Motorhead: Como sair numa sexta feira à noite para comer Pizza
Resenha - Motorhead (Via Funchal, São Paulo, 14/05/2004)
Por Bento Araújo
Postado em 14 de maio de 2004
A experiência de se assistir a um show do Motorhead em São Paulo pode ser comparada a uma das mais tradicionais "manias paulistanas". É como sair numa sexta feira à noite para comer Pizza (alguém ainda duvida que a nossa é a melhor do mundo?). Já virou tradição aqui na cidade, sair de casa para assistir a banda explodir o palco, como confirmou o excelente publico que compareceu ao Via Funchal nessa fria noite de sexta-feira.
Já vi quatro apresentações da banda e depois de mais esse show, ficou fácil afirmar que Lemmy e seus capangas deram o melhor show do Motorhead por aqui exatamente agora, em 2004. Desde a primeira vez (em 1989) os problemas com o som atrapalhavam e muito o espetáculo. Não que desta vez o som estivesse perfeito, mas ele estava mais "pesado" do que "embolado", e isso refletiu na apresentação dos caras!
Pisando pela quinta vez num palco paulista, Lemmy entrou com suas tradicionais botas brancas e falou aquele "Good Evening" como só ele sabe! Começaram com a faixa "We Are Motorhead" do álbum de mesmo nome para depois já emendarem com um clássico – "No Class".
A molecada vibrava bastante e o repertório mesclava material mais recente como "Sacrifice", a versão de "God Save The Queen" dos Pistols e "Civil War", com material já de meia idade como o bluesão "You Better Run", "Ramones" e "Going To Brazil" e também com clássicos maravilhosos das antigas como "Damage Case", "Killed By Death", "Shoot You In The Back" e "Iron Fist".
Surpresa mesmo foi Mr. Lemmy anunciar: "This is for the older people in
the audience" e mandar "Over The Top", um lado B fodão datado de 1979, que saiu de lambuja no compacto "Bomber". Maravilhoso!
O som rude e cru do grupo continua cativando fãs de todas as faixas etárias. Quando Lemmy dá seu primeiro acorde no seu Rickembacker, nada mais importa, e a atitude e força do som pesado britânico daquele final dos anos 70 vem à tona novamente.
Isso ficou provado ainda mais no bis, quando a banda voltou e tocou "Bomber", "Ace Of Spades" e "Overkill", com o ouvido da galera pedindo trégua!
Eles estão lançando mais um disco de estúdio chamado "Inferno" e tomara que voltem sempre para comer uma boa Pizza com a gente!
Bento Araújo (poeira Zine)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura fará show sem "Roots", "Arise" e "Ratamahatta" no Rock in Rio
A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Iron Maiden anuncia box-set com os 9 primeiros discos em LPs coloridos
Roger revela as duplas sertanejas que recusaram gravar com o Ultraje a Rigor
O álbum do Angra que Edu Falaschi menos ouve, segundo o próprio
Scorpions suspende atividades de 2026 devido a "circunstâncias imprevistas"
A música de 1965 que fundou o som do rock clássico, segundo Jimmy Page
Astros do metal unem forças em álbum tributo ao Fleetwood Mac
Assista trailer de "No One's Disciple", documentário sobre vida e obra de Neil Peart (Rush)
A banda de metal com quem Ian Anderson toparia tocar sem cobrar um centavo
O álbum de heavy metal que se tornou um dos discos mais vendidos de todos os tempos
Kirk Hammett relembra seu "horripilante" primeiro dia como guitarrista do Metallica
Tony Iommi (Black Sabbath) revela status atual de seu linfoma
O dia que Marilyn Manson contou para Regis Tadeu a verdade sobre "Anos Incríveis"
Geddy Lee e Alex Lifeson revelam a música que o Rush mais sofreu para tocar na turnê de reunião

O amigo que Ozzy Osbourne sentia falta de ter por perto e chamava de cara definitivo do metal
5 clássicos do metal que escondem letras bem menos assustadoras do que o som
10 rockstars que fizeram mais sucesso depois de serem demitidos da banda, segundo a Loudwire
De Pretenders até Judas Priest, os 20 melhores discos de 1980, segundo a Louder
A banda que Lemmy viu ainda nova e percebeu que seriam como os Beatles e Stones
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente


