Rafael Bittencourt e Gastão Moreira discutem sobre o cenário atual do rock no Brasil
Por João Pedro Torres Pieroni
Postado em 26 de fevereiro de 2026
Amplifica, podcast comandado pelo integrante da banda Angra, Rafael Bittencourt, traz convidados focados no mundo do metal e do rock. No dia 3 de fevereiro de 2026, o escolhido da vez foi o jornalista musical e apresentador Gastão Moreira. Entre diversos assuntos abordados ao longo das mais de 3 horas de episódio, surgiu a questão: qual é o espaço do rock no atual cenário musical brasileiro?
Rafael Bittencourt - Mais Novidades
Durante o papo, Rafael Bittencourt puxa comentários e perguntas dos espectadores que acompanhavam o episódio ao vivo. Uma das questões levantadas por um internauta questiona que tipo de mudança na "cultura e no sistema" poderia pluralizar os ritmos mais ouvidos pelo brasileiro, como samba, funk e sertanejo, e trazer o rock de volta ao mainstream. Diante da questão, o ex-apresentador da MTV responde: "Eu sempre falo que é uma questão de exposição, eu vejo a nova geração, ela não gosta muito do rock porque ela não é exposta ao rock."
Gastão complementa que as festas frequentadas pelos jovens tocam poucos ritmos, sem muita variedade, como sertanejo e funk. Ele ainda afirma que, no caso do sertanejo, o investimento externo de setores como o agronegócio impulsionou o gênero: "Não é por causa da sua qualidade musical, nem pelo gosto das pessoas, ele foi quase imposto, de certa maneira", conclui o convidado.
O jornalista segue o raciocínio sobre investimentos no meio musical, apontando a necessidade de uma abordagem mais abrangente para todos os gêneros. Gastão justifica que essa prática (investimento em poucos ritmos) cria uma "monocultura" e "enfraquece a cultura brasileira".
O guitarrista do Angra corrobora o posicionamento do convidado e acrescenta que a cultura do rock já existe e é muito forte no Brasil há muito tempo. Ele cita que o país é parte fundamental do circuito de shows no mundo e que é o segundo lugar em arrecadação de bilheteria (ficando atrás dos Estados Unidos). Bittencourt ainda afirma que músicos e bandas têm que "trabalhar para a cena", para ajudar o gênero a se consolidar novamente nas paradas brasileiras. Ele cita exemplos, como criar festivais em escolas e pensar em soluções que ajudem a cena toda, e não só de forma individual.
Por fim, Gastão Moreira termina dizendo que o radicalismo musical não leva a nada, pois somos capazes de gostar de vários estilos, e não apenas de um.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
Novo vídeo mostra como está Mingau quase três anos após o tiro na cabeça
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
5 músicas de rock que todo mundo conhece, mas pouca gente sabe de quem são
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
Steve Harris relembra o dia em que bebeu antes de um show do Iron Maiden
Adrian Smith já "cobrou" Steve Harris por usar equipamento em show do Iron Maiden
A melhor banda de rock progressivo de 25 países, segundo a Loudwire
O baterista que estava fora do alcance de Dave Grohl; "fisicamente nem musicalmente capaz"
Floor Jansen promete "volta às raízes metal" em seu novo álbum solo
As 20 melhores músicas do metal moderno, segundo o WatchMojo
O aspecto dos shows grandiosos que incomoda Steve Harris, do Iron Maiden
Edu Falaschi lança "Intuição", single em português com participação de Rafael Bittencourt
A curiosa origem do nome artístico de Rafael Bittencourt, segundo o próprio
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Angra é uma boy band? Esposa de Rafael Bittencourt rebate o rótulo


