Matérias Mais Lidas

imagemO reencontro entre Steve Harris e Paul Di'Anno na Croácia

imagemEddie aparece em versão samurai no primeiro show do Iron Maiden em 2022; veja foto

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemJen Majura disse que sair do Evanescence não foi decisão dela e recebe apoio dos fãs

imagemConfira as músicas que o Iron Maiden tocou no primeiro show de 2022

imagemRoger Daltrey revela a música "amaldiçoada" que o The Who não toca mais ao vivo

imagemSystem of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?

imagemAngra: Quantos shows seguidos a voz aguenta sem restrições? Fabio Lione responde

imagemSentado em cadeira de rodas, Paul Di'Anno faz primeiro show em sete anos

imagemDee Snider cutuca bandas com falsas aposentadorias e ingressos caros

imagemOzzy Osbourne diz que está bem aos 73 anos, mas sabe que sua hora vai chegar

imagemO clássico do Helloween que fez Angra mudar nome original de "Running Alone"

imagemVeja Iron Maiden tocando músicas do "Senjutsu" pela primeira vez ao vivo

imagemAndre Matos sempre foi de esquerda e reprovaria governo atual, diz irmão do maestro

imagemDo Ozzy ao Slayer: veja os momentos mais metal do desenho South Park


Stamp

Disconnected: Show comemorativo ao lançamento da revista

Resenha - Festa Disconnected (Garden Hall, Rio de Janeiro, 09/01/2005)

Por Rafael Carnovale
Em 09/01/05

Fotos: Fernando Ogronauta

Eis que finalmente a revista "DISCONNECTED – MADE OF METAL" foi lançada! Mais uma boa publicação para alimentar os fãs de heavy metal, e o melhor, uma revista totalmente carioca, iniciativa já tomada por outras publicações, e digna de aplausos. Para comemorar este novo começo para seus componentes, a equipe da revista organizou um mini-festival contando com as bandas cariocas Heavenfalls, Lost Forever e Allegro, que foi conferido por um público estimado em 400 pessoas. Infelizmente a verdade sobre o cenário carioca é simples e pode ser resumida em duas simples palavras: união e nulidade. União porque os 400 fãs que lá estiveram vibraram a cada minuto de cada show. E nulidade porque aqueles que reclamam da falta de shows deixam de comparecer a um evento interessante, com bandas do estado, e com um preço acessível.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O show serviu também para coroar o retorno do Garden Hall ao circuito dos shows de metal, o que é positivo, pois a casa possui uma boa estrutura, embora seja de pequeno porte. Uma boa opção para shows, principalmente num cenário complexo e inconstante como o que vivemos no Rio.

Mas vamos aos shows. Apesar dos shows estarem marcados para as 19:30, o primeiro show só começou as 20hs. A Heavenfalls entrou em cena apresentando seu novo baterista (André Andrade) e músicas de seu primeiro cd ("Ethereal Dreams"). "And the Heaven Falls", seguida de dois "medleys" ("Damned Queen/Suffering Symphony" e "At the Gates/Castles of Illusion"). Novamente repito aqui o que escrevi sobre a banda quando da abertura que fizeram para o Iron Maiden em janeiro de 2004. A falta de shows faz com que os músicos comecem suas performances de maneira muito tímida, quase insegura. A vocalista Sabrina Carrión (que possui uma boa voz) levou tempo para se acostumar ao palco, e a banda parecia "colada" ao chão. Com o decorrer do show (cerca de 50 minutos), a banda foi se empolgando, e graças principalmente ao bom guitarrista Victor Montalvão, a banda que executou a nova "Masquerade Down" (pesada, reta e oitentista) e o "cover" de "Aces Hight" do Iron Maiden (é uma puta responsa executar um clássico como este) era uma banda mais segura e bem senhora de si. Nada que mais shows não ajudem a corrigir... mas que precisam tocar mais isso é fato. Espero sinceramente que com o lançamento do segundo cd, previsto para sair até o meio do ano, isso possa ser sanado.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Como a bateria era compartilhada por todas as bandas, o intervalo entre os shows era pequeno, e perto das 21:10 o Lost Forever entrava no palco. Repito aqui o que disse sobre o Heavenfalls. A banda é extremamente técnica, o vocalista Hugo Návia possui um vocal potente (embora precise dosá-lo com mais cautela, porque semão chega ao fim do show dando sinais de cansaço), mas novamente impera a insegurança. A banda também foi infeliz ao abrir seus shows com a "suíte" "Aboard Simmetry", de mais de 10 minutos, o que foi um erro. Seria uma idéia bem mais interessante iniciar a apresentação com "Lies Behind the Mirror", que veio em seguida. Foi executado um "cover" do Symphony X e músicas do primeiro cd da banda ("The End of Beginning"). A banda mostrou extremo profissionalismo ao lidar com bastante desenvoltura diante dos diversos problemas técnicos que aconteceram em seu show (só a bateria "pifou" duas vezes, além de problemas com o som, que esteve muito aquém do esperado em todos os shows), e aproveitou o final do show para fazer o Garden Hall tremer com um "Medley" do bom e VELHO Metallica, começando com "Master of Puppets", passando por "Seek and Destroy", "Enter Sandman" "One" e outras. Curiosamente este foi o ponto alto, principalmente pelo fato da banda ter literalmente se soltado no palco. Novamente faltam mais shows, afinal, os caras precisam tocar!

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Dez minutos após o término deste show eis que o Lost Forever volta ao palco para executar de novo o "medley". A explicação foi a seguinte: as apresentações estavam sendo gravadas para um posterior lançamento em DVD, e na hora do "medley" o equipamento falhou. Foi um momento infeliz, mas necessário. Perdeu-se a espontaniedade do número, e infelizmente quem assistir ao DVD verá um "medley" bem menos empolgante. Mas infelizmente isso acontece, e não é culpa nem da banda ou da organização. Digamos que foi um "acidente de trabalho".

Perto das 23 hs o Allegro subiu ao palco executando a nova "No Truth", seguida de "Third Millenium" e "Zoo", além da hard "Stormy Nights". O "line-up" da banda estabilizou-se com a entrada do baixista Cláudio Alves (ex-Dust From Misery) e particularmente considero esta a melhor formação do Allegro. Tirando os ridículos óculos "BONO VOX" usados pelo guitarrista Lula Washington (que cada vez mais se torna um monstrinho técnico em seu instrumento), a banda está tinindo. Aproveitaram para executar um belo "piano e voz" em "Someone Else?", do Queensryche, que praticamente ninguém conhecia (MALDITA GERAÇÃO TODDYNHO!!!), além de novas como "Humans" e "Human Zoo" mescladas a "Enigma" e "Self Destruction".

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O grande senão do show fica pela inconstância. O novo direcionamento das músicas, mais progressivo e com "riffs" bem mais sujos contrasta fortemente com a pegada mais melódica de seu primeiro cd, gerando altos e baixos. O Allegro precisa urgentemente gravar seu segundo cd, e partir para um novo show, afinal este atual (que considero de transição) já dá sinais de desgaste. A banda também sofreu com problemas técnicos ("APAGÕES", segundo o tecladista Bruno Sá, um que estava em noite inspirada), mas a técnica dos rapazes, aliada a voz potente e ao belo desempenho como "frontman" de Ilton Nogueira ajduaram a abrandar qualquer problema.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Após uma hora de show, o Allegro se retira do palco, mas não por muito tempo. Bruno volta com um teclado a lá Polegar e aproveita para se divertir com a galera, levando o clássico "The Number of the Beast". Nesta hora os músicos de todas as bandas retornam para um "gran finalle", executando "Long Live Rock and Roll" (do Rainbow). Os vocais de Ronnie James Dio foram competentemente divididos por Hugo, Ilton e Sabrina, e foi um momento mágico. Um encerramento digno de uma grande festa.

Bom... a revista está lançada. Ao pessoal da Disconnected ficam meus sinceros parabéns pela boa organização do evento e o desejo que este abra portas para mais shows de bandas cariocas, já que o cenário já se mostrou poderoso e mítico. "LONG LIVE ROCK AND ROLL!!!!".

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp


Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

Mais matérias de Rafael Carnovale.