Resenha - Sepultura (Lançamento Dante XXI, Clube Belfiore, São Paulo, 11/07/2006)

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Por Maurício Dehò
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O novo baterista do SEPULTURA, Jean Dolabella (ex-UDORA), fez a sua estréia na banda brazuca na última terça-feira, durante o lançamento do novo CD, Dante XXI, no Clube Belfiore, em São Paulo. A banda subiu ao palco para apresentar Jean e tocou apenas o clássico "Roots Bloody Roots".

Fotos: Pepe Brandão
http://pepebrandao.multiply.com
http://pepebrandao2.multiply.com

A festa seria aberta apenas à imprensa e a convidados, mas o público também pôde se fazer presente. No começo da noite apenas comes e bebes, enquanto o DVD Live in São Paulo passava num telão e clássicos do rock rolavam nas caixas de som. Muita gente conhecida estava presente: Toninho (presidente do fã-clube oficial do Sepultura), Theo Werneck, integrantes do Viper, Claustrofobia e até do Massacration, entre outros.

Enquanto isso os músicos passeavam pelo local conversando com os presentes num clima bem descontraído. Andreas, Derrick e Paulo estavam sorridentes e não pareciam chateados com o fato de Iggor Cavalera, o último membro fundador da banda, ter abandonado o barco, assim como o seu irmão e atual vocalista e guitarrista do SOULFLY, Max.

Depois de um tempo, a banda cover de Sepultura, CHOKE, subiu ao palco e mesclou músicas de diversas fases do conjunto, incluindo do lançamento em questão. Entre elas, "Convicted in Life", "Territory" "Arise", "Attitude" e, claro, "Choke". A performance foi boa, com as músicas soando bem próximas do original. Eles conseguiram esquentar a galera que esperava pela estréia de Jean.

O mineiro não se mostrou nervoso e logo que subiu ao palco tirou a camiseta para tocar "Roots". Como tocaram apenas uma música, é difícil avaliar Jean e compará-lo a Iggor, mas ele mostrou que está com muita garra e vontade para seguir com a turnê de promoção de Dante. Literalmente esmurrando a bateria, deixou uma boa impressão para os presentes e parece ser um bom substituto para as baquetas.

Depois do Sepultura, os garotos do CHOKE voltaram ao palco para encerrar o seu show e a noite terminou (musicalmente falando) com os jovens do Elma. O som dos caras é único. Formado por um baterista, um baixista e dois guitarristas, apresentaram apenas músicas instrumentais. As composições são muito pesadas e a presença de palco dos músicos segue exatamente o que tocam em cima do palco.

Com o fim da festa, a esperança que fica para todos que gostam da banda brasileira de metal de maior sucesso no exterior é a de que esta primeira turnê sem Iggor não seja a última. Após perderem o baterista, os músicos já declararam que não sabem qual o futuro da banda. A verdade é que desde que Max saiu, o Sepultura enfrentou muitas dificuldades, mas álbum após álbum, subiu de produção.

O auge desta nova fase, com o norte-americano Derreck Green nos vocais e arriscando algumas palhetadas ao vivo, foi Dante XXI, que trouxe boas composições ("Convicted in Life" é um exemplo) e uma energia nova. E aí veio um novo baque.

É difícil saber se este não abalará tanto quanto o primeiro. Jean terá vários shows para provar que é um substituto à altura de uma das lendas do metal nacional, se bem que não é só isso que estará na cabeça de Paulo e Andreas, principalmente após mais de duas décadas na estrada. Resta esperar, sem esquecer do legado que estes "mineiros" deixam para o Brasil.

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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