Dio Disciples: mantendo vivo o legado de Ronnie James Dio

Resenha - Dio Disciples (Carioca Club, São Paulo, 15/06/2013)

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Por Diego Camara
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Uma celebração do melhor de Ronnie James Dio foi o que os fãs do metal puderam ver ao irem ao Carioca Club no último sábado, dia 15. Apesar do jogo do Brasil contra o Japão cair na mesma data – o que acabou ajudando a causar alguns espaços vagos na plateia – o publico ainda compareceu e afinado encantou Tim Owens e companhia!

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Apesar de um pequeno atraso na abertura dos portões para o show, não houve nenhum problema no espetáculo e a banda SAGITTA entrou no palco em torno das 18 horas. Um repertório bastante variado entre os seus discos, a banda empolgou uma parte do pequeno público que a viu. Embalado pelos vocais de Ricky Wychovaniec, que tem uma voz que se parece muito com o lendário Timo Kotipelto do STRATOVARIUS, a banda mostrou que merece uma boa oportunidade de ser ouvida. Esperamos por mais aberturas e notícias!

O Dio Disciples entrou no palco uma hora depois, em ponto. Tim Owens e companhia abriram o show com o sucesso “Killing The Dragon”, do álbum de Dio com o mesmo nome. Muito bem executada, com uma qualidade ótima de som, o single atraiu o público e o prendeu deste o início. Isso ficou ainda mais claro com a música seguinte, a lendária “Holy Diver” – sem dúvidas uma das mais esperadas dentre os fãs. A plateia cantou junto desde o início, já mostrando como seria o espetáculo logo nos primeiros acordes.

Tim Owens parecia bastante motivado desde a primeira música e comandou a banda durante todo o show, dialogando com o público e mostrando bastante empolgação. “Esta noite estamos celebrando o grande Ronnie James Dio!”, gritou ele para o público, recebendo uma grande salva de palmas.

“Egypt (The Chains are On)” teve a primeira participação do vocalista Oni Logan, do LYNCH MOB, no show. Com uma ótima apresentação, Logan também mostrou serviço e trouxe ao público uma voz que se encaixa em momentos mais melódicos de Dio do que a de Tim Owens. O vocalista, bastante afinado, levantou também o público com seu carisma e voz marcantes.

Em um show com tantos sucessos é difícil dizer qual música arrancou mais aplausos do público. Em “The Last in Line” e “Stand Up and Shout” o grande destaque ficou para o excepcional solo de Craig Goldy. O guitarrista, que ficou quase que o show inteiro paradão no canto direito, pode não ser um dos mais emocionantes performers da guitarra, mas mostra desde sempre que sua história realmente faz jus a sua grande técnica, não conseguindo deixar o público senão boquiaberto a cada um dos solos das músicas do grande mestre.

Após a apresentação de “Don’t Talk the Strangers”, mais uma grande execução com destaque para a performance vocal de Tim Owens, o vocalista repreendeu o público que começou a cantar seu nome. “Não... não... Vocês tem que dizer: Dio... Dio...”, disse ele, em tom baixo. A plateia estava bastante animada com Tim para ter se dado conta disso.

O RAINBOW não poderia ficar de fora! O público se amarrou com o medley de “Catch The Rainbow” e “Kill The King”. A mistura entre as duas músicas, a primeira com uma pegada leve e bem intimista e a segunda, rápida e forte criou uma variante bem interessante que agradou muito o público presente.

Os fãs mostraram conhecer os sucessos da era Dio do RAINBOW com a palma da mão. Assim cantaram junto também “Long Live Rock ‘n’ Roll” e a grandiosa “Man on the Silver Mountain”. Sem perder um verso sequer, o público dominou esta parte do show e Tim Owens gentilmente deu ao público a chance de cantar nestas músicas.

Os sucessos do BLACK SABBATH não poderiam ficar de fora: “The Mob Rules” e “Heaven and Hell” representaram a era Dio no show e completaram a lacuna. O público se animou bastante em ambas, mas foi com “Heaven and Hell” que se alcançou outro dos pontos altos do show: Tim Owens mostrou tudo nesta música antes da saída para o bis.

No bis Tim Owens e companhia tocaram “Rainbow in the Dark”, uma das mais esperadas da noite, que fez a plateia cantar junto do início ao fim. O show seria finalizado com “We Rock”, que propositalmente completa o circulo em uma apresentação bastante consistente da banda: o Dio Disciples arrasou, e continua assim mantendo o legado de Ronnie James Dio vivo.

Setlist:
1. Killing the Dragon (Dio)
2. Holy Diver (Dio)
3. Egypt (The Chains Are On) (Dio)
4. Stargazer (Rainbow)
5. Children of the Sea (Black Sabbath)
6. The Last in Line (Dio)
7. Stand Up and Shout (Dio)
8. Don´t Talk to Strangers (Dio)
9. Lord of the Last Day / All the Fools Sailed Away (Dio)
10. The Mob Rules (Black Sabbath)
11. Catch the Rainbow / Kill the King (Rainbow)
12. Long Live Rock ´n´ Roll (Rainbow)
13. Man on the Silver Mountain (Rainbow)
14. Heaven and Hell (Black Sabbath)

Bis:
15. Rainbow in the Dark (Dio)
16. We Rock (Dio)

Galeria de Fotos:

Sagitta:







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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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