Iron Maiden: Show para quarenta mil fãs no Palestra Itália

Resenha - Iron Maiden (Palestra Itália, São Paulo, 02/03/2008)

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Por Gustavo Hermann
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Quando os portões do Palestra Itália foram abertos, às 15 horas, as filas já contornavam o estádio. O sol forte castigava não apenas a maioria que vestia preto, mas todos aqueles que esperavam na fila sem encontrar uma sombra. Uma vez dentro do estádio, mais algumas horas sob o sol aguardavam, exceto para aqueles que ocupavam as cadeiras cobertas. Mas o clima era de empolgação, quatro anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o Iron Maiden estava de volta por aqui, e desta vez tratava-se de um evento especial, um show no qual seriam tocadas apenas músicas dos álbuns clássicos da banda, principalmente do período entre os álbuns "The Number of the Beast" e "Seventh Son of a Seventh Son". A medida que as horas se passavam mais e mais pessoas chegavam ao estádio, até que se tornou difícil achar qualquer espaço de alguns poucos metros desocupado. Quarenta mil fãs lotaram o Palestra Itália e muitos ficaram de fora por falta de ingressos.

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Pouco depois das 19 horas soavam os primeiros acordes. Era a banda de abertura que subia ao palco, a banda de Lauren Harris, filha de Steve Harris, baixista e fundador do Iron Maiden. Abrir para o Maiden pode ser uma tarefa ingrata (como o Skid Row pôde comprovar no Monsters of Rock de 1996), ainda mais para uma banda novata, praticamente desconhecida. O fato de se tratar da filha do líder do Iron Maiden, entretanto, parece ter sido o motivo pelo qual Lauren obteve uma recepção não hostil, apenas um tanto indiferente. A opção por um setlist bastante curto para seu show evitou também que a paciência do público fosse testada, a banda subiu no palco, deu uma breve amostra de seu hard rock e pediu aos fãs que visitassem seu perfil no MySpace.

Enquanto a banda de Lauren Harris se despedia o público já bradava pelo Iron Maiden. Logo em seguida uma forte chuva começa a cair, durando alguns minutos apenas, o suficiente, porém, para deixar todos bastante molhados, agitando ainda mais os ânimos no estádio. Até que, passados alguns minutos depois das 20 horas, imagens dos integrantes do Iron Maiden surgem no telão. Segue-se o áudio de um discurso de Winston Churchill acompanhado de cenas de batalhas aéreas da Segunda Guerra projetadas no telão. Bruce Dickinson entra deslizando no palco molhado pela garoa como se estivesse patinando. O público vai ao delírio com a entrada triunfante da banda que inicia o show com "Aces High".

Corriam boatos de que a banda tocaria um setlist diferenciado no Brasil, incluindo músicas do último álbum "A Matter of Life and Death", já que a tour promocional desse álbum não passou pelo país. Nada disso, no entanto, se confirmou. O setlist apresentado em São Paulo não conteve qualquer surpresa, a banda repetiu o setlist do show do dia 15 de fevereiro em Yokohama, que havia sido publicado no Whiplash!.

O estádio inteiro cantou junto com o vocalista os clássicos da banda, que provou estar em ótima forma. Bruce Dickinson escorregava de um lado para o outro, corria pelo palco, chegou mesmo a pegar um rodo e jogar a água que se acumulara no palco no públlico. Em "The Trooper", Bruce apareceu vestindo uma farda vermelha (semelhante à de Eddie na capa do single da faixa em questão), agitando energicamente uma bandeira inglesa enquanto cantava. Já durante "Rime of the Ancient Mariner", o vocalista usava um manto negro, e para cantar "Powerslave" vestia uma máscara um tanto bizarra. O restante da banda deu o show de sempre, com muita energia e disposição, Steve Harris cantando as músicas enquanto tocava, Jenick Gers com seu estilo "aeróbico" de se movimentar no palco, Adrian Smith e Dave Murray precisos em seus solos. Nicko McBrain teve uma recepção calorosa da platéia, que gritou seu nome quando apresentado por Bruce Dickinson.

Entre as músicas, Bruce falou da relação especial da banda com a América do Sul e principalmente com o Brasil. Relembrou o Rock'n'Rio de 1985 e celebrou o momento presente da banda com "Wasted Years". Elogiou o público e prometeu voltar no próximo ano, dessa vez com um show mais completo, com fogos e efeitos. Durante a música "Iron Maiden", o tradicional boneco do Eddie entrou no palco, para essa tour inspirado no Eddie que ilustra a capa do álbum "Somewhere in Time". Com essa música a banda se despede e deixa o palco, apenas para voltar em seguida para mais três músicas, "Moonchild", "The Clairvoyant" e "Hallowed be thy Name".

A banda deixa o palco pela segunda vez. As luzes do palco, porém, continuam acesas, assim como a esperança por parte de alguns de um segundo retorno da banda ao palco, mas em vão. Após cerca de 2 horas de show era hora de enfrentar o aperto para sair do estádio. Resta agora esperar o retorno da banda em 2009.

Intro - Churchills Speech
1. Aces High
2. 2 minutes to midnight
3. Revelations
4. The Trooper
5. Wasted Years
6. Can I Play with madness
7. Rime of the ancient mariner
8. Powerslave
9. The Number of the Beast
10. Heaven can wait
11. Fear of the Dark
12. Run to the Hills
13. Iron Maiden
14. Moonchild
15. Clairvoyant
16. Hallowed be thy name


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