Alex Lifeson diz que Anika "virou a chave" nos ensaios do Rush; "No quinto dia, ela cravou"
Por Bruce William
Postado em 26 de fevereiro de 2026
Geddy Lee e Alex Lifeson voltaram a falar sobre a decisão de colocar o nome Rush de volta na estrada em 2026 e 2027, agora com a baterista alemã Anika Nilles no lugar de Neil Peart. A ideia, segundo eles, era fazer isso do jeito certo: não como "participação especial", mas como uma volta com repertório grande, ensaio sério e uma estrutura de turnê montada do zero. A transcrição é do Blabbermouth.
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Lifeson contou que os primeiros ensaios com Anika aconteceram em março de 2025 e que a busca não era só técnica. Ele disse que metade do desafio era achar alguém que fosse boa de conviver: "Ela é uma pessoa maravilhosa… ela riu fácil, se sentiu confortável logo de cara". Mas também admitiu que ela ficou nervosa nos primeiros dias e que a banda foi avaliando com calma.
Segundo Alex, eles começaram com cinco músicas e, até o quarto dia, ele e Geddy já estavam praticamente convencidos - mas ainda faltava algo. "Tinha uma coisa que não estava ali", disse ele, explicando que conversaram com Anika sobre a importância do "feeling" que Neil tinha nos arranjos de bateria. E aí veio o momento que, para ele, destravou a decisão: "E no quinto dia… pá!… ela cravou todas aquelas músicas. E isso virou tudo".
Geddy descreveu esse mesmo instante como o ponto em que as dúvidas evaporaram. "Foi o momento em que a última pecinha encaixou", disse ele, lembrando que naquele dia as perguntas foram respondidas e eles perceberam que tinham alguém com quem seria bom pegar estrada: "A gente estava começando do zero… sem equipe, praticamente sem management… tivemos que aprender como é o estado atual das turnês".
A conversa também entrou na parte prática do repertório. Lifeson disse que o plano é tocar dois sets por noite e variar em um ciclo de cerca de cinco noites, para não ser o mesmo show repetido. Ele resumiu a ideia assim: dá mais trabalho, mas mantém o grupo atento e dá ao fã que vai a mais de um show a chance de ouvir músicas diferentes.
Geddy ainda soltou um número que dá a medida da bronca: eles já estão com 39 músicas ensaiadas/consideradas e, em tom de brincadeira, disse que avisou Anika que entraria "mais uma". A resposta dela, segundo ele, foi: "Nããão… eu ainda estava ficando confortável com as primeiras 25". Ele completou reconhecendo a pressão, pois vai ter muita gente olhando e isso exige constituição e capacidade mental para aguentar o escrutínio.
Por fim, Geddy evitou dar spoiler do setlist, dizendo que hoje quase não existe segredo por causa da internet. Mesmo assim, ele deixou um parâmetro bem claro: os grandes clássicos vão aparecer com frequência, mas cerca de 40% do set deve mudar de uma noite para outra, como se fossem cinco dias diferentes de show. Se isso se confirmar, a turnê vai ter aquela cara de evento que dá vontade de ver mais de uma vez - e aí o problema do fã vira outro: escolher em qual noite ir.
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