Resenha - Krisiun (Complexo São Braz, Belém, 11/05/2003)
Por Paulo André Cavalcante
Postado em 11 de maio de 2003
Originalmente publicado no site Norte ao Rock
Fotos: Alexandre Nogueira
A banda gaúcha de death metal Krisiun esteve em Belém no último domingo, dia 11, finalizando a turnê mundial "Ageless Venomous World Tour" e promovendo o pré-lançamento da "Works of Carnage Tour 2003". O show foi produzido pela Leprosys Produções e Eventos, incentivadora número um do metal local, e contou com um público de aproximadamente 500 pessoas. Os portões do Complexo Cultural de São Braz foram abertos por volta das 19hs já com a primeira banda, Disgrace and Terror, no palco. O evento ainda teve a participação das bandas Morticinum e Retaliatory.
Os Shows...
Disgrace and Terror
Banda com um pouco mais de 2 anos de existência, mas que vem evoluindo de forma impressionante no cenário local. No seu set, algumas músicas da primeira demo lançada ano passado, além de várias novidades. Destaque absoluto para a performance em "Human Remain", que já virou clássico da banda. Tocaram pela primeira vez um show inteiro com o segundo guitarrista (Douglas – Ex-Rytual de SC), onde se pôde constatar que o som da banda ganhou mais personalidade e agressividade. Acertaram em cheio na escolha.
Morticinum
O público esperava ansioso para o que seria mais uma apresentação densa e marcante de um dos principais ícones do death paraense. Entretanto, devido a um problemas ocorrido na bateria, o público teve que se contentar com apenas 3 músicas da banda. Apresentaram um novo petardo chamado "To Kill The Order" e mandaram duas músicas da demo "Essence of Disgrace", que fez a banda ganhar projeção nacional através de boas críticas nas revistas Rock Brigade e Roadie Crew, sendo convidada para participar este ano do V FORCAOS, junto com a também paraense ETERNAL DARKNESS 666.
Retaliatory
Acredite, em Belém, o show do RETALIATORY é tão aguardado pelo público quanto o de qualquer banda grande e conhecida. Isso deve-se, com certeza, ao carisma da banda e a preservação das suas raízes fincadas no thrash brutal paraense dos anos 80, raízes estas também notadas em bandas como o Zênite, que hoje é sucesso total nos festivais que participa em São Paulo. No set, a banda veio com novidades: "Rest of Death" e "Deadly Routine" foram apresentadas ao público paraense que "bangueou" do inicio ao fim do show. Não faltaram os velhos clássicos da banda que já fazem parte da história do metal local como, "Retaliatory Attack" e "Obskure Side", esta com os solos de um segundo guitarrista (Marcelo) que está fazendo teste com a banda.
Krisiun
Pela primeira vez em Belém, O KRISIUN mostrou logo de cara ao que veio. Antes do início, Max fez um solo na passagem de som da bateria, deixando o público inquieto. Em seguida sobem ao palco Moysés e Alex, abrindo o show com a pancada "Kings of Killing", dando início ao que seria uma das mais brutais apresentações de death metal que Belém já presenciara. Na seqüência, "Cursed Scrolls", "Hatred Inherit" e "Dawn of Flagellation". Entre uma música e outra, a banda ia mostrando sua admiração pela cena metal paraense, inclusive citando a lendária banda Stress que, para que não sabe, foi a primeira banda de heavy metal da América do Sul a gravar um álbum (Flor Atômica). Um pouco depois, vem o esperado solo de bateria de Max Kolesne, deixando todos os presentes boquiabertos com sua técnica e velocidade com o pedal duplo. "Olha aí nossa bateria eletrônica", disse Alex como resposta àqueles que acusam a KRISIUN de usar bateria eletrônica em seus álbuns. Em seguida mandaram dois sons que farão parte do novo cd "Works of Carnage", um deles com o título de "Thorns of Heaven", e a outra ainda sem título, ambas, com aceitação imediata por parte do público. Outros destaques ficaram por conta de "Black Force Domain", "Vengeance’s Revelation", "Conquerors of Armageddon" e uma versão para o clássico "In League With Satan" do VENOM com Alex anunciando: "Essa é dos verdadeiros deuses do metal".
O show não foi muito longo, durando um pouco mais de uma hora, estavam com o tempo esgotado, além de cansados, pois ainda não haviam dormido desde o show em São Luis horas antes. Finalizaram com "Creation’s Scourge", com Alex no final se jogando sobre o público. Os irmãos já haviam afirmado que tocam em pequenos shows com a mesma energia com que tocam em grandes festivais mundo afora. Neste show, o público de Belém pôde ter certeza disso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Assista ao trailer oficial de "Ozzy & Black Sabbath: Back to the Beginning"
Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
O baterista que conseguiu a façanha de ser tratado como deus por John Bonham e Neil Peart
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Digão contesta versão de Tico Santa Cruz sobre a retomada dos Raimundos
Evanescence anuncia edição expandida do álbum "The Open Door"
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Crypta disponibiliza novo single, "A Portrait of Decay"
O "acordo de cavalheiros" que selou a entrada de Vivian Campbell na banda de Dio
A música dos Beatles que Dave Grohl considera mais pesada que Black Sabbath e Motörhead
O dia que Caetano Veloso gravou sozinho para que músicos vissem show histórico de rock
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
O único artista que regravou Cazuza melhor que o próprio, segundo mãe do rockstar
Ian Anderson (Jethro Tull) volta a citar brasileiros como público desrespeitoso em shows

Como era o mundo do metal quando ocorreram os atentados de 11 de setembro, há 25 anos
Sepultura anuncia primeiros convidados do show de despedida
Soilwork relembra turnê com Krisiun e diz que músicos brasileiros foram "super legais"
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



