Black Sabbath: Cara, você está fazendo parte da história do Metal

Resenha - Black Sabbath, Megadeth (Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, 13/10/2013)

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Por Marcos André Farias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Às 18:00 a Praça da Apoteose já estava tomada por uma mancha negra. Às 18:45 (sem atrasos por sinal) o palco estava tomado por um conjunto de músicos mais do que competente para abrir o show do Black Sabbath. Quando Mustaine e sua turma, o Megadeth, tocaram os primeiros Riffs de “Hangar 18” boa parte do público veio abaixo. Nem todos estavam ali para ver um dos grandes nomes do Thrash Metal, mas o público o recebeu bem e acompanhava boa parte das músicas. Todos estavam muito animados com apresentação mas não se comparava ao que viria a seguir.

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Sem muita conversa, uma das poucas vezes que Mustaine parou para conversar com o público agradou bastante seus fãs “É muito bom estar aqui... Eu canto e posso ouvir suas vozes e o lado esquerdo está mais alto do que o direito...”. Mas a melhor foi:” A primeira vez que tocamos na América do Sul foi aqui no Rio de Janeiro e gostaríamos de tocar uma música em homenagem a nossa relação”. Começavam os primeiros sons de “Tornado of Souls”.

Perto do final após tocar a famosa “Symphony of Destruction” a banda saí por um momento do palco, para em poucos minutos David Ellefson voltar e pedir a ajuda do público para tocar “Peace Sells”. Chegando ao final “Holy Wars... The Punishment Due” é executada; Chris Broderick, Shawn Drover e David Ellefson são apresentados. E após uns “We love you “ e “God bless you all”, Mustaine deixa o palco bem aplaudido por um público satisfeito com o trabalho do Megadeth.

Set list:
1. Hangar 18
2. Wake Up Dead
3. In My Darkest Hour
4. Kingmaker
5. Sweating Bullets
6. Tornado of Souls
7. She-Wolf
8. Symphony of Destruction
9. Peace Sells
Encore:
10. Holy Wars... The Punishment Due

Após este incrível show confesso que estava bem cansado e quase desmaiei durante ele. Sim o Thrash Metal têm seus efeitos colaterais e infelizmente sofri com alguns deles. Mas bastou as luzes apagarem novamente, a cortina negra descer e os dois... anjos, demônios, chamem do que quiser aquilo... aparecerem no telão para um dos meus amigos me falar a frase do título da matéria: “Cara, a gente tá fazendo parte da história do Metal! Há mais de 30 anos atrás esses caras criaram o som que todo mundo que tá aqui curte”. Outro amigo meu também comentou algo do tipo: ”Se esses caras não existissem (só pra deixar claro que essas bandas que serão citadas são sensacionais e não pretendo menosprezá-las) a gente ia escutar Guns n’ Roses, Beatles, Led Zeppelin e dizer, caraca!! Isso é muito pesado”. Com esses comentários uma força Divina acabava de me dar energias extras para curtir a próxima atração. Ozzy por trás das cortinas puxava coros de “OOOoooOoOo!!!!”, as cortinas subiram. Pronto. O Black Sabbath estava no palco.

Ozzy Osbourne, Geezer Butler, Tony Iommi e Tommy Clufetos tocando “War Pigs” abriram o show da atração principal. Ozzy, mais louco do que nunca, controlava o público como um verdadeiro “Mestre das Marionetes”, e o público respondia a cada comando seu. Se o público tinha ficado bem ativo com o Megadeth, com o Black Sabbath a Praça da Apoteose tinha acabado de virar um manicômio. As poucas mãos e cabeças que não tinham se mexido no show de abertura, começavam a acenar e balançar sem parar. Posso estar enganado, mas caso não esteja, foi durante Snowblind, a quarta música do show, que Ozzy aparece correndo no palco com um morcego, dessa vez realmente de plástico, na boca para delírio dos presentes.

O público estava louco a ponto de repetir até o “som de cuco” que Ozzy faz antes das músicas, o levando a fazer comentários do tipo “Caramba vocês são realmente muito loucos... é bom estar louco com vocês HAHA!”. Tony e Geezer faziam das seis e quatro cordas espetáculos a parte sem precisar se moverem muito no palco, parecia que o cancêr de Tony tinha ido tirar férias permanentes. Tommy Clufetos segurou bem a barra que Bill Ward deixou pra banda e Geezer quase me fez desistir de ser um bom baixista tamanha sua técnica.

Os sinos badalam e o domingo se tornava num sábado negro, a música mais esperada da noite, “Black Sabbath”, foi recebida com euforia por todos. Vários clássicos foram tocados na noite como: Behind The Wall of Sleep, Fairies Wear Boots, Rat Salat (com direito a um espetacular solo de bateria). A já clássica “Iron Man” foi seguida de uma das boas músicas novas, “God Is Dead?”, que assim como “End of The Beginning” foi bem recebida por todos na noite. Em meio a baldes d’água que eram jogados ao público mais próximo da grade a noite foi chegando ao fim, Ozzy disse que se o público pedisse por mais uma música eles voltariam, e com a introdução de “Sabbath Bloody Sabbath” tinha início o fim do show. Paranoid foi executada com maestria, com direto a reverências do Madman à Tony Iommi durante o solo.

Acabava ali no dia 13 de Outubro de 2013 o show da turnê do álbum “13” no Rio de Janeiro em meio a vários “God bless you all” (que foram direcionados ao público durante boa parte do final das músicas por motivos próprios do Madman) apenas Geezer saiu do palco sem se despedir do público junto com seus companheiros, o que gerou um aparente desconforto visível do público e de Tony Iommi. Mas o aparente ¨não retorno¨ de Geezer ao palco foi justificado recentemente pelo twiter do baixista, dizendo ter de sair rápido no fim do show para vomitar pois recentemente tinha contraído uma virose, o que o impediu de voltar ao palco à tempo de se despedir do público.

Quem esteve presente viu dois grandes shows com um som de dar inveja em qualquer dia do Rock In Rio. E se Roberto Medina assistiu ao show provavelmente ficou arrependido de não ter contratado a banda para o festival. E realmente quem esteve lá, fez parte da história do Metal.

God Bless you All!

1. War Pigs
2. Into the Void
3. Under the Sun/Every Day Comes and Goes
4. Snowblind
5. Age of Reason
6. Black Sabbath
7. Behind the Wall of Sleep
8. N.I.B.
(Preceded by "Bassically" … more)
9. End of the Beginning
10. Fairies Wear Boots
11. Rat Salad (Followed by Tommy Clufetos Drum Solo)
12. Iron Man
13. God Is Dead?
14. Dirty Women
15. Children of the Grave
16. Encore:
16. Paranoid
(Sabbath Bloody Sabbath Intro)
17. Zeitgeist

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