Crosby, Stills & Nash: 3 dos melhores artistas de todos os tempos
Resenha - Crosby, Stills & Nash (Ryman Auditorium, Nashville, 21/04/2014)
Por Clara Santana Parker
Fonte: Magic Musical Ride
Postado em 05 de abril de 2014
Comprei ingressos pra ver Crosby, Stills & Nash em dezembro do ano passado e desde então começou a expectativa. A impressão que eu tinha era que o dia 21 de março estava mais longe do que o natal do próximo ano! Mas enfim, o dia chegou e eu e o Rob não poderíamos estar mais felizes no caminho de Memphis para Nashville, indo ver três dos melhores artistas de todos os tempos.
O lugar do espetáculo foi o Ryman Auditorium, uma ex-igreja. Excelente para shows desse tipo, pois não é muito grande e não tem nenhum lugar ruim. Todos podem curtir o show igualmente (com exceção, claro, das das pessoas nas cadeiras em frente ao palco, que curtiram mais de perto).
Foi difícil conter a emoção quando chegamos aos nossos lugares. Eu sabia que estava prestes a viver os melhores momentos da minha vida. Não é exagero, é verdade. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash foram os responsáveis por grande parte da trilha sonora da minha adolescência e não penso duas vezes se me perguntarem quem são meus songwriters preferidos. Também tinha um agravante: essa poderia ser a última vez que os via juntos: David Crosby teve sérios problemas de coração no mês anterior ao show. Todos sabemos que ele não está, digamos, na flor da idade, então todo cuidado é pouco.
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O show começou com "Carry On/Questions" e eu só posso buscar na memória para tentar entender o que foi aquilo. Os velhinhos sabem como se faz! Explosivo e emocionante.
Logo em seguida, para a minha surpresa, veio "I Used To Be A King", música do álbum solo de Graham Nash, "Songs For Beginners" (1971). O tempo não passou para a voz de Nash. Quando eu fechava os olhos, via um Graham Nash de 20 anos cantando naquele show.
Durante toda a apresentação, foi frequente a interação com o público. Os músicos conversavam e faziam piadas o tempo todo. Piada com a idade, com o abuso de drogas no passado, com a maneira que as músicas foram escritas... Mas um grande momento da noite foi quando os músicos falaram sério, sobre a admiração que tinham pelo músico Levon Helm (The Band) e como foi triste quando descobriram que ele estava muito doente. Levon morreu em abril de 2012, de câncer. Graham Nash, então, cantou a maravilhosa "Back Home", feita para Levon. Cheia de referências à músicas da banda "The Band", na parte final, "Back Home" traz um medley com "The Weight", música de maior sucesso de Levon.
O ponto alto do show foi "Guinnevere", sem surpresas. David Crosby abusou de todos os talentos que lhe foram dados, na hora de escrever essa obra prima. Junto com Graham Nash, ele interpreta uma das músicas mais lindas já escritas, no que a plateia o aplaude de pé por minutos seguidos.
Nota: sempre achei esse negócio de escrever resenha de show complicado. Como descrever "Guinnevere"? Como descrever o show, em si? Mas vamos lá...
Stephen Stills é o verdadeiro rock star da banda. Hoje em dia ele não consegue cantar como antes, o que fez o show mais empolgante: toda vez que ele cantava alguma coisa, o público comemorava! A dificuldade em cantar foi compensada pelos solos de guitarra. Stills está entre os meus guitarristas preferidos e não me decepcionou naquela noite. Infelizmente, seu hino "Love The One You're With", do seu álbum solo de 1970, e a clássica "For What It's Worth", música que Stills fez na época em que era da banda Buffalo Springfield, não entraram no setlist, talvez para dar espaço para algumas músicas novas de Graham Nash e David Crosby.
No final, "Teach Your Children" (dedicada por Graham Nash a todos os professores), "Almost Cut My Hair" e "Wooden Ships". Assim, uma seguida da outra. Ah, Crosby, Stills e Nash... ♥
Voltaram ao palco para tocar, por último, a primeira música do primeiro álbum: "Suite: Judy Blue Eyes", que algum espertinho filmou e colocou no Youtube:
EXTRA: Essa foto eu tirei só de onda, no intervalo do show:
Escrevi esse post lembrando do show com extrema felicidade e esperança de poder assistí-los ao vivo mais uma vez. Mas se não der, tudo bem... "Carry on"!
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