The Calling: Alex Band e sua banda devem mesmo amar o Brasil
Resenha - The Calling (Via Funchal, São Paulo, 22/08/2003)
Por Whiplash!
Postado em 22 de agosto de 2003
O carismático Alex Band e sua banda devem mesmo amar o Brasil. Semanas antes do show, todos os lugares nos camarotes estavam esgotados para as duas noites de apresentação em São Paulo, Quinta (21) e Sexta (22). Tanto que na Quarta os caras fizeram um show extra devido à explosão das vendas!
Vamos começar falando do público. Eu esperava um púbico de 93% a 95% de meninas. Mas me surpreendi: Eram, sem brincadeira, uns 97% de meninas. Realmente um paraíso para os cuecas de plantão. Como eu cheguei no Via Funchal quase 20h00 devido ao intenso trânsito, tive que passar por TODA a fila até o fim, por isso pude constatar o imenso número de garotas presentes. Chato né? Haviam meninas de TODOS os estilos e de TODAS as idades. Logo as portas se abriram e estávamos dentro do Via Funchal.
Houve um atraso de meia-hora, o que deixou o público ainda mais angustiado. Mas quando as luzes se apagaram, começou a histeria. As meninas gritavam com toda sua força ao mesmo tempo em que as cortinas se abriam e a banda apareceu.
Alex estava de costas para o público, segurando uma guitarra. Nesse momento em que as meninas choravam, arrancavam os cabelos e gritavam muito eu quase tive aquela sensação de "O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?" Mas logo eu lembrei: Os caras abriram com FOR YOU, aquela do filme DEMOLIDOR. Foi demais, a galera cantou junto, pulou, realmente "fez" o show com a banda.
Antes que o público se recuperasse, NOTHING'S CHANGED detonou e o refrão foi cantado por todos com muita empolgação e emoção.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
UNSTOPPABLE também ficou muito boa. Assim como FINAL ANSWER. Realmente a galera decorou as letras, palavra por palavra dos sons do The Calling.
Então veio um momento emocionante do show. COULD IT BE ANY HARDER, é, aquela mesma do clip com as fotos e filmagens antigas de uma menina ruivinha lembra? Foi demais, a voz da galera cantando chegava a cobrir a voz de Alex. As meninas choravam, cantavam mas FELIZMENTE elas NÃO gritaram tanto durante as músicas.
WHEN IT ALL FALLS DOWN veio em seguida. Essa música é de ANTES deles serem o The Calling. Eles a tocavam quando nem tinham esse nome ainda. É muito boa e é uma pena que não faz parte do CD Camino Palmero.
O primeiro Cover da noite foi talvez a maior surpresa: ALIVE do Pearl Jam, que quando começou provocou muitos insultos da minha parte como "QUE DROGA! QUE LIXO! THE CALLING TOCANDO ALIVE?" Mas me surpreendi porque realmente a versão foi muito boa. E todos, TODOS no VIa Funchal pularam e cantaram a música! Surpreendente...
Emendaram o finalzinho de Alive com a agitada THANK YOU. Então Alex pegou o violão e tocou a música favorita dele (e de muitos lá, como eu por exemplo): STIGMATIZED. Quando a banda entrou e a música ficou mais intensa, a galera foi ao delírio.
Hora de novidade: ONE BY ONE, estará no novo CD que será lançado em Outubro. A música é legal mas aparentemente não tem o mesmo impacto que os primeiros singles do The Calling tiveram.
O meu medo era de que o show acabasse agora. Por 70 reais você espera um espetáculo de uma duração razoável, além disso, haviam ainda 5 músicas do CD que eles ainda não haviam tocado. Meu medo intensificou-se quando eles tocaram ADRIENNE. Apesar de ter sido um dos melhores momentos do show, assim que a música acabou eles saíram do palco.
Foi aí que eu comecei a xingar. Cadê THINGS DON'T ALWAYS TURN OUT THAT WAY (a mais cobrada da galera), WE'RE FORGIVEN e JUST THAT GOOD? Infelizmente, no bis só houve um cover do U2 (WITH OR WITHOUT YOU) e o megahit WHEREVER YOU WILL GO.
Como não tinha jeito de mudar o repertório dos caras, vamos aproveitar né. A do U2 ficou bem legal, Alex cantou bem e a banda não decepcionou. Mas WHEREVER foi demais. Milhares de pessoas no VIA FUNCHAL cantando em uníssono, letra por letra da música, foi realmente emocionante. Mas quando a música acabou, talvez foi a maior falta de respeito do show. Alex soltou um "thank you" rapidinho e a banda SUMIU! Saiu correndo! Ué! Não foi o The Calling que, no ano passado, naquele show fechado pra 89 fez aquela versão de WHEREVER YOU WILL GO que durou uns 6 minutos devido aos vários agradecimentos e tal? Será que os caras estão "se achando" e não precisam mais agradecer a galera que por três noites LOTOU o Via Funchal?
E foi assim...isso mesmo ACABOU. Esse foi meu segundo e maior acesso de ira no show. Tipo "eu paguei SETENTA reais e....acabou?"
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
PRÓS
A banda tocou bem, os novos integrantes cumpriram bem o papel de substitutos dos que saíram da banda.
As músicas foram muito bem executadas e a galera ajudou muito cantando e pulando.
Pontos altos do show: FOR YOU, UNSTOPPABLE, COULD IT BE ANY HARDER e STIGMATIZED.
CONTRAS
É uma falta de respeito saberem que têm um repertório curto e ainda tirarem TRÊS músicas do CD. Absurdo!
Antes do show o Via Funchal podia caprichar mais nas músicas e clipes, que foram muito repetitivos.
Atraso de meia-hora pra quem já estava lá há milênios é cruel!
Alex falou muito pouco com a galera, principalmente na questão agradecimentos. O fim do show foi ridículo.
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