Logo nas primeiras faixas de “Living In Fantasy” ficamos convictos de que este será um belo trabalho. Riffs afiados, ótima produção, estribilhos lapidados e refrães empolgantes, além da força evidente do conjunto e a voz polivalente de Mário Pastore, mestre de vários vocalistas brasileiros. “BraveHeart” sem dúvida seria uma escolha acertadíssima para abrir os shows deles. Preste atenção na segunda parte desta música, onde vemos uma guinada e a retomada da força inicial, com a reconstrução dos riffs e um novo punch instrumental. Coisa de quem sabe.
Nota: 9 








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Definir o estilo de uma banda é sempre uma tarefa ingrata e parcial. Nunca se pode dar a exata completude daquilo que compõe a sonoridade de um grupo. Entretanto, “Motherland” fez-me estabelecer uma comparação bem elucidativa: imagine o Angel Dust, da década de 90 em diante, claro, mas tire os experimentos “eletrônicos” deste e adicione generosas pitadas de prog, hard e melódico. Pronto. Eis a receita do Delpht.
“L.I.F” é esplendorosa, e poderia ser escolhida como música símbolo deste trabalho. “Battle Field” e “Save Me” já são mais comuns. Isso em comparação com as demais, o que significa que ainda assim são ótimas. Por fim, a cadenciada “My Shadow Plan” (repare no timbre inicial da guitarra) encerra uma obra que certamente é um dos melhores lançamentos nacionais dos últimos anos.
E é por tudo isso, por tamanha qualidade e competência musical, por atingir praticamente a nota máxima em aspectos como letras, conceito, produção e arte gráfica (um show de Rodrigo Cruz) e por chegar ao segundo trabalho com tal poderio que você tem motivos de sobras para conferir este álbum e claro, ir aos shows da banda. Vida longa a quem merece.
Formação:
Mário Pastore (Vocal)
Patrick Graue (Guitarra)
Theo Vieira (Baixo)
Alexandre Callari (Bateria)
Hellion Records – Nacional.
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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