Nota do editor: esta matéria, publicada originalmente no The Age em 2008, já havia sido citada aqui no Whiplash em um pequeno resumo, que pode ser visto no link abaixo.
"Fãs de Metal têm tendência a roubar e cometer suicídio"
Os médicos deveriam perguntar a seus pacientes adolescentes que tipo de música eles preferem para determinar se possuem risco de desenvolver doenças mentais ou cometer suicídio, dizem pesquisadores.
Um estudo, publicado na revista Australasian Psychiatry, relatou que adolescentes que ouvem pop são mais suscetíveis a terem problemas com a sexualidade; aqueles que escutam rap ou heavy metal podem ter comportamentos como sexo sem proteção e direção sob efeito de álcool; e os que preferem jazz geralmente são solitários e desajustados.
As descobertas despertaram um chamado para que médicos incluam os gostos musicais como diagnóstico indicador em avaliações de saúde mental.
A autora do estúdo, Felicity Baker, afirmou: “Não existem evidências que sugiram que o tipo de música que você ouve vai fazer você cometer suicídio, mas aqueles que são vulneráveis e possuem risco de cometer suicídio podem estar ouvindo certos tipos de música.”
Ela afirmou que um estudo australiano com estudantes de 14 e 15 anos mostrou associações significantes entre o heavy metal e tendências suicidas, depressão, delinquência e drogas.
Um estudo americano também mostrou que jovens adultos que ouvem heavy metal regularmente têm mais pensamentos a respeito de suicídio e maiores níveis de depressão que seus amigos.
Danos a si próprio e tentativas de suicídio também foram associados a adolescentes que ouvem trance, techno, heavy metal e música medieval e gótica, enquanto os que participam de festas dance são muito mais propensos a usar drogas.
Alguns gêneros de rap, como o francês, foram ligados a comportamentos de desvio, como roubo, violência e uso de drogas. Adolescentes que ouvem hip hop são geralmente menos problemáticos, diz a Dra. Baker. “Mas é importante notar que a música não causa estes comportamentos.”
“É mais uma relação de que adolescentes que podem ter uma doença mental ou estão envolvidos nestes comportamentos antissociais serem inclinados a certos tipos de música.”
Michael Bowden, psiquiatra de crianças e chefe dos programas médicos no NSW Institute of Psychiatry, disse que a maioria dos médicos já questionou seus pacientes adolescentes sobre suas influências, sejam elas os amigos, a internet ou a música.
“Ao longo dos anos houve uma preocupação sobre algumas músicas com temas ligados a suicídio, e sempre que uma pessoa famosa, como Kurt Cobain, se mata, vemos o efeito de cópias entre adolescentes”, afirma.
“Mas às vezes os gostos musicais de um adolescente não revelam nada. A chave para entender um adolescente é tratá-lo com respeito, ouvindo o que ele tem a dizer, ao invés de estereotipá-lo de acordo com o típico de música que ele ouve.”
O que os estudos dizem sobre o que você ouve:
POP: conformistas, responsáveis em excesso, conscientes, têm problemas com a sexualidade ou aceitação.
HEAVY METAL: níveis altos de pensamentos sobre suicídio, depressão, uso de drogas, automutilação, pequenos roubos, sexo sem proteção.
DANCE: níveis altos de uso de drogas, apesar de virem de meios sociais mais abastados.f
JAZZ/RHYTHM & BLUES: introvertidos, dificuldade de se ajustar à sociedade, solitários.
RAP: níveis altos de roubo, violência, raiva, envolvimento com gangues, uso de drogas e preconceito com mulheres.
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Gaúcho de Santiago, é redator em uma agência de propaganda de Florianópolis. Começou escutando o pai dedilhar Tom Jobim, Vinícius e Toquinho no violão, mas só teve um contato mais sério com o instrumento aos 18 anos. Hoje é um apaixonado por solos, guitarras e violões. Seu estilo preferido é o rock, mas escuta quase todo tipo de música, de Beatles a Arctic Monkeys, passando por Oasis, Iron Maiden, Wolfmother, Dream Theater, John Mayer, Maná, Scorpions, Gotan Project, Silverchair, Green Day, Guns 'N Roses, Jack Johnson, Jamiroquai, Kiss, Lenny Kravitz, Foo Fighters, Metallica e, é claro, guitar heroes, música nativista e bandas gaúchas.
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