bastava. A banda fica dinâmica no refrão, Dave brincou com as melodias do vocal... e a música estava pronta!

Muitas das nossas músicas são bem complexas, isso é algo que nosso fãs gostam. A genialidade de Guns, Drugs & Money é a simplicidade.

NEVER DEAD

Quando Dave me mostrou esse riff pela primeira vez eu fiquei embasbacado. Era tão violento e direto que me lembrou algo do Peace Sells. Particularmente, me soou um pouco como Good Mourning/Black Friday, mas de um jeito novo. Eu amei.

O mais engraçado é que Dave esqueceu dela por um tempo. Nos juntamos no começo desse ano para trabalharmos algumas músicas e eu o relembrei dela, e ele não conseguia lembrar. Felizmente ele tinha gravado no BlackBerry dele, então ele conseguiu encontrá-la.

Quando começamos a tocá-la pareciamos crianças. Tem um riff bem forte. É monumental, não tem como não endoidar quando você a escuta.

NEW WORLD ORDER

Essa é antiga. Nós a escrevemos durante a tour Clash Of The Titans, em 1991, e gravamos uma demo para o Countdown, mas ela não se encaixava naquele ábum. Então ela ficou engavetada todos esses anos - no entanto ela foi colocada na versão remixada e remasterizado do Youthanasia.

Shawn Drover insistiu para que New World Order entrasse no álbum. De todas as músicas que nunca haviam sido lançadas oficialmente, ele achou que essa era a certa.

É uma faixa de thrash old school. Nós a regravamos e melhoramos as partes para os solos. Dave melhorou outras partes e a deixou mais violenta. É tão legal!(risos) Cá estamos, 20 anos depois, deixando a música pronta para um álbum.

FAST LANE

Fast Lane foi engraçada. Como baixista, sempre quis aprender licks complicados, dai ia pro estúdio e o produtor dizia, 'Cara, dá pra tocar algo mais simples?' «risos»

Essa música foi eu batendo no baixo, puxando as notas e segurando com o pulso. Toquei 8 notas, 16 notas, mantendo a base. Mantive o ritmo e encaixei com a bateria e, quando menos esperava, a música já tinha acabado - Eu estava inspirado.

Outra música bacana para se dirigir e ouvir. Você coloca ela para tocar e logo está pisando fundo.

BLACK SWAN

Black Swan tinha sido gravado, mas não lançado oficialmente, durante o período que fiquei fora da banda. Quando a ouvi ela se tornou uma das minhas favoritas, não consegui entender porque não havia sido lançado oficialmente (risos).

Amo a melodia, a letra, a vibe toda. Foi escrita antes do filme Black Swan (Cisne Negro), então não tem nada a ver com ele, apesar que algumas pessoas vão achar isso.

WRECKER

Essa tem uma mescla genial de sagacidade e hilariedade na letra. Sei que as letras do Dave as vezes são meio sombrias. mas Wrecker mostra o lado bem humorado dele.

O riff é sólido. É daqueles riffs que faz a casa cair. Alguns riffs são bons, outros são ótimose há riffs que detonam. Wrecker é o último exemplo.

MILLENIUM OF THE BLIND

Outra música começada em 1991. Não sei o que teve de errado em 1991. Enfim, fizemos uma demo mas ela nunca foi lançada. Tinhamos apenas alguns minutos dela numa fita então precisava ser melhorada. Dave e Johnny trabalharem direito e transformaram numa música ótima.

Fiquei feliz por ter demorado um tempo porque ela sempre teve aura de grandeza, mas nunca foi devidamente trabalhada. Agora ela cumpre o que prometia ser.

Muitas das nossas coisas precisam de um tempo. Um boa ideia é sempre uma boa ideia, e se voltamos a ela é porque tem um motivo. Estou feliz que essa música vai ser finalmente lançada.

DEADLY NIGHTSHADE

O riff foi originalmente feito durante as sessões de gravação do Youthanasia, ou talvez do Cryptic Writings. Ficou encostado um tempo. Viu o que quis dizer antes? Algumas de nossas coisas precisam de um tempo.

Fico feliz que o riff se tornou uma música completa, é tão ameaçadora (risos). Eu lembro de tocar a base da música em Roma, Itália, durante uma passagem de som, e lembro de ver o zelador e a moça da pipoca curtindo. Isso significou algo para mim.

Quando você curte de cara, esse é o verdadeiro teste de uma grande música. Muitas pessoas lhe dirão que algo é legal, mas se você consegue fazer o zelador e a moça da pipoca curtir uma música incompleta, então você sabe que é algo legal! «risos»

13

Ela realmente resume a história do Megadeth. Antes de começar o álbum, Johnny K tinha lido a autobiografia do Dave, e acho que isso o ajudou a entender a mente do Dave, além de mostrar o que o Megadeth significa para ele.

Conforme a música estava sendo composta as palavras começaram a aparecer numa página, na maior parte vindo de conversas de Johnny com o Dave. Se você sempre quis ouvir uma música que resumisse o Megadeth como banda, 13 é ela.

Chris Broderick fez um ótimo trabalho com a guitarra sem distorção e violão. Como baixista, eu adoro tocar esses tipos de tons. Eles são mais abertos e me permitem ser criativo com licks e a linhas de baixo. É o estilo de baixo dos anos 70, talvez até dos anos 60. James Jamerson, o grande baixista da Motown – eu tentei copiar o groove dele, um estilo que flui bem.

A música termina de forma grandiosa. O Megadeth não tem uma música grande e teatral desde In My Darkest Hour, agora temos outra com a 13. É o final perfeito para um ótimo álbum.

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Sobre Daniel Molina

Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.

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