Slayer: em nome de Hanneman, banda detona no Rock in Rio

Resenha - Slayer (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 22/09/2013)

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Por Diego Camara
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Quem esteve presente no show em São Paulo e quem leu os comentários e resenhas que circulavam na internet ficou com um pé atrás ao ouvir o som ruim que a banda entregou na abertura para o Iron na Arena Anhembi. Felizmente, para todos, era apenas os problemas do péssimo palco montado e não da banda. O SLAYER entrou no palco mundo no Rock in Rio com um único objetivo: detonar toda sua agressividade. Conseguiram, e ainda de quebra, emocionaram todos os bangers com uma das mais lindas homenagens feitas ao finado Jeff Hanneman.

Fotos: divulgação, Approach, Rock In Rio, IHateFLash

O show começou em ótimo ritmo quando a banda abriu com a poderosa batida de “World Painted Blood”. O som estava perfeito, alto e firme, como a banda merecia ter também no Anhembi em São Paulo e não lhes foi dado. O publico já arregaçou desde primeira, devolvendo a pancada agressiva do Slayer para a pista e detonando já em várias rodas que se abriram por todo o gramado do Rock in Rio.

Com “Disciple”, outro dos grandes hits da banda do disco “God Hates Us All”, prosseguiu a pancadaria. Realmente um show do Slayer é algo fantástico de se ver, a vontade do público, o prazer que esse povo tem em cantar as músicas, é uma sensação incrível que se transmitiu até mesmo a quem não era fã da banda.

O miolo do show contou com músicas um pouco mais desconhecidas do que o início, mas mesmo assim de grande qualidade. Destaque para a chuva de músicas do “Seasons in the Abyss”, que teve quatro composições tocadas – algo que foi inclusive bastante incomum, mas uma grata surpresa. Outro grande destaque do meio do show foi a ótima “Hate Worldwide”, do último disco da banda, que apesar de ser canção recente do Slayer tem aquela pegada fantástica da década de 80, a agressividade inerente e a potência indescritível que só achamos nos clássicos da banda.

Quem estava presente viu um Slayer sem muita conversa, sem muito lenga-lenga. De uma música a outra, a banda gostava de mostrar que não é de muitas palavras. Tom Araya, porém, mostrava do seu jeito a simpatia comum que sempre se viu nos shows. Em poucas palavras e seus “Obrigados” em bom português, ele não conseguia esconder o orgulho que dava em tocar em um palco perfeito como estava o do Rock in Rio naquela noite.

Mas a banda não era só ele, e dá pra dizer que as guitarras de Gary Holt – com aquele mesmo incrível desenho que também se destacou no Anhembi – e Kerry King estavam mais afinadas que nunca no geral da performance. Gary Holt vem se saindo muito bem e substituindo Hanneman a altura, e ainda sinto pelo fato dele não ter ainda confirmado que ficará oficialmente na banda.

O final do show não poderia ser melhor, com o trio de clássicos “South of Heaven”, “Raining Blood” e a icônica “Angel of Death”. As duas últimas, inclusive, foram em homenagem ao grande Jeff Hanneman. Boa parte do público sem dúvidas se emocionou com as duas músicas e o logo do fundo escrito conforme o logo de uma famosa marca de cervejas – o fato dela ser patrocinadora do evento seria coincidência? Não sei se teve banger que chorou, mas a apresentação foi digna de emoção e era difícil não ver isso no rosto dos fãs verdadeiros da banda.

A parte infeliz do show foi o tempo: 1 hora de show para o Slayer enquanto foi dada 1:30h para a banda seguinte, o Avenged Sevenfold? Bem, o show na verdade da banda ficou com cara de amostra, e acho que todos como eu estarão ansiosamente a espera de um show de verdade – grande, completo, com todos os sucessos que os fãs tem direito – no próximo ano. Seria pedir demais? Por Hanneman, acho que não.

Slayer é:
Tom Araya – Baixo e Vocal
Kerry King – Guitarra
Paul Bostaph – Bateria
Gary Holt – Guitarra (EXODUS, convidado)

Setlist:
1. World Painted Blood
2. Disciple
3. War Ensemble
4. At Dawn They Sleep
5. Mandatory Suicide
6. Hallowed Point
7. Die by the Sword
8. Dead Skin Mask
9. Hate Worldwide
10. Seasons in the Abyss
11. South of Heaven
12. Raining Blood
13. Angel of Death

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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