Ok. É muito fácil vir aqui e dar nota 10 para o “Antes do Fim”. Todo mundo vai te amar. Todo mundo vai achar que você é o cara mais "true" do mundo. Foda-se . Não se trata de convenção. Não se trata de louvar o álbum porque ele é clássico, porque foi o primeirão do Dorsal Atlântica e instalou a mistura de metal com hardcore na América Latina. É mais que isso. Muito mais.
Nota: 10 









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O álbum de 1986 foi renomeado para “Antes do Fim, Depois do Fim”. E, quer saber? Está mais metal, mais hardcore, violento, sexy, ofensivo, nostálgico, atual, verdadeiro, insano, técnico, veloz, pesado, espiritual, profano e pegajoso. São 10 hinos. Todas. Todas são ótimas. É um daqueles disquinhos que você ouve num fôlego só. Que lhe dá a impressão de estar progredindo de qualidade a cada faixa. E tu fica pensando: “vai cair, vai cair, não é possível!”. É. Não cai. A gravação, obviamente, está melhor. O encarte foi turbinado. As letras continuam pungentes e relevantes como sempre foram.
O único disco do Dorsal não lançado em CD chega às lojas em pleno 2005. Parabéns a Encore Records. Parabéns ao Carlos Lopes, por conseguir superar todos os incontáveis fatores históricos e sentimentais que envolvem o “Antes do Fim” e o próprio Dorsal Atlântica. Compre. E tenha a oportunidade de conferir como a música de verdade sobrevive ao tempo.
Formação (deste relançamento):
Carlos Lopes (Vocal, Guitarra e Baixo)
Américo Mortágua (Bateria)
Site Oficial do Dorsal Atlântica
Material Cedido Por:
Encore Records
http://www.encorerecords.com.br
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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