Aerosmith: Banda deixou um gosto de quero mais no ar do Rock In Rio

Resenha - Aerosmith (Rock In Rio, Rio de Janeiro, 21/09/2017)

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Por Rudson Xaulin, Fonte: Rudson Xaulin
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Uma das atrações mais esperadas do Rock In Rio foi o AEROSMITH, pois a banda ainda não havia pisado no palco do festival, e como anda pensando em pendurar as chuteiras, foi muito importante ter a banda por aqui, quem sabe, em seus últimos e poderosos suspiros. Toda vinda do AEROSMITH aqui é uma grande festa, e com a banda no Rock In Rio, não seria diferente. STEVEN TYLER sempre é o cara mais legal do mundo, e por Deus, quando ele se for, precisaríamos fazer um cortejo mundial dele em carro de bombeiro, pois a figura dele tão icônica, importante, tão "gente fina" e humilde, que fico triste em pensar nisso. O cara andou de magrela pelas ruas da cidade, tirou fotos com fãs e foi sempre muito atencioso. Foi no shopping comprar roupas, fez uma canja com um músico de rua e mostra sempre, que não importa onde você possa chegar, nunca perca sua essência.

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A banda foi ovacionada quando pisou no palco, e logo de cara mandaram LET THE MUSIC DO THE TALKING, e o público logo estava nas mãos do grupo. Depois seguiram com LOVE IN AN ELEVATOR, que mostrava o primeiro hit do pessoal de Boston. Tudo quase veio abaixo quando CRYN' ecoou pela nova "cidade" do rock, uma das canções chiclete da banda, que trouxe uma legião de fãs até o evento, e enquanto uns acham que as melódicas músicas da banda não mostram sua "verdadeira alma", elas mostram que sim, a banda precisa delas mesclada com tudo aquilo que fez, fato.

Mostrando que o AEROSMITH é uma fábrica de super hits, seguiram com LIVIN' ON THE EDGE, onde a banda mostrou competência e muito entrosamento. A voz de STEVEN TYLER segue sendo algo quase divino, a idade está ali para todos eles, mas a banda se resume apenas usando a palavra vitalidade. Outra muito esperada veio na sequência, RAG DOLL, com um final mais seco que sua original, e dando espaço grandioso ao baterista JOEY KRAMER, que deu um show a parte o tempo todo. Os tiozões mandam muito!

A banda brincou muitas vezes no palco, não faltaram sorrisos, e ficou claro que era mais uma noite de diversão do grupo, do que um simples "trabalho". JOE PERRY e STEVEN TYLER dividiram muitas vezes o microfone, e ficou claro que a dupla queridinha da trupe, anda muito bem, obrigado! JOE PERRY é quase místico, uma figura por si só e um guitarrista muito volátil, o que para o AEROSMITH sempre foi primordial. FALLING IN LOVE soou muito bem ao vivo, a banda fez um tremendo barulho para executar a faixa, uma das que soaram melhor ao vivo, e como é mais um hino, não deixou ninguém decepcionado. TYLER gritou, correu e fez tudo o que era esperado dele, como sempre.

CRAZY quase fez tudo vir abaixo de novo no Rock In Rio, tudo parecia que iria aguentar, então tivemos I DON'T WANT TO MISS A THING, que mostrou que sim, as estruturas do local são bem feitas, pois não havia ninguém parado, uma balada mundial que fez o maior coro do mundo estar no Brasil naquela noite. Ainda tivemos TYLER descontraído tossindo e sorrindo ao microfone, bem como quando ele brincou com TOM HAMILTON, o baixista do grupo. STEVEN usou da sua tradicional gaita de boca, dançou, mexeu os velhos quadris e fez da noite uma grande festa, e possivelmente era isso que muitos ali queriam dele, e mais uma vez, ele não decepcionou. TOM fez belos backing vocals e ajudou muito ao vocalista principal, mas ele se mostra extremamente competente, preciso e muito necessário. O mesmo podemos dizer sobre BRAD WHITFORD, um lorde técnico e um guitarrista de extrema valia para o rock n' roll. Ele pode muitas vezes ficar a sombra de PERRY, mas ele é único e sem ele a banda não soaria com a cara do AEROSMITH.

Mesclando canções de todas as épocas e diversos álbuns, o grupo não deixou de fora, SWEET EMOTION e DUDE. Logo depois saíram do palco, mas todos sabiam que o bis viria, pois um show deles sem DREAM ON, não seria justo para o Rock In Rio. Dito isto, lágrimas em centenas de rostos com a atemporal canção, fizeram deste um dos mais belos momentos da noite e talvez do festival como um todo. A cereja do bolo foi WALK THIS WAY e deixou todo mundo em êxtase.

A banda saiu de cena ovacionada, e ficou no ar um gostinho de quero mais? Eu acho até que um "gostão", pois muitos ali ficariam mais algumas horas se deliciando com um set list mais extenso do grupo, que é carregado de enormes memórias, pois é isso que as faixas do AEROSMITH são: Um pedaço de cada um de nós! E poder ter a banda ainda em atividade e desfrutar deles no maior festival de música do mundo, foi histórico e revigorante. Vida longa, por Deus, vida longa ao AEROSMITH!

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