Resenha - Clash City Rockers (Loud, Rio de Janeiro, 11/11/2000)

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Por Marcelo Valença
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Clash City Rockers - Tributo ao The Clash - Plebe Rude e convidados

Foi uma celebração à música, uma autêntica homenagem aos ingleses do The Clash. Desde a escolha do set list, com clássicos da banda e músicas conhecidas, até a postura em palco de Philippe Seabra (guitarras e vocal), Gutje (bateria e vocal) e Olmar Jr. (baixo). O primeiro, inclusive, era o próprio Joe Strummer, com sua Les Paul preta e sua voz característica. Foi emocionante.

A qualidade do som, porém, deixou a desejar. O drum'n'bass que tocava no andar superior vazava no ambiente, prejudicando a música; o amplificador quebrou, alguns convidados decepcionaram. Mas o trio no palco não. Entrosados, empolgados e contando com a ajuda do público na platéia (pois o das galerias do Cine Íris pareciam mumificados), o Clash City Rockers tocou durante mais de uma hora, fazendo a alegria dos presentes.

Abrindo a noite com Complete Control e mandando petardos como London's Burning e I Fought The Law, o trio mostrou para quê estava lá. Gutje, implacável nas baquetas; Olmar Jr. era a sobriedade em pessoa no baixo; Philippe Seabra estourava nos vocais e guitarras, se dando ao luxo de apresentar a banda, os convidados e falar com a galera em inglês. O único porém da apresentação dos três era a perda do peso da música quando o guitarrista fazia os solos das músicas, fato superado com a entrada de Nelson Cerqueira (Kongo, ex-Big Trep) em algumas faixas no meio do show.

O primeiro convidado a subir no palco foi Bia Grabois, para tocar Spanish Bombs. Momento fraco, quando o som dos teclados se sobrepunha ao da voz, matando a música. A seguir subiram Bruno Gouveia (Biquini Cavadão) para cantar Should I Stay or Should I Go, e Nelson Cerqueira, que tocou diversas músicas, entre elas Revolution Rock. Logo após subiram membros da banda Zero, para cantar Brand New Cadillac. E o show foi seguindo, até que, depois de uma má sucedida versão de Rock The Casbah, a banda se despediu dos presentes. No bis, a presença de Nervoso, baterista do Matanza e do Acabou La Tequila, tocando guitarra numa canção em homenagem à Iuka, do Rappa, baleado na véspera. Mais uma despedida do Clash City Rockers, que volta, novamente, tocando Train In Vain. Depois de convocar todos os convidados, a banda começa a tocar o sucesso da Plebe, Até Quando Esperar. Ponto altíssimo da noite. O cinema todo cantando o refrão da música, pogando e pulando ao ritmo da banda brasiliense e com todos os convidados no palco, numa apresentação lindíssima. Foi realmente uma celebração à música.




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Sobre Marcelo Valença

Estudante de Direito na PUC-Rio. Ouve Ska, Surf Music, HC, Guitar e Punk Rock, tocava baixo no Milhouse. Não dispensa um bom bate boca. Está preparando o lançamento de sua nova banda, Peter Gunn & The Neighbor's Rockin' Band. Bandas favoritas: Weezer, Ramones, Queers, Ira!, MxPx, Pixies, Brian Setzer Orchestra, NUFAN, Bouncing Souls, Specials, Madness, Hillvalleys, Autoramas, Randal Grave, Dumbs e Stukas Lazy.

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