Deep Purple: uma noite mágica no Chevrolet Hall de BH
Resenha - Deep Purple (Chevrolet Hall, Belo Horizonte, 11/10/2011)
Por Luiz Figueiredo
Postado em 19 de outubro de 2011
A presença de Ian Gillan que fez Bruce Dickinson tremer, segundo o próprio vocalista da Donzela em certa entrevista, causou o mesmo impacto na última terça-feira, dia 16, no público rockeiro de Belo Horizonte. O vocalista do Deep Purple subiu ao palco junto com Roger Glover (baixo), Steve Morse (guitarra), Ian Paice (bateria) e Don Airey (teclados) que juntos soltaram seus melhores clássicos para um Chevrolet Hall lotado.
Mas antes destes dinossauros subirem ao palco, os músicos não-mais crianças do Pleiades tiveram a tarefa de aquecer o público. Não é a primeira vez que eles abrem o show do Deep Purple e de outras grandes bandas. Na outra vez, em 2006, no mesmo Chevrolet Hall, os integrantes hoje com idades entre 15 e 21 anos de idade eram cinco anos mais novos. Hoje, com mais bagagem, fizeram um show de abertura mostrando jogo de cintura, principalmente pela presença energética de Cynthia Mara (18). "Essa vocalista é muito doida", disse um rapaz em meio à multidão. Além disso, toda a banda mostrou muita competência e que estavam bem afiados. Mesclando músicas próprias como "Fire! Fire!" e clássicos de Led Zeppelin e Beatles tocaram por cerca de 40 a 50 minutos num momento em que o ginásio começava a encher.
A arena foi enchendo, enchendo e chegou a hora. Exatamente às 22h05m, Steve Morse é o primeiro a aparecer e, na bateria, Ian Paice introduz a poderosa "Highway Star"... a mil por hora o Deep Purple leva a audiência à loucura. Do palco, luzes brancas fortíssimas misturadas com coloridas eram jogadas diretamente na platéia e criaram o clima para deixar todos alucinados.
Para a seqüência estavam reservadas "Hard Lovin’ Man" do disco "In Rock" de 1970, considerado um dos primeiros discos de heavy metal de todos os tempos. Mais uma do "Machine Head (1972)", álbum importantíssimo para a história da música que, das sete faixas que possui, cinco foram executadas naquela noite. "Strange Kind Of Woman" foi a quarta. Cantada verso a verso pelo público foi um espetáculo. Início com tantos clássicos, chegou a hora de soltar a faixa-título do último disco lançado em 2005, "Rapture of the Deep". "Mary Long" fez, mais uma vez, todos cantarem com força.
A vantagem das bandas experientes é o poder de manter o público sempre empolgado durante toda a duração da apresentação. O planejamento do show é bem calculado para não deixar a monotonia tomar conta nem um único segundo. A alegria dos caras sobre o palco parece ser até maior do que a dos fãs que aguardam anos para ver as bandas que amam. Isso é um diferencial desses grupos, a diversão é a parte principal do show e ela dura o tempo todo. Todos os membros se dirigiam o tempo todo ao público com acenos e sorrisos largos. Ian Gillan era o mais animado. Ele toda hora chegava perto do Steve Morse, falava alguma bobagem no ouvido do guitarrista que não se agüentava de tanto rir.
Como não podia ser diferente, momentos solos com o Deep Purple nunca são cansativos. Steve Morse foi genial durante todo o show com sua tradicional guitarra azul e preta e fez um solo fantástico. Ele apenas dividiu o público quando tocou um trecho de "Sweet Child O’mine" do Guns n’ Roses que fez uma atuação muito criticada no Rock In Rio recentemente e está com a moral em baixa. Uns se empolgaram, mas outros ficaram quietos torcendo para ele parar rápido. Don Airey em seu solo foi extraordinário. Os efeitos nos teclados pareciam nos colocar em uma guerra espacial, além de introduzir a famosa "Mr. Crowley" de Ozzy e músicas clássicas como "Aquarela do Brasil", por exemplo. Já Roger Glover fez um solo mais breve entre as músicas "Hush" dos primódios da banda e a que encerraria aquela noite animal, "Black Night". Com suas paletas grandes e laranjadas, Roger fez alguns se matarem para capturar uma. E ele as "vendeu" caro.
Um dia difícil que, na parte da tarde, uma tempestade (nem tão forte assim) arrasou a cidade (mostrando a fragilidade da capital mineira perante a qualquer chuva). Mas ela não foi o bastante para atrapalhar o espetáculo dos veteranos ingleses. Influenciadores, direta ou indiretamente, de 100% das bandas de rock n’ roll e heavy metal que existem no mundo. Noite mágica no Chevrolet Hall!
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"


Os cinco maiores riffs de Jimi Hendrix, de acordo com Ritchie Blackmore
Don Airey explica por que Simon McBride mudou o Deep Purple após Steve Morse
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
O período de 12 meses em que todos que passaram por Sabbath e Deep Purple lançaram álbuns
O maior riff de guitarra de todos os tempos, segundo Tony Iommi do Black Sabbath
Ian Gillan explica o que faz de "Splat!" o álbum mais pesado do Deep Purple em anos
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil


