Texas Hippie Coalition: o melhor do sul dos EUA invadiu São Paulo
Resenha - Texas Hippie Coalition (Manifesto Bar, São Paulo, 28/04/2013)
Por Diego Camara
Postado em 30 de abril de 2013
O melhor do sul dos Estados Unidos invadiu o domingo em São Paulo. Assim foi a passagem mais que fantástica do Texas Hippie Coalition novamente pela capital paulista. O local escolhido para esta apresentação não poderia ter sido melhor: o Manifesto, bar reconhecido por receber grandes estrelas do rock abriu as portas para um show emocionante de Big Dad Ritch e companhia.
O show começou às 21h15min, após uma longa e interminável espera de todos os presentes no local desde antes das 19 horas. Tal fato ocorreu pois a banda Mad Old Lady, anteriormente marcada para fazer o show de abertura, não fez sua apresentação conforme o esperado. Não foram dadas por agora mais explicações a respeito do acontecimento e sentimos pela não apresentação.
A plateia recebeu a banda com bastante timidez na entrada do palco, e só gritaram firme quando Big Dad Ritch desceu as escadas na lateral e foi recebido com grande salva de palmas, iniciando a apresentação para um público bastante variado, dos mais jovens aos mais velhos, mostrando que a banda, em sua passagem pelo Brasil na Virada Cultural fez muitos fãs.
"É um prazer tocar novamente no Brasil", disse ele com sua voz rouca, olhando para o público debaixo de seu chapéu. A cara de mal e o tipo truculento, porém, entraram em conflito com um homem que demonstrou grande sensibilidade e um verdadeiro amor pelo público.
O repertório foi bastante interessante, com várias das músicas sendo lançadas com uma apresentação bastante diferente de Big Dad. No estilo texano, revelou que fez uma música em homenagem a sua caminhonete, que é uma das coisas que mais ama na vida.
Um dos destaques do início do show foi a música "Turn it Up", que teve a novidade excêntrica de trazer ao palco uma dançarina de poledance que fez uma apresentação ao lado da banda. Recebeu os aplausos e assobios da plateia, e no final ainda saiu com um tapinha do grande vocalista.
"Sabe, eu nunca chorei no palco, na verdade eu chorei muito pouco em minha vida, uma lágrima ali quando nasceram meus filhos... mas vocês, caras, naquele show, me fizeram chorar", diz ele, olhando sério para a plateia ao falar sobre a apresentação na Virada Cultural de 2011. A emoção de Big Dad sem duvidas refletiu na plateia, que cantou junto as músicas, extremamente bem executadas pela jovem banda.
O show ainda teve uma grande aula de Big Dad Ritch sobre uísque: "Ele pode salvar a vida de alguém aqui hoje", disse sorrindo levemente para o público. Ainda não podia ser o bastante, deu de presente aos fãs na frente da plateia uma garrafa de uísque que foi servida a ele no meio do show, apesar de ter feito questão de babar sobre o gargalo só de sacanagem.
Não faltaram também elogios no show. "Vocês são o motivo para o sorriso na minha face, são demais!", agradeceu aos produtores, ao tradutor da banda. "A coalizão está crescendo cada dia mais pelo mundo, muito obrigado a todos vocês", completou.
No final do show ainda tiveram o espaço para tocar "Damn You To Hell", em mais uma performance emocionante de uma das músicas mais esperadas pelos presentes. A plateia pulou e cantou junto, em um movimento dos mais emocionantes da noite – depois do poledance, é claro. No final, todos os membros da banda cumprimentam os fãs na frente do palco antes de saírem.
Voltaram bem rápido para o bis, onde aproveitaram os instantes para tirar fotos dos fãs na frente da plateia, que se mostraram bastante alegres em fazer a pose. Big Dad sorriu para eles, no seu jeito, dizendo que gostaria de ser como Johnny Cash e fumar maconha como Willie Nelson.
A banda finalizou o bis com sem dúvidas a música mais esperada do dia: "Pissed and Mad About It", que foi o momento mais estrondoso do show. A casa foi ao chão com os gritos e os pulos da plateia, que gastaram o último folego que tinham nesta música, especialmente quando Big Dad Ritch resolveu mostrar seu tórax bem delineado para todos os presentes, deixando todos os fãs loucos!
Antes de deixar o palco ainda fez questão de tirar o chapéu e saudar os fãs, além de prometer que voltaria para tomar um uísque e tirar fotos com todos os presentes. Tal humildade, totalmente incomum em artistas de rock, é o que faz o Texas Hippie Coalition se diferenciar: com o jeito de bad boy do seu líder, que nada mais restou de dúvidas a todos que é apenas grande aparência.
Apesar da longa espera, não há muito que dizer a respeito do espetáculo, pois todos os problemas pareceram sumir quando se vê uma banda que demonstra tanto amor quanto o Texas Hippie Coalition. Esperamos que voltem em breve, seja na Virada Cultural, seja aos palcos, pois o rock sem dúvidas precisa de mais gente como Big Dad Ritch.
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