Araraquara Rock 2012: como foi o Dia do Metal do evento

Resenha - Araraquara Rock 2012 (Dia Do Metal, 14/07/2012)

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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Em mais um ano de sucesso o Araraquara Rock, que voltou a ser no mês de julho (depois de um 2011 conturbado, onde o festival foi cancelado e remarcado para outubro), aconteceu mais uma vez de forma extraordinária, com méritos para a organização e público. "Sem dúvidas, em termos de Brasil, um dos maiores e mais bem estruturados festivais", disse o guitarrista Rafael Mattos, da Shadowside.

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Nem o tempo frio espantou os headbangers que puderam se aquecer com as bandas que se apresentaram no Palco Garagem, dentre elas Judah, Awaken e Fat Bull Red, que mostraram ótimas apresentações. Ótima iniciativa da organização, pois dá mais espaço para as bandas do underground divulgar seu trabalho.

Mas foi no Palco Arena que o bicho pegou de vez. Por volta das 19 horas, a banda Desecretad Sphere, que se apresentou pela segunda vez seguida no evento, subiu ao palco e destilou seu Death Metal com muita técnica e presença de palco. Com um repertório baseado em seu debut "The Unmasking Reality" (2011), a banda tratou de intimar os bangers, com destaque para o baixista José ‘Motor’ Mantovani que destrói em seu instrumento.

Logo depois, com uma rápida pausa (mérito da organização), subiu ao palco a banda Screams Of Hate que fez o povo pogar com seu Thrash Metal insano e de muita competência. Mesmo gripado, o vocalista Alexandre Bovo segurou a onda e berrou a vontade, como se não tivesse nada. Oriunda de Atibaia/SP, os Deathbangers se deliciaram com o Cruscifire que fez uma apresentação impecável, onde apresentaram, além de outras, músicas de seu novo EP "Hateful" (2012).

Primeira banda ‘prata da casa’ no Palco Arena, a araraquarense Awakke destilou seu Thrashcore e honrou o nome da cidade. Em seguida, deixando um pouco o Metal extremo de lado, mas não o peso, a banda Motosserra Truck Clube brindou a todos com um Rockão safado e denso, onde mostrou composições de seu disco "Na Estrada" (2012) e agitou muito o público.

Primeira banda convidada do evento e segunda ‘prata da casa’, a Dead Or Alive, mesmo com alguns problemas técnicos, mostrou garra e detonou com seu Southern Rock com leves toques de Hard Rock. Muito interessante ver o batera Billy, The Willie comandando os vocais enquanto Matthew Daniel´s e Charlie Nelson, baixista e guitarrista respectivamente, tomam conta de agitar a galera.

Em sua segunda passagem pelo festival (a primeira foi em 2009), a banda santista Shadowside dispensa apresentações. Um dos maiores nomes do Metal nacional atual, o grupo focou o repertório em seu mais recente álbum "Inner Monster Out" (2011) onde mandaram petardos como I´m Your Mind, My Disrupted Reality e Inner Monster Out. Comandados pela bela e performática Dani Nolden, o grupo ainda soltou as clássicas Hideaway, Memories e Red Storm, além de outras. Mesmo com um set reduzido, ainda deu tempo para o cover inusitado para Inútil (Ultrage A Rigor) e o mais novo clássico Angel With Horns.

Enfim, a banda mais esperada da noite, com um público estimado em 5 mil pessoas, e um pouco de atraso, sobe ao palco o Viper, os pioneiros do Metal melódico nacional. André Matos (vocal), Felipe Machado e Hugo Mariutti (guitarras), Pit Passarel (baixo) e Guilherme Martin (bateria) levaram o público ao delírio tocando na íntegra "Soldiers Of Sunrise" (1987). Foi de emocionar ver clássicos como The Whipper, Soldiers Of Sunrise e H.R.

Depois de uma pausa, onde o telão mostrou a história da banda até a reunião de forma extremamente emotiva, a banda retornou para, nada mais nada menos, tocar "Theatre Of Fate" (1989) também na íntegra. De arrepiar ao ver a alegria dos músicos, principalmente o ‘figura’ Pit Passarel, executando sons como A Cry From The Edge, Living For The Night e To Live Again. Foram mais de 2 horas de pura celebração ao Metal nacional, onde ouve tempo de tocarem Rebel Maniac e um cover (que não me lembro de tanta empolgação). Simplesmente fantástico.

Com um balanço super positivo, o dia do Metal no Araraquara Rock demonstrou mais uma vez que é o carro chefe do evento, mesmo sendo superado este ano pelo público do domingo, que pode conferir o grindcore do Desalmado (segundo informações arregaçou em seu show) e Garotos Podres como um dos principais do dia.




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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

Mais matérias de Vitor Franceschini no Whiplash.Net.

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