The Winery Dogs não agitou o público do Summer Breeze Brasil, hipnotizou
Resenha - Winery Dogs (Summer Breeze Brasil, 30/05/2023)
Por André Garcia
Postado em 01 de maio de 2023
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Um dos supergrupos mais pesados (em currículo e habilidade, não em distorção) atualmente em atividade, The Winery Dogs é composto por Richie Kotzen (ex-Poison) no vocal e guitarra, Billy Sheehan (ex-David Lee Roth) no baixo e backing vocals e Mike Portnoy (ex-Dream Theater) na bateria e backing vocals.
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A banda foi formada em 2012 com uma mãozinha da lenda do jornalismo musical roqueiro dos Estados Unidos, Eddie Trunk. Na época, Billy vinha de uma tentativa frustrada de formar um supergrupo power trio com John Sykes (ex-Thin Lizzy e Whitesnake). Foi Trunk que sugeriu a ele Richie Kotzen: afinal de contas, os dois já tinham tocado juntos no Mr. Big (de 1997 a 2002), e se dado bem.
O veterano trio desembarcou no Brasil para tocar no Summer Breeze promovendo seu terceiro álbum "III" (2023). Eles subiram ao palco Ice Stage pontualmente às 16h20 para um show de uma hora de duração. O sol, batendo de frente para o palco, já estava bem mais ameno do que estava duas horas antes, quando o Bury Tomorrow tocou lá.
A primeira coisa que me chamou atenção foi como eles são paradões no palco. Desde o começo, ficou claro que não seria um show de caras e bocas, de poses, corridas e saltos, e sim um show de música. A segunda coisa que me chamou atenção foi como eles faziam aquele seu hard rock técnico parecer fácil. É incrível como tocam aqueles três filhos da p*t (com todo o respeito)!
Inicialmente, quando eu olhava para a plateia e via todo mundo parado, não conseguia entender. "Como pode eles não estarem curtindo isso?", pensava eu. Foi então que percebi: estavam (estávamos) todos hipnotizados. Não era um show para pular e bater cabeça, era um show para apenas tentar impedir o queixo de cair no chão. Todos os olhos estavam grudados no palco, e muitas bocas abertas.
Todos os três são monstros e estão em ótima forma. Ainda mais para uma apresentação de uma hora, o que dispensa longos solos e improvisos para descansar. Foi só música atrás de música. Mesmo interação com a plateia foi bem pouca, e quando aconteceu, geralmente partia mais de Portnoy do que de Kotzen, o frontman (pelo menos em tese).
Eu ousaria dizer que Billy Sheehan roubou a cena, conseguiu a incrível façanha de se sobressair. Posso dizer sem medo de cometer um exagero que ele tira sons do baixo de formas que eu nem sabia que era possível. Kotzen deu conta do vocal mesmo nos agudos, e os solos pareciam simplesmente transbordar de sua guitarra. Portnoy parecia se divertir em cada batida que dava na bateria.
O entrosamento entre eles é mais outra coisa impressionante. Eles não batem cabeça ou pisam um no pé do outro (no sentido de desentendimento).Tudo é perfeitamente coordenado. Quando um vai fazer uma firula, o outro dá uma parada. Ou essas coisas são ensaiadas (o que duvido muito), ou eles possuem um entrosamento daqueles telepáticos. Em certo momento, Portnoy bateu no prato e quem o segurou para abafar seu som (algo conhecido como ataque) foi Sheehan!
O setlist foi bem equilibrado: quatro músicas do álbum de estreia, três do "Hot Streak" e quatro do "III".
Ao final da apresentação, ninguém me pareceu insatisfeito. A caminho da sala de imprensa, eu ouvia comentários como "C*ralhooooo….", "P*ta que pariu!" e "Cara… o que foi isso?". O que apenas reforçou a minha impressão de que o The Winery Dogs não fez um show, e sim deu um show.
Só senti falta de um coverzinho do Led Zeppelin.
Setlist:
Gaslight
Xanadu
Captain Love
Hot Streak
Breakthrough
The Other Side
Stars
I'm no Angel
Desire
Oblivion
Elevate
Summer Breeze Brasil 2023
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