Bywar: Tributo ao Metal no GRAB de Fortaleza

Resenha - Bywar (G.R.A.B, Fortaleza, 20/05/2012)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Domingo último, Fortaleza, em particular o bairro de Antônio Bezerra, foi invadido por uma horda de guerreiros vestidos de preto, vindos inclusive de outros estados, como Piauí e Pernambuco, para prestigir a apresentação de uma das mais relevantes bandas do thrash metal nacional, o BYWAR e outras bandas convidadas.

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O evento ocorreu no GRAB, Grêmio Recreativo do Antônio Bezerra, um local que vem se tornando o ponto de encontro dos metaleiros da cidade. Por ser localizado em área residencial, lá os shows começam cedo (ainda no meio da tarde, como shows de festival) e terminam cedo, por volta das 8 da noite. O interessante de se notar nos shows que tenho ido no GRAB é que os bangers que lá comparecem não são apenas rapazes, mas também uma grande quantidade de garotas e algumas crianças, ensaiando seus primeiros passos no mundo da boa música, como o menino Renan, de três anos, que eu já tinha visto no cantinho do palco do GRAB em outras datas e que aparece nesta foto publicada no facebook oficial do BYWAR, em pleno palco, ao lado do baixista Hélio Patrizzi.

Todos os shows, não só o deste domingo, ocorrem em perfeito clima pacífico, sem problemas com segurança, sem brigas, reforçando a imagem que os bangers sempre tiveram e que agora está começando a ser vista por toda a opinião pública, principalmente depois daquele tal festival em que todos tiveram comportamento exemplar mesmo diante das piores adversidades, ao contrário do que esperava quem não entende de heavy metal.

A primeira banda a se apresentar nesta tarde/noite de thrash metal foi a AGRESSIVE, às 16:30. Já tinha ouvido falar duas coisas desta banda. A primeira é que não passam de uns moleques, poucos anos mais velhos que o menino Renan. A segunda é que tocam muito. Não foi difícil constatar que ambas as informações estavam corretas. O guitarrista Camilo é o mais velho da banda e é o único "de maior". Os demais integrantes são todos menores e o baterista Mateus "Pão" é o caçula da banda, com 16. O vocalista Diego Leite tem excelente presenca de palco. Ainda não me senti confortável em entrar em uma roda de mosh comandada por ele, mas foi bem surpreendente assistir sua perfôrmance, um Rob Dukes em início de carreira, comandando a fúria de seus comparsas no palco e da multidão logo abaixo. Cabe ainda destaque para o bom baixista Leo, que terá muito pouco para aprender. Impressionante também foi saber que eles estão há três anos com a mesma formação, ou seja, já não são mais tão novatos na cena assim. Os meninos tocaram por quase uma hora, incluíndo músicas de sua primeira demo, "Death and Chaos" lançada em 2009, outras composições autorais e uma cover, "Beber Até Morrer", dos Ratos de Porão. São realmente jovens grandes talentos e que, aos poucos, vão sendo cada vez mais respeitados. Talvez eles devam adicionar o "g" que falta em seu nome, mas, bandas como MEGADETH e LED ZEPPELIN nunca se importaram em ter seus nomes corretos do ponto de vista ortográfico.

Para ouvir o thrash metal old-school da banda, visite o myspace deles: agressivece@myspace.com

A próxima banda a tomar o palco do GRAB foi a FLAGELO, veterana banda cearense. Capitaneada por Elineudo Morais e complementada por Fábio (g), Toninho Laureno (d) e Léo (b), a banda distribuiu mais alguns petardos de thrash metal, cantado em português com alguma influência de death metal e longas partes instrumentais e algumas partes mais cadenciadas. Assim como a banda anterior, conta com um excelente baixista. A banda, cujas letras denunciam de forma bruta as mazelas da humanidade, executou furiosamente sons já conhecidos pelos bangers cearenses, como "Pesadelo", "Flagelo", "Guerreiros do Metal", "Ódio" (esta dedicada aos bangers de Teresina e de Pernambuco na platéia - a música, não o sentimento), "Necrofilia" e "Conflitos", também pontos altos da apresentação.

Algumas composições dos caras podem ser ouvidas aqui (favor aumentar o volume por que é porrada do início ao fim):
http://www.myspace.com/FlageloThrash

Em seguida, o palco do GRAB ficou pequeno para a grandiosidade da atração principal. Logo aos primeiros sinais de "...The Fourth Kind", a platéia de cerca de trezentas pessoas enlouqueceu, explodindo ao som de "Poltergeist Time". Os thrashers do BYWAR começaram a cuspir fogo com seu som que, em parte, lembra os alemães do DESTRUCTION, temperado com os primeiros solos de Kirk Hammett no METALLICA dos primeiros discos, mas com uma personalidade própria. Uma nota a acrescentar é que, apesar de serem os gigantes que são, os quatro músicos são muito simpáticos. E demonstraram isso antes, durante e após o show, tirando fotos, bebendo e conversando com todos os fãs que se aproximavam. O início do show chegou a ser um tanto conturbado, com muitos bangers fazendo stage diving e chegando a derrubar o pedestal de Adriano Perfetto (vocal) e um sem-noção que insistia em invadir o palco, se apoderar de um dos microfones e urrar. Os caras levaram numa boa e disseram ver toda essa empolgação com bons olhos, um sinal de reconhecimento pelo bom trabalho que estavam fazendo.

Aqui, vou fazer um parêntesis: amigo thrasher, entrar numa roda de mosh é true. Fazer stage diving é true. Bangear é a essência do true. Participar de uma Wall of Death é true ao quadrado. Tentar tomar o microfone e dar um berro mostrando que voce sabe fazer vocal gutural nao é true, é uma tremenda de uma babaquice. Quer um microfone, aprenda a cantar, tenha algo a dizer, monte uma banda e batalhe por divulgação, mas nao atrapalhe a diversão de centenas de pessoas se exibindo para meia dúzia de retardados como você, seu emo.

Voltando ao que interessa, o show, apos uma breve intervenção do comandante da Gallery, Emydio Filho, e com a contribuição de um fã que havia vindo de Recife apenas para conferir o show e se posicionou agachado no palco junto ao pedestal do microfone de Perfetto por um tempo, os mais afoitos foram controlados e o show pode continuar sem problemas, com muita diversão e ainda muito stage diving.

Renan Roveran é um excelente guitarrista e mostrou no palco o Bywar pode ser considerada uma das melhores bandas brazucas da atualidade, especialmente em sons como a longa "Toward The Unreal". Seus amigos de destruição, Enrico Ozio (bateria) e Hélio Patrizzi (baixo), por outro lado, tambem demonstraram talento de sobra em um set que, embora privilegiasse a divulgação do excelente "Abduction", passeava pelos discos anteriores da banda como o magnífico "Heretic Signs".

O show durou cerca de duas horas, fechando com a essencial "Thrashers Return", mas, para decepção de alguns fas, a banda nao executou Ragnarök, uma das melhores faixas de "Abduction" e que ja tinha sido ouvida na passagem de som, antes da abertura dos portões.

Coube à banda local FINAL PROPHECY a difícil tarefa de manter a empolgação dos presentes apos o show matador do Bywar, mas tocando um Heavy Metal mais tradicional, puxado para o Power Metal. Estes decidiram iniciar seu show com uma cover do ANGRA, "Carry On" onde o vocalista João Júnior já pode mostrar seus dotes vocais, justo em um momento em que o posto de vocalista do ANGRA está vago. Em prosseguimento, moldando o setlist de acordo com a resposta do público, a banda mostrou suas composicoes autorais e incluiu mais uma cover aqui outra ali, como “Future World” do HELLOWEEN e “Rising Force” de YNGWIE MALMSTEEN . Destaque para a cover de "Soul Survivor", também do HELLOWEEN, em que o Elias Barbarian, vocalista da tambem local DOSE LETHAL foi convidado ao palco para dividir os vocais, e para a excelente autoral "Lost in the wonderland" e suas levadas de baixo galopante a la Steve Harris.

Outra resenha deste grande tributo ao metal você encontra aqui:
http://www.recifemetallaw.com.br/index.php?link=materias&id=...

Set list AGRESSIVE (não necessariamente nesta ordem):
Death and Chaos
United For Beer
The Legacy Remains
Spirit Of Evil
General Death
Infernal Soldier
Killer Machine
Dictators Sarcastic
Beber Até Morrer

Set List FLAGELO
Flagelo
Tortura
Guerreiros da Morte
Supremo Poder
Ódio
Aniquilar
Pesadelo
Velha Maria
Necrofilia
Conflitos

Set List BYWAR
Poltergeist Time
Face The Impaler
Twin of Icon
Broken Witchcraft
Hole Grail
Toward The Unreal
Stranded in Dark Zone
Enslaved By Dreams
Abduction
Heretic Signs
Debt of War
Near of Madness
Thrashers Return

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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