Em 15/12/2008 | Edu Falaschi: Symbols, Almah, Angra, e a cena Metal no Brasil

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Edu Falaschi: Symbols, Almah, Angra, e a cena Metal no Brasil


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Com o trabalho desenvolvido no ANGRA e, mais recentemente, no ALMAH, o vocalista Edu Falaschi está em evidência. No entanto, a carreira dele é bem anterior a tudo isso e passa por outros momentos relevantes para o Heavy Metal brasileiro. Quase uma década antes de ser chamado para substituir André Matos, Edu estava entre os cotados mundialmente para preencher a vaga deixada por Bruce Dickinson no IRON MAIDEN, em 1994. Além disso, marcou presença no cenário nacional com as bandas MITRIUM e SYMBOLS, cujos álbuns obtiveram vendagens expressivas dentro e fora do Brasil. Em entrevista exclusiva concedida logo após a apresentação do ALMAH em Fortaleza, no dia 5 de dezembro, Edu relembra sua trajetória nessas bandas, conta sobre a entrada no ANGRA, descreve seu processo de composição e ressalta a importância da união para a cena Heavy Metal no Brasil que, segundo ele, está muito mais forte no Nordeste que em seu pólo habitual, o Sudeste.

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Você começou a tocar aos 14 anos, era de uma família que tinha músicos, mas não gostava de cantar. Em que momento você descobriu que queria ser vocalista?

Edu Falaschi: Eu tocava numa banda cover e a banda tinha um outro vocalista, eu tocava guitarra e fazia backing vocal. O guitarrista saiu da banda e eles falaram: "Ah, canta nos ensaios, a gente não tem cantor por enquanto". Eu tive que cantar, e eles: "Caramba, você canta legal! Vamos fazer o seguinte, você pára de tocar guitarra, só canta, e a gente chama outro guitarrista". Comecei a cantar, e foi assim que eu me descobri vocalista.

E você não cantava antes por quê? Tinha vergonha, achava que não sabia?

Edu Falaschi: Não, eu ainda não tinha descoberto, sabe? Eu achava legal cantar, mas não era uma coisa que me atraía. Achava legal, mas preferia tocar. Depois comecei a me apaixonar.

Você entrou no MITRIUM em 1990, e, em 1994, você deixou a banda para fazer a faculdade de Propaganda. Como foi essa decisão de priorizar os estudos em detrimento da música?

Edu Falaschi: É aquela coisa, você é adolescente, tem a pressão de todo mundo para você estudar. A música é um mercado complicado mesmo, principalmente o Heavy Metal aqui no Brasil, e toda a minha família dizia: "Não, tem que estudar". E aí eu fui estudar, fui fazer Propaganda e Marketing, que era o que eu curtia além da música, achava interessante. Eu terminei a faculdade, mas na verdade nunca trabalhei com isso. Acabei fazendo sempre música, a música está na minha vida desde os meus 12 anos.

Mas você se vê exercendo Propaganda?

Edu Falaschi: Não, não! Foi bom para me ajudar no "marketing" pessoal, mas trabalhar em agência não, não tem nada a ver comigo.

Seu primeiro contato profissional com a banda SYMBOLS foi como produtor, e quem fazia os vocais era o Tito Falaschi, seu irmão. Como foi essa influência familiar na formação musical?

Edu Falaschi: Na verdade, eu que influenciei meu irmão, porque eu sou o mais velho e eu sempre ia ensinando, tendo uma influência mesmo. Ele me chamou para produzir o disco por eu ter uma facilidade de arranjo, por tocar vários instrumentos, por ter uma facilidade de composição. Meu irmão falou: "Ah, vem produzir nossa banda, a gente precisa de uma ajuda". Eu fui produzir, no final das contas ele falou: "Canta uma música", eu cantei, "canta duas músicas", eu cantei... Aí pintou uma idéia: "Por que a gente não faz uma banda juntos, já que você está sem banda? A gente divide os vocais, fica diferente". Falei: "Tá bom". E assim eu entrei na banda.

A saída do SYMBOLS se deu quando você foi chamado para o ANGRA, e vocês estavam se preparando para gravar o terceiro álbum do SYMBOLS. Como foi essa transição, sair de uma banda que estava gravando um álbum e ter de gravar pelo ANGRA no mesmo ano?

Edu Falaschi: É, foi um pouco turbulento, porque o pessoal do SYMBOLS ficou meio chateado. Mas na verdade o SYMBOLS já estava bastante dividido, porque meu irmão (Tito) já tinha saído, o (Rodrigo) Arjonas, que era o outro guitarrista também já tinha saído – ele era guitarrista junto com o Demian (Tiguez) –, o tecladista já tinha saído, então ficou eu, o "batera" e o Demian. A gente já estava um pouquinho enfraquecido, quando pintou o convite do ANGRA foi irrecusável. E eu até eu falei para o pessoal do SYMBOLS: "Vamos continuar, eu vou fazer o ANGRA primeiro, quando der tempo a gente faz o SYMBOLS de novo". E eles não quiseram: "Não, não quero, a gente vai ficar em segundo plano, a gente não quer..." Eles tiveram a escolha deles, o Demian começou a cantar... E foi uma pena, seria legal se tivéssemos gravado mais um álbum com o SYMBOLS. Mas eu acredito muito que as coisas acontecem quando têm que acontecer.

Você já era compositor nessa época. E quando você entrou no ANGRA, uma banda de renome, que já tinha uma história, você teve músicas suas gravadas logo no primeiro álbum. Qual a sensação de compor para uma banda que já fazia sucesso, que tinha seu público?

Edu Falaschi: Foi muito legal ver o reconhecimento do Kiko (Loureiro) e do Rafael (Bittencourt) pelo meu trabalho, eles me darem essa oportunidade e essa liberdade: a primeira música do álbum ser uma música minha, já. Foi bom, eu fiquei feliz, fiquei lisonjeado de ouvir deles: "Puxa, suas músicas são muito boas, a gente vai ter que usar, a gente já estava com o disco praticamente pronto", eles me falaram, "mas "Nova Era" não dá para deixar de lado, o "Heroes of Sand" não dá para deixar de lado, a gente vai ter que usar". Eu comecei no ANGRA com essas duas músicas, a partir daí meu espaço sempre foi aumentando cada vez mais. E, coincidentemente, todas as primeiras músicas de todos os discos do Angra comigo são minhas, minhas com parceria de outros compositores, ou o Kiko ou o Rafael – mais com o Kiko, na verdade. Tem essas músicas, "Nova Era", a primeira do "Rebirth", "Spread of Fire", a primeira do "Temple of Shadows" e "The Course of Nature", que é a primeira do "Aurora Consurgens". Então, engraçado, nos três discos, as primeiras músicas foram minhas, entre outras músicas que eu compus para o ANGRA também.

E como é esse processo? Vocês vivem nessa correria de shows, você já chegou a fazer com o ANGRA quase cem shows em um ano... Quando você compõe?

Edu Falaschi: Eu componho geralmente fora da turnê, quando está num período parado. Passo um tempo em casa ou vou para a minha casa de praia, fico lá, só com a família, tranqüilo, e começo a compor mais. Mas às vezes acontece de eu estar aqui, por exemplo, com você falando, aí acaba a entrevista, eu vou lá no camarim, pego um violão e de repente tenho uma idéia, então eu guardo as idéias para depois e desenvolvo.

E como acontecem as parcerias com o Kiko e o Rafael?

Edu Falaschi: É tudo bem natural. Eu mostro as músicas para o Kiko, para o Rafa, eles ouvem a música. Se eles se interessam, falam que a música realmente tem potencial, assim como eles também me mostram as deles e eu também falo, dou minha opinião, se realmente é legal, se de repente ficou bom, "não vamos fazer essa, vamos fazer a outra". Também tem essa liberdade, a gente conversa. E, a partir daí, que foi aceita a música, a gente começa a trabalhar juntos. Então, geralmente eu venho com a música pronta assim: introdução, a parte da voz principal, o verso, a ponte e o refrão. E geralmente eu tenho um pouco mais de dificuldade de compor a parte instrumental, até porque eu não sou o instrumentista da banda. Apesar de tocar vários instrumentos, não tem nem como discutir o Kiko tocando guitarra e eu, né? Então às vezes eu venho com uma idéia inicial: "Pô, Kiko, tem um negócio na guitarra que eu gostaria que fosse assim", aí eu canto para ele. E ele: "Ah, nessa parte eu tenho essa idéia", ele mostra, a gente junta as idéias e vai trabalhando.

Há algum tempo, uma carta cuja autoria foi atribuída a você foi divulgada na Internet, falando das polêmicas que havia no começo da banda, as comparações com o André Matos e de algumas calúnias à sua pessoa. A carta é verdadeira?

Edu Falaschi: Qual carta que é essa?

Foi postada no Orkut, já faz um tempo. Você fala que tinham espalhado um DVD numa fase em que você estava ruim da garganta...

Edu Falaschi: Ah, tá! Essa fui eu mesmo. Se é a que eu estou pensando, sim. (risos)

E como foi esse período?

Edu Falaschi: Foi um período ruim, porque foi um tempo em que eu fiquei bastante doente, e muitas pessoas ruins se aproveitaram disso. Depois, com o tempo, eu fui aprendendo que não adianta: tem pessoas ruins em todos os meios e, com a Internet, elas extravasam a sua ruindade. Eu sou um cara muito sensível, e acabei ficando magoado na época. Mas aí eu falei: "Cara, não adianta. Estou triste e tal, mas só tem uma coisa a fazer, que é melhorar e voltar a cantar bem". Porque eu realmente estava cantando muito mal. E as pessoas achavam que eu estava tranqüilo, feliz? Não, eu estava triste, tava mal pra caralho. Eu falei: "Meu, como é que eu vou cantar assim? Não dá pra continuar cantando assim. Eu não sou isso". Eu comecei a estudar, fui fazer um monte de tratamento e, graças a Deus, deu tudo certo e eu fiquei bom de novo.

Edu, nessa sua trajetória musical, você já dava aulas de canto desde 1999 e, atualmente, você sempre tira um tempo para dar workshops. Como é sua relação de ensinar a música, de passar a música para outras pessoas?

Edu Falaschi: Ah, eu acho importante, até pelo incentivo ao músico novo, mostrar que ele tem que correr atrás dos sonhos dele, mas sempre embasado nas técnicas, numa educação legal, para o cara não se prejudicar no futuro. O que não impede totalmente: mesmo tendo técnica, você pode se prejudicar, como foi o meu caso. E o caso de outros cantores, como Elton John, como o próprio Pavarotti, Freddie Mercury (QUEEN), entre outros cantores que tiveram problemas nas cordas vocais. Vários, tem uma lista de duzentos, se eu ficar aqui falando... David Coverdale (ex-DEEP PURPLE, WHITESNAKE)... E todos eles são grandes cantores: Bruce Dickinson (ex-SAMSON, IRON MAIDEN), o próprio James LaBrie do DREAM THEATER, Michael Kiske (ex-HELLOWEEN) também teve... Então, a maioria dos cantores já teve algum tipo de problema. Mesmo tendo bastante técnica, isso acontece. Mas você tem que ter paciência, as cordas vocais são bem delicadas.

E sempre acontece que, quando o ANGRA está parado, você dá esses workshops, faz participações especiais... Nesse contexto, de que modo o ALMAH nasceu como projeto paralelo? Quando você percebeu que era hora de ter um projeto?

Edu Falaschi: Ah, eu percebi na hora que o ANGRA resolveu parar, em julho de 2007. Eu falei: "Tá, e aí, o que é que eu vou fazer? Vou ficar em casa?" Eu tinha o ALMAH já criado, muita gente já sabia do projeto. Então eu decidi transformar numa banda, porque é mais fácil trabalhar. Eu acredito mais nas pessoas trabalhando juntas, todo mundo feliz, todo mundo dando idéias, do que só eu e eu: "Ó, galera, eu vou dominar tudo, eu vou fazer tudo, e é isso". Eu até poderia fazer isso, mas acho que o resultado final é muito melhor em grupo. A prova disso é o "Fragile Equality": na minha opinião, eu acho que é um puta disco, muito legal. E eu tenho certeza que, sem esses caras aí, se dedicando como membros da banda, esse disco não teria saído nem a metade do que saiu.

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No primeiro disco, você chamou muitos músicos small/edufalaschi,jpgestrangeiros: o Emppu (Vuorinen, NIGHTWISH), o Lauri (Porra, STRATOVARIUS), toda a equipe. E você disse à Roadie Crew que era uma questão mesmo de testar como era trabalhar com pessoas de outras culturas...

Edu Falaschi: É, eu nunca tinha gravado com estrangeiros, e eu fiquei feliz de ter tido isso, de ter essa oportunidade.

E como essa questão das culturas diferenciadas influenciou na composição?

Edu Falaschi: Primeiro de tudo, eu quis chamar amigos. Não queria chamar músicos conhecidos só porque os caras são conhecidos, pagar e eles não terem nenhum tipo de envolvimento. Então, eu chamei amigos que tocavam comigo já nas turnês que o ANGRA fez... O Emppu, do NIGHTWISH, é um amigo mesmo, um grande amigo. A gente sai bastante junto, ele já veio ao Brasil sem a galera saber. Agora, com o NIGHTWISH (que veio ao País com a turnê "Brazilian Passion Play"), ele esteve lá em São Paulo eu saí com ele, a gente foi dar um "rolé". É um cara muito querido. Aí (na época em que estava montando a equipe do ALMAH), ele falou: "Pô, o Lauri mora aqui na Finlândia também", do STRATOVARIUS, "vamos fazer com ele?" E eu falei: "Claro! Conheço o Lauri também". Por último eu chamei o Casey Grillo, um amigo meu também, do KAMELOT. E deu tudo certo. Foi perfeito porque eu tive três caras maravilhosos no meu disco, além de outros grandes convidados também.

Durante o show (em Fortaleza), você falou sobre o Nordeste ser um lugar interessante para tocar. Como é sua percepção da cena daqui, do Nordeste em relação ao Brasil?

Edu Falaschi: O Nordeste, hoje em dia, eu acho é o lugar mais forte no Heavy Metal. Está longe, inclusive, de São Paulo, que sempre foi o pólo principal. Eu acho que a cena Heavy Metal caiu bastante nos últimos três anos, mas o Nordeste ainda se mantém firme e forte.

A que você atribui essa queda?

Edu Falaschi: Acho que a parada do ANGRA foi de grande importância, o SEPULTURA também teve alguns problemas, o fim do SHAMAN e o re-recomeço deles – do Confessori, na verdade –, tudo isso. Eu acho que as bandas deviam cada vez existir mais e ficar mais fortes. As pessoas lutam para as bandas ficarem cada vez mais fracas e acabarem, e brigarem, e não sei o quê. Aí não ficou banda nenhuma, pintou o HANGAR, o André Matos solo e o ALMAH, dentre outras que já eram conhecidas: o DR. SIN, o KORZUS. O TORTURE SQUAD está aparecendo, mas tudo se segmentou muito – de uma banda apareceram três, quatro, cinco... Do ANGRA apareceu SHAMAN e o ANGRA novo, SHAMAN novo, ANDRÉ MATOS, HANGAR, ALMAH... Ficou muito segmentado, perdeu força. Se as bandas tivessem se unido, talvez não, talvez estivesse bacana, mas as bandas não se unem, né? E aí foi cada um para um lado, cada um falando besteira um do outro nas entrevistas. Eu acho que isso foi um grande motivo para enfraquecer a cena.

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Sobre Débora Medeiros

Débora Medeiros faz Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Academicamente, desenvolve pesquisas sobre o rádio educativo e sobre a relação entre jornalismo cultural e heavy metal. Profissionalmente, tem procurado se especializar em crítica musical. Foi daí que nasceu o impulso para colaborar com o Whiplash e criar um blog dedicado a esse assunto, o Música Expressa.

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Sobre Lucíola Limaverde

Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com experiência em jornalismo impresso, produção em rádio e assessoria de imprensa. Ouve seus rocks todo santo dia. Aliás, não imagina sua vida sem música e livros (a Literatura é outra grande paixão). Queria ter uma história bonita e comovente sobre como começou a ouvir Metal, mas a verdade é que não lembra a primeira vez na qual ouviu uma guitarra distorcida - apenas sabe que sua alma tem um tom maior quando escuta as canções de que gosta. Aprendeu a tocar teclado aos 12 anos mas, como jamais sonhou em cometer seus dedilhados em uma banda, isso só lhe rendeu algum apuro na audição musical.

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