Ringo Starr no RJ: Uma mágica lembrança para a vida inteira

Resenha - Ringo Starr (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 15/11/2011)

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Por Gabriel von Borell
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Alguns meses depois de receber sir Paul McCartney para dois shows realizados no Estádio do Engenhão, o Rio de Janeiro voltou a ser destino de um ex-beatle na noite da última terça-feira (15), quando Ringo Starr subiu ao palco do Citibank Hall e fez a alegria de cerca de 4.000 beatlemaníacos cariocas.

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Fotos de Néstor J. Beremblum, cedidas pela T4F Entretenimento.

Como já havia anunciado para boa parte da mídia nacional, a apresentação na Cidade Maravilhosa também não teve surpresas no repertório, seguido à risca por Ringo e sua All Starr Band. O show misturou alguns hits dos Beatles e canções mais famosas da carreira solo do baterista, além de músicas semi-desconhecidas dos anos 80 cantadas pelos integrantes da banda. E o resultado de tudo isso agradou ao público, embora a plateia claramente quisesse mais uma revisitada na carreira dos Fab Four e menos um flashback estilo “good times”.

Os fãs, de todas as idades, embora a maioria já tivesse atingido a casa dos 50 ou 60 anos, dançaram, cantaram e se divertiram junto com Ringo. Generoso e simpático no palco, o ex-beatle, além de interagir diversas vezes e brincar com a plateia, cedeu espaço para Wally Pallmar (guitarrista, ex-integrante dos The Romantics), Gary Wright (tecladista, ex-integrante do Spooky Tooth), Richard Page (baixista, ex-Mr. Mister), Mark Rivera (saxofone e percussão), Gregg Bissonette (bateria), Rick Derringer (ex-guitarrista do The McCoys) e o tecladista Edgar Winter, também brilharem e se destacarem em determinados momentos. E eles são os responsáveis, na maior parte, pelas canções de FM.

A apresentação começou pouco depois de 21h30, horário previsto para o início do show, com os oito músicos, contando com Ringo, surgindo no palco do Citibank Hall para animar o público com “It Don’t Come Easy”. Com um cenário simples e sem grande produção, Ringo e cia seguiram conquistando a atenção do público com canções que não são familiares aos fãs do baterista e, consequentemente, dos Beatles. Ringo cantava os hits do quarteto de Liverpool e de seu repertório solo e, quando era hora de deixar os outros integrantes da All Starr Band tomar conta dos vocais, ele assumia a bateria, ou deixava o palco. Sendo assim vieram, por exemplo, as dançantes “Honey Don’t” e “Hang on Sloopy”, essa cantada por Derringer. E depois ainda teve “Free Ride”, interpretada por Winter, e “Talking your Sleep”, que teve Palmar nos vocais.

Quando o público começava a esfriar, todo mundo se animou novamente com “I Wanna Be Your Man”, que trazia Ringo mais uma vez para o centro do palco. Alternando a vibe do show, seguiram as baladas oitentistas “Dream Weaver”, cantada por Gary Wright, e “Kyrie”, com Derringer novamente no microfone. Chegada a hora de “The Other Side of Liverpool” e Ringo voltou a assumir o seu lugar de “estrela” da noite. A plateia, claro, reverenciava o retorno do baterista a frente do palco. E então os fãs foram ao delírio quando a banda executou “Yellow Submarine” enquanto que dezenas de balões amarelos surgiam passeando pelo público. Sem dúvida o ponto alto da noite.

Passado o momento de euforia dos fãs, entrou a instrumental “Frankenstein”, que destacou a competência da banda. Pouco depois, Ringo agitou os fãs com “Boys”, trazendo a magia dos Beatles novamente à tona. “Broken Wings”, do Mr. Mister, marcou o melhor momento dentre os protagonizados pela All Starr Band. Interpretada por Richard Page, a canção emocionou a plateia, até mesmo aqueles que não conheciam a faixa. As próximas canções do set foram “Photograph” e “Act Naturally”. A primeira é um dos maiores sucessos da carreira de Ringo. Já a segunda consiste em uma faixa que foi regravada pelos Beatles. E ambas contagiaram o público, que acompanhava o baterista imitando seus passos desengonçados e levando as mãos para lá e para cá.

Nesse momento se aproximava o final do show. Com quase duas horas de apresentação, pouco antes de 23h30, “With a Little Help from my Friends” finalmente foi executada e o público no Citibank Hall vibrava com intensidade pela última vez. Ringo, no palco, fazia repetidamente o sinal de paz e amor com os dedos das duas mãos e o gesto era reproduzido pela plateia. Nesse clima zen a banda encerrava a noite com o refrão de “Give Peace a Chance”, do ex-companheiro John Lennon.

Enquanto Ringo e a All Starr Band se despedia dos fãs, visivelmente satisfeitos com a participação do público, os cariocas aplaudiam o belo espetáculo do feriado. Certamente todo mundo voltou para casa com uma incrível e mágica lembrança para guardar para a vida inteira. E que somente os fãs de Beatles poderão compreender.

Set list:

1- It Don't Come Easy
2- Honey Don't (Carl Perkins)
3- Choose Love
4- Hang On Sloopy (The McCoys)
5- Free Ride (Edgar Winter Group)
6- Talking in Your Sleep (The Romantics)
7- I Wanna Be Your Man (The Beatles)
8- Dream Weaver (Gary Wright)
9- Kyrie (Mr. Mister)
10- The Other Side Of Liverpool
11- Yellow Submarine (The Beatles)
12- Frankenstein (Edgar Winter Group)
13- Back Off Boogaloo
14- What I Like About You (The Romantics)
15- Rock and Roll, Hoochie Koo (Rick Derringer)
16- Boys (The Beatles)
17- Love Is Alive (Gary Wright)
18- Broken Wings (Mr. Mister)
19- Photograph
20- Act Naturally (The Beatles)
21- With a Little Help from My Friends (The Beatles)
22- Give Peace a Chance (John Lennon)

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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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