Ringo Starr: Super banda e clássicos dos Beatles, Toto e Santana

Resenha - Ringo Starr & His All-Starr Band (Credicard Hall, São Paulo, 29/10/2013)

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Por Diego Camara
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Pode não ser bem o que a plateia esperava, mas o que se podia pensar no resultado de um show com a reunião de tantos craques da música? Não poderia ser pouco, e sem sombra de dúvidas não foi. O Credicard Hall ficou pequeno para o tanto de estrelas que subiram em seu palco na controversa última terça-feira. Se a data não era perfeita, porém outras inúmeras coisas foram. Confiram abaixo os principais detalhes do show, que teve direito aos clássicos dos BEATLES, SANTANA e TOTO ao vivo.

Se o dia de semana talvez assustou parte do público que gostaria de ver um ex-Beatle ao vivo, um público razoável se juntava entre uma e duas horas antes do show na entrada do Credicard Hall. Das mais diversas idades e estilos - do público mais simples, que vestia com orgulho suas camisetas dos Beatles, até as damas mais sofisticadas em seus vestidos longos – o público se dividiu e realmente se polarizou nos beatlemaníacos e nos que não pareciam nem saber direito o que era a banda.

A organização foi muito bem feita e as filas foram bem divididas, salvo uma ou outra pessoa com dificuldades, a entrada no local foi realizada sem mais problemas e com bastante tranquilidade, dando tempo para que todos pudessem encontrar seus lugares nas cadeiras e camarotes. Quem optou pela pista, porém, teve que ficar em pé e saiu-se bem quem chegou mais cedo para pegar um lugar na frente do palco.

O show começou às 21h45min, 15 minutos após o que havia sido descrito nos ingressos. Com a sequência já conhecida de entrada a banda abriu o show com o cover de “Matchbox”, seguida pelas autorais “It’ Don’t Come Easy” e “Wings”, dos discos solo de Ringo Starr. Com os aplausos de todo o Credicard, Ringo Starr pareceu se sentir em casa com o calor do público: se os shows do ex-Beatle não fazem tanto sucesso como os de Paul McCartney, pelo menos o amor dos fãs não é muito diferente nos shows de ambos.

A qualidade do som esteve ótima desde o início, o que facilitou em muito a ótima apresentação dos astros que subiram ao palco. Os músicos se revezaram em seus sucessos, e demorou um pouco até a plateia estourar no primeiro cover dos Beatles que foi tocado. “Don’t Pass me By”, música presente no “White Album” e composição do próprio Ringo, fez o público cantar em alto e bom som.

Mas esse foi um dos primeiros dos muitos sucessos que se esperava para o show. Não demorou muito e “Yellow Submarine”, imortalizada nos vocais de Ringo Starr no álbum “Revolver”, ajudou a saciar o gosto dos fãs pelos clássicos da banda. Conforme o pedido de Ringo, antes do início da música, a plateia não perdeu um único verso da música e, com mãos para o alto, lançou bexigas azuis e amarelas, causando um efeito muito bonito durante a apresentação.

Ringo deixou o palco neste instante e a banda executou “Black Magic Woman”. Steve Lukather dominou esta música com um solo impressionante de guitarra, que levou a palmas de toda a plateia. Outra ótima música da parte média do show foi “Anthem”, da carreira solo de Ringo lançado em seu último álbum. Com a toada ao estilo Beatles, a música fez o público levantar as mãos e participar do show.

Revezando as músicas mais rápidas e lentas, a sequencia conseguiu atrair tanto os fãs mais animados quanto os mais parados. Com “You Are Mine”, puxada pelo violão, e “Africa”, onde quase a música foi estragada ao deixar o microfone de Lukather desligado, a plateia conseguiu ter um momento mais intimista com a banda.

Se o show já era bom neste momento, a sequência no final não poderia ser melhor. Aberta com o sucesso dos Beatles e Rolling Stones “I Wanna Be Your Man”, que mostrou toda a capacidade dos guitarristas Steve Lukather e Todd Rundgren que dominaram os riffs da música e arrancaram aplausos mais uma vez da plateia.

Se Rundgren nas guitarras dava um show, difícil é dizer o mesmo nos vocais. Que diga a música “Love is the Answer”, que emocionou o público, apesar da execução não ter sido das melhores. Com outro vocalista, sem dúvidas, a música teria obtido melhor resultado.

A posterior, porém, foi daqueles momentos mais que raros: quando iniciou as primeiras notas de “Broken Wings”, sucesso da finada banda Mr. Mister, poucos pareciam atentos de que estavam vendo a música ser cantada pelo seu vocalista original. Richard Page fez daqueles presentes que só uma banda como a de Ringo Starr podem trazer ao Brasil.

O fim do show foi seu ápice, quando Ringo Starr anunciou que não falaria o nome da música e esperava que o público a adivinhasse. Não foi difícil com os primeiros versos saber que se tratava de “With a Little Help from My Friends” do “Sgt. Peppers”. A plateia pirou de vez e mostrou que ainda tinha folego para cantar e pular com um dos maiores sucessos dos Beatles, que finalizou com chave de ouro este grande espetáculo.

O resultado do show era difícil de ter sido melhor: feito com minucioso cuidado, o espetáculo prezou pela grande qualidade em todos os seus pontos. O público, porém, pareceu em grande maioria desconhecer o projeto que é a banda de Ringo Starr, que não se limita ao baterista mas sim a um conjunto de músicos que tem história pra contar, se refletindo nas músicas que são tocadas.

Isso resultou no setlist com poucas músicas dos Beatles, que decepcionou um pouco os beatlemaníacos presentes. Porém, quem não se limitou a vontade de ouvir os sucessos dos Beatles pode ver grandes clássicos da música e um pedaço da história dos anos 70 e 80 no palco, o que por si é sempre uma grata surpresa.

Que a banda de Ringo Starr sempre volte ao Brasil em suas turnês, pois toda vez que voltam trazem gênios diferentes e mais sucessos que nos fazem ter saudade de uma época que diversos de nós, como eu, nunca vivemos.

Ringo Starr & His All-Starr Band é:

Ringo Starr - Bateria e Vocal
Steve Lukather - Guitarra e Vocal
Todd Rundgren - Guitarra e Vocal
Richard Page - Baixo e Vocal
Gregg Rolie - Órgão, Teclado e Vocal
Mark Rivera - Saxofone, Percussão e Vocal
Gregg Bissonette - Bateria e Vocal

Setlist:
1. Matchbox (cover de Carl Perkins)
2. It Don't Come Easy (música de Ringo Starr)
3. Wings (música de Ringo Starr)
4. I Saw the Light (música de Todd Rundgren)
5. Evil Ways (cover de Willie Bobo)
6. Rosanna (cover do Toto)
7. Kyrie (cover do Mr. Mister)
8. Don't Pass Me By (cover dos Beatles)
9. Bang the Drum All Day (música de Todd Rundgren)
10. Boys (cover do The Shirelles)
11. Yellow Submarine (cover dos Beatles)
12. Black Magic Woman (cover do Fleetwood Mac)
13. Honey Don't (cover de Carl Perkins)
14. Anthem (música de Ringo Starr)
15. You Are Mine (música de Richard Page)
16. Africa (cover do Toto)
17. Everybody's Everything (cover do Santana)
18. I Wanna Be Your Man (cover dos Beatles)
19. Love Is the Answer (cover do Utopia)
20. Broken Wings (cover do Mr. Mister)
21. Hold the Line (cover do Toto)
22. Photograph (música de Ringo Starr)
23. Act Naturally (cover de Buck Owens)
24. With a Little Help from My Friends (cover dos Beatles)
25. Give Peace a Chance (cover de John Lennon)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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