Jethro Tull: Um resumo da carreira de Ian Anderson forma de ópera

Resenha - Jethro Tull: The Rock Opera (São Paulo, Teatro Bradesco, 07/10/2015)

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Por Diego Camara
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Este não era um show do Jethro Tull. Tão pouco era um show de Ian Anderson. É com essa mentalidade inicial que devemos analisar esta apresentação. Jethro Tull: The Rock Opera é, nada mais nada menos, do que um projeto de vida de Anderson. É sua carreira musical, é a história que Anderson quer hoje contar com as músicas que compôs em quase 50 anos de carreira. É um projeto corajoso, e é lindo. Minucioso, perfeito e cheio de mágica.

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Em primeiro lugar, o local foi escolhido a dedo. O Teatro Bradesco é a casa perfeita para um show deste tipo. A sua acústica maravilhosa, iluminação excelente e sua arquitetura te dá ótima qualidade em qualquer lugar que você sentar. Foi assim em todos os shows que já ocorreram ali, e desta vez não foi diferente. Foi um tiro certeiro colocar Anderson e cia neste local, que é uma grande alternativa para shows mais requintados, com um ar mais “clássico” no Rock.

O palco foi muito bem aproveitado pela banda. O telão ao fundo foi perfeito para o projeto que Anderson queria colocar no palco. Sincronia perfeita, som perfeito, desde quando começou a introdução de vídeo. O objetivo de Ian é contar a história de Jethro, com um ar moderno, nova roupagem, de um cientista que deve fazer a descoberta para a segurança alimentar do mundo. “Heavy Horses” abre este show fantástico de maneira épica, com o som do palco sendo misturado com o do vídeo de maneira bastante minuciosa - sincronização perfeita, sem nenhum erro.

Sobre as músicas: Ian Anderson não se manteve no clássico. Ele fez uma remontagem dos seus sucessos, modificou a estrutura e algumas partes das letras de algumas músicas, encaixou as vozes dos seus convidados, transformando as músicas em uma ópera, com história, com analogias e tentando construir uma narrativa que, pelo que me pareceu, foi bastante boa e bem sucedida.

Para tal, também foram produzidas diversas novas músicas. E elas são muito boas. Gostaria de destacar a excelente “Stick, Twist, Bust”, que faz um excelente elo entre o estilo clássico do rock com a modernidade, o uso do teclado, em alguns momentos até meio industrial. Outra excelente é “And the World Feeds Me”, que traz um excelente refrão e o ótimo uso dos vocais sopranos de Unnur Birna Björnsdóttir.

A banda também respeitou muito seus clássicos. Estão lá, de “Aqualung” até “Locomotive Breath”, e a estrutura deles foi muito bem respeitada. A plateia aplaudiu com vontade os sucessos, e o solo de guitarra em “Aqualung” foi de uma perfeição impressionante. “Locomotive” também foi excelente, e fechou o show levanto o público a loucura - deixando muita gente com vontade de levantar das cadeiras.

Para quem é fã, era uma oportunidade única de ver o trabalho de uma vida da banda retratado em forma de história. Apesar do extenso uso de áudio gravado - creio que alguns destes “personagens” poderiam estar no palco cantando (como estavam Ian, Goodier e O’Hara cantando suas partes ao vivo), e o extenso uso deles acabou diminuindo o calor da apresentação - o show foi excelente. Para coroar a apresentação, a banda volta para tocar o bis, que é fechado por “Bouree”, música de Bach que virou uma das marcas registradas do Tull, entrelaçando a própria história do agricultor com a da banda e de suas influências clássicas. Coisa linda de se ver.

Banda:
Ian Anderson - Voz, Flauta, Bandolim
David Goodier - Baixo
John O’Hara - Teclado
Florian Opahle - Guitarra
Scott Hammond - Bateria

Setlist:
Heavy Horses
Wind-Up
Aqualung
With You There to Help Me
Back to the Family
Farm on the Freeway
Prosperous Pasture (nova música)
Fruits of Frankenfield (nova música)
Songs From the Wood
And the World Feeds Me (nova música)
Living in the Past
Jack-in-the-Green
The Witch's Promise
Weathercock
Stick, Twist, Bust (nova música)
Cheap Day Return
A New Day Yesterday
The Turnstile Gate (nova música)
Locomotive Breath
Bis:
Requiem and Fugue (medley de “Requiem” do Jethro Tull, “Fugue” de Bach e “Bouree”)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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