Malevolent Creation: Uma das bandas mais respeitadas do death mundial
Resenha - Malevolent Creation (Cazuza's, Belém, 18/09/2003)
Por Paulo André Silva (Norte Ao Rock)
Postado em 18 de setembro de 2003
Fotos por Alexandre Nogueira
Originalmente publicado no site Norte ao Rock
No dia 18 de setembro, uma das bandas mais respeitadas do death metal mundial, a Malevolent Creation, esteve em Belém trazendo o show Will To Kill, dando seqüência à turnê que vem realizando desde o dia 13 de setembro em terras tupiniquins. Como bandas de abertura do evento, foram escaladas as locais Disgrace and Terror, Eternal Darkness 666, Retaliatory e Mitra, sendo que, apenas a duas primeiras puderam mostrar seu som, devido ao imenso atraso que mais uma vez irritou os bangers paraenses ansiosos pelo show que, fora este aborrecimento inicial, teve uma boa produção (Ação Produções e Jorge Amador), com um som de primeira, ótima iluminação de palco e local bem estruturado.
Já passava da meia noite quando subiu no palco a banda de Thrash/Death Metal Disgrace and Terror, que veio com um set bem curtinho, apenas para marcar presença e aquecer a galera que já estava louca por um show. Destaque para a visceral "Terrorism", com certeza, danificando o pescoço de muitos bangers. Em seguida, foi a vez do black metal da Eternal Darkness 666, banda que já esta despertando o interesse de muita gente no cenário nacional, devido a sua performance na quinta edição do FORCAOS, de Fortaleza, considerado um dos maiores eventos de música underground do Brasil. No setlist, sinistros petardos do debut, como a própria música que o intitula: "Magnificent Spiritual Philosophy Of Darkness". A banda, recentemente, foi matéria da Revista Rock Brigade (mês julho), onde o vocalista Master Nocturnal cede entrevista. Vale Conferir!
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Enfim, sobe ao palco a banda de Phil Fasciana e companhia, ícone vivo do death metal mundial com mais de 15 anos de existência. O Malevolent Creation veio bem renovado, sendo que a principal mudança foi no vocal. Saiu Brett Hoffman para a entrada de Kyle Symons, este com uma voz inigualavelmente agressiva e poderosa, adepto de um visual não tão clássico no metal. Já Phil Fasciana provou ser realmente aquilo que todos diziam: um monstro na guitarra! O cara possui uma técnica bem apurada com solos limpos e muita criatividade.
Basicamente o setlist do show incorporou as músicas do último cd da banda, o The Will To Kill, como "Divide and Conquer", "Rebirth of Terror" e "Superior Firepower". Mandaram, também, músicas do clássico álbum Eternal, considerado por muitos o melhor trabalho do Malevolent, como "Blood Brothers" e "Infernal Desire". No final do show, os pedidos foram atendidos e a apresentação não poderia ter sido finalizada de maneira menos brutal. A banda trouxe o inferno a Belém mandando a arrasadora "The Will To Kill".
Show memorável, numa noite onde muitos queriam pular do palco, e muitos não queriam deixar que isso acontecesse. Muito se falou sobre o stage-dive (ou mosh). Ritual ou Exibicionismo? Não quero entrar nessa questão, mas, na minha opinião, se subiu, tem que pular logo, e não passar meia hora lá em cima atrapalhando o trabalho da banda e, muito menos, as pessoas que estavam lá para ver só a banda. E que banda!
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