Setembro Negro: de iniciantes a ícones do Black Metal

Resenha - X Setembro Negro (Carioca Club, São Paulo, 05/09/2010)

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Por Gabriela Cotosck
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De iniciantes e veteranos do metal latino a ícones do Black Metal Europeu, a décima edição do festival de metal extremo trouxe muito talento mas atraiu pouca atenção em São Paulo.

Depois da onda de calor que assolava São Paulo nas últimas semanas, parece que o frio veio na hora certa para brindar a décima edição do Setembro Negro.

A banda WISDOM deu início ao festival às 19h05. Os paraguaios, que lançaram em 2009 o álbum "Sacra Privata", fizeram uma apresentação infelizmente curta, porém de alto nível e enérgica presença de palco, a qual agradou ao público ainda incompleto porém com alguns dos momentos de maior participação na noite. Destaque para a qualidade do som que permitia ouvir com clareza a boa performance do grupo todo, além dos solos cadenciados de KH-aos (G) em contraste com os tradicionais blast beats da bateria.

Por volta de 19h40 foi a vez dos chilenos do KYTHRONE com seu Black Metal ortodoxo e direto. Apesar das tentativas de F.Z. (V) em interagir, o público, que ainda estava enchendo a casa, permaneceu um pouco morno durante os pouco mais de 45 minutos do show.

Depois de um intervalo de meia hora, às 21h00, começou a apresentação dos belgas do ENTHRONED. Apesar do som da bateria ter diminuído um pouco em comparação ao das bandas anteriores, o alto padrão técnico foi o destaque da noite, bem representado ali pelas performances de Nornagest (V), Neraath (G),Phorgath (B), Gharguf (Bat.) e Tzelmoth (G). O setlist de 55 minutos incluiu "In Missi Solemnibvs", "The Vitalized Shell", "Rion Riorrim", "Deviant Nerve Angelus/The Burning Dawn", "The Seven Ensigns Of Creation", "Through The Cortex" (durante a qual a banda finalmente tem atendido um dos seus muitos pedidos de roda, e "benze" o público com uma garrafa de água), "Nehas't", "The Ultimate Horde Fights" e "Pentagrammaton". Ao fim do show, os integrantes do ENTHRONED se juntaram ao público para fotos e autógrafos, e também para conferir a apresentação seguinte.

Já às 22h26, com Pest (V), Infernus (G), Skyggen (G), Bøddel (B) e Vyl (baterista também do KEEP OF KALESSIN), o GORGOROTH subiu ao palco com toda presença que lhe é característica. Mesmo num festival orientado exclusivamente ao Metal Extremo, os noruegueses ainda são capazes de causar impacto singular, desde visual ao musical. O setlist incluiu "Satan-Prometheus", "Bergtrollets Hevn", "Profetens Åpenbaring", "Aneuthanasia", "Unchain My Heart!!!" (destaque para os riffs de Infernus e Skyggen), "Destroyer" (cuja execução, apesar de alguns problemas de microfonia, rendeu clamor dos fãs pela banda no final), "Katharinas Bortgang", "The Rite Of Infernal Invocation", "Prayer" e "Revelation Of Doom".

Talvez por ter ocorrido em meio a um feriado, ou por trazer bandas que já haviam participado do festival em outros anos (GORGOROTH em 2007 e ENTHRONED em 2008), o público não atingiu grande número ou mesmo empolgação. Apesar da chamada dos fãs, o GORGOROTH saiu rapidamente do palco, encerrando por volta de 23h10 mais uma edição do Setembro Negro em São Paulo.

Observação: No MySpace do ENTHRONED, Nornagest comenta sobre os shows na América do Sul, destaca o público de Belo Horizonte, e comemora a chance de ter tocado ao lado do "verdadeiro" GORGOROTH (em referência ao retorno de Pest após a saída de Gaahl em 2007).



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