Resenha - Australian Pink Floyd (Claro Hall, Rio de Janeiro, 14/06/2005)

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Por Thiago Merlo
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Numa das maiores casas de espetáculo do Rio de Janeiro, os músicos australianos do The Australian Pink Floyd ofereceram ao público brasileiro uma apresentação dos maiores clássicos do Pink Floyd. No dia 14 de Junho, haviam se apresentado no Gigantinho em Porto Alegre e nos dias 16 e 17 de Junho no Credicard Hall em São Paulo. Após os shows nas capitais, o Rio de Janeiro é coroado com o término da turnê brasileira e sul-americana no dia 18. Esta banda é a única com autorização de David Gilmour a utilizar o nome do Pink Floyd nas turnês pelo mundo.

Fotos: Imagens do show do México dias antes.

Curiosamente na semana que o Pink Floyd anuncia seu retorno com a formação original no “Live Eight”, os australianos que criaram sua banda em 1988 se apresentam no Brasil mostrando a força e capacidade emocional que as canções de Roger Waters & Companhia exercem sobre os fãs. Numa noite de sábado, o Claro Hall consegue mais de quatro mil pessoas dispostas a se divertirem e ouvirem a boa música.

Com vinte minutos de atraso (o show estava marcado para as 22:30), os guitarristas Steve Mac e Damian Darlington, o baixista Colin Wilson, o tecladista Jason Sawford e o baterista Paul Bonney iniciam com “Speak To Me”. Na primeira parte do show, os músicos executaram o disco de 1973 mais aclamado pela crítica em aproximadamente 55 minutos: o “Dark Side Of The Moon”. Após um intervalo de 20 minutos, eles retornam executando os grandes clássicos como “Another Brick In The Wall – Part II”, “Comfortably Numb”, “Shine On You Crazy Diamond” e “Wish You Were Here”.

Causa estranheza a banda não dispor de grandes quantidades de equipamentos, entretanto todo o maquinário é de alta qualidade. Com a mesma energia do inicio da apresentação e com os equipamentos regulados para simular sons próximos ao do disco, eles executam “Breathe” e “On The Run” impecavelmente. Destaque para o baterista que demonstra uma energia notável durante todo o show. Um dos grandes momentos de interação entre público e banda foi na canção “Time”. Várias imagens criadas especialmente para a banda foram reproduzidas através um telão de alta resolução. Em seguida, tocam a canção de Wright “The Great Gig In The Sky” com uma excelente dupla de backing-vocals. Entretanto no solo vocal da canção, a backing deixa a desejar não demonstrando uma extensão vocal. Talvez os deslizes sejam porque no CD o solo não é cantado somente por uma mulher, mas sim dividida por Doris Troy e Leslie Duncan. Sendo assim, cabem criticas menos severas. “Money” volta a mexer com o público mostrando a técnica do baixista através do riff da música. “Us And Them” e “Any Colours You Like” emociona com suas belas letras e solos melódicos. Em “Brain Damage”, o telão exibe diversas personalidades internacionais que constantemente estampam os noticiários tratando de guerras e conflitos pelo mundo. “Eclipse” dá o tom maior e termina a primeira parte do espetáculo.

Após o intervalo, os músicos retornam para parte final do espetáculo. Executam canções do “The Divison Bell”. Enquanto é tocada “Shine On You Crazy Diamond”, imagens de Syd Barret são mostradas juntamente com antigas imagens dos integrantes. Em “One Of These Days”, o grande porco rosa é substituído por um canguru rosa, símbolo da The Australian Pink Floyd. “Comfortably Numb” causa emoção no Claro Hall. Cantando por Colin Wilson e Damian Darlington, o público vibra muito. Inicia-se “The Happies Days Of Our Lives”, preparando o público para o momento mais emocionante do show: a canção “Another Brick In The Wall – Part II”. Ninguém permanece sentado e instantaneamente os músicos esboçam sorrisos como se soubessem que a “missão” deles foi cumprida. Outras canções são tocadas e eles terminam o espetáculo. Com muita insistência, os músicos retornam. No bis tocam mais algumas canções, entre elas “Wish You Were Here”, mostrando novamente imagens de Syd Barret.

Um verdadeiro show nos foi mostrado no Brasil. As canções do Pink Floyd mostram que o tempo e as gerações não se esquecem do que é realmente bom. Pais e filhos seguem juntos ao evento e provam que estas canções vão perdurar por longos tempos. E nós, Brasileiros, aguardamos pacientemente que um dia a banda original venha prestigiar o público sul-americano.

Para Maiores informações sobre a banda, visitem: http://www.aussiefloyd.com.



THIAGO MERLO tem 24 anos e é Analista de Sistemas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e estudante de Educação Física. Em Janeiro de 1996 teve contato com Rock´n Roll e especialmente com um bootleg do Pink Floyd de 1970. Apaixonou-se por “The Narrow Way” e “Green Is The Color”. Em Outubro de 1996 comprou “The Wall”. Depois disso virou amante do material do Pink Floyd. Toca contra-baixo e gosta muito de Black Sabbath, Rolling Stones, Jethro Tull, The Who, Deep Purple, Led Zeppilin, Jefferson Airplane e todo o material do Woodstock.

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