Brian Johnson, vocalista do AC/DC, foi entrevistado pelo Bob Rivers Show, e falou sobre vários assuntos, como o teste que fez para entrar na banda e o novo álbum, que deve ser lançado ainda este ano.
Seu ingresso no AC/DC: "Bon Scott foi um dos maiores vocalistas que já existiram, ele era um grande poeta. Se você ouve algumas de suas músicas, elas são quase poéticas. Nunca me esquecerei de quando fui para Londres, ia fazer um comercial para a Hoover, precisava de dinheiro. Os garotos disseram: 'Se está vindo a Londres, venha e mostre a sua voz'. Nunca estivera em um teste antes, então quando acabei essa propaganda para a Hoover, fui para o Vanilla Studios e encontrei os garotos sentados, parecendo desapontados e cabisbaixos. Eu pensava por quê - eu estava três horas atrasado e nem tinha percebido! Cantei algumas músicas para eles sem pensar em nada - eu estava lá para me divertir e voltar para casa dizendo que eu cantara com o AC/DC, isso já estava bom demais para mim. Aparentemente, acho que era o que eles precisavam, me pediram para ficar mais algumas semanas e o resto todos sabem. Duas semanas depois eu estava em um avião para Bahamas, onde iríamos gravar. Me disseram que tínhamos seis semanas, depois disso estávamos sem dinheiro. Os garotos deviam quase um milhão".
Se sentiam que criavam algo especial ao gravarem o "Back In Black" "Não. Logo que terminávamos uma música, Mutt Lange (produtor) preparava a próxima e dizia: 'Brian, tire meia hora de folga e prepare sua voz'. Era tudo o que podíamos fazer, pois não tínhamos tempo para sentar e ouvir o que havíamos feito. Tudo passou tão rápido. Eu me lembro que estava no avião para casa, pensando se o álbum era bom mesmo. Foi um choque quando recebi uma cópia duas semanas depois. Colocaram um vinil por baixo da porta e eu coloquei no meu toca-discos. Eu não acreditava que era eu. Não achei que podia fazer coisas daquele nível. É por isso que amo esse novo álbum que acabamos de gravar. É exatamente a mesma história e não acontecia desde que conhecemos Brendam O' Brien, há dois meses. Ele foi mágico. Trabalhamos todos os dias - incluindo sábados e domingos - e aqui estou eu, de volta para casa e sem idéia do que acabei de fazer! Foi muito rápido. Espero que tenha o mesmo resultado".
Se já foi escolhido o título do novo álbum? "Não, ainda não. Essa sempre parece ser a última e mais difícil decisão a se fazer. Você tem que ser cuidadoso por que vai ter que conviver com o título pelo resto da sua vida!"
Sobre seu estilo de cantar "Eu lembro de Eric Burdon, do THE ANIMALS - ele era meu ídolo, quando jovem. Em Newcastle, eu costumava vê-lo cantar, 'there is a house in New Orleans, they call the rising sun', mas ele falava do mesmo jeito que eu, então, um dia, lhe perguntei: "Porque canta assim?'. E ele respondeu: 'É o único jeito de se cantar o Rock 'N Roll, Brian. Foi inventado na América, portanto, cante como um americano'. Todas as bandas cantam com sotaque americano, porque nós literalmente copiamos tudo dos artistas negros do Blues. Não sabíamos o que era um 'thang' - falávamos 'thing'. Não sabíamos o que significava, mas soava bem".
Como cuida da sua garganta: "Eu não cuido (risadas). Eu fumo, gosto de vinho e adoro whisky. Para ser sincero, não há como controlar a paixão, e é isso que faz a minha voz. Quando ouço um guitarra, depois a bateria, tudo sai naturalmente e não há como segurar".
Voltando ao assunto do seu teste para o AC/DC. Você não cantou uma música do AC/DC, mas sim da TINA TURNER? "Verdade, era 'Nutbush City Limits'. Depois, eles perguntaram: 'Conhece alguma das nossas?' e eu disse: 'Acho que conheço 'Whole Lotta Rosie', e eu a cantei. Essas duas músicas eu cantei com eles, e essas duas músicas me garantiram o emprego".
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