Stratovarius: Público compareceu em massa para o show de São Paulo
Resenha - Stratovarius (Via Funchal, São Paulo, 19/10/2000)
Por Fernando DeSantis
Postado em 19 de outubro de 2000
Em uma noite não muito quente em São Paulo, o público compareceu em massa para assistir ao show da banda finlandesa, Stratovarius. Show que estava previsto para ser realizado no dia 19 de agosto, porém, em virtude de uma queimadura que o vocalista da banda, Timo Kotipelto, sofrera na mão, durante a apresentação da banda em "Wacken", o show teve que ser adiado para dois meses depois. Mas isso tudo só serviu para animar os fãs da banda, que vieram de diversas cidades, para conferir a apresentação.
Com um atraso de meia hora, as luzes do Via Funchal se apagaram. O público ouviu a música de introdução com muita atenção, misturado à angústia, pois a banda demorou a subir ao palco. No final da introdução, o primeiro a aparecer foi o baterista Jörg Michael, que arrancou aplausos do público. Depois disso, a introdução de "Hunting High and Low" foi tocada, levando todos ao delírio. Timo Kotipelto, já recuperado do incidente de Wacken, entrou no palco correndo e começou a cantar junto ao público. Após o segundo refrão da música o microfone de Kotipelto parou de funcionar, o que o obrigou a trocar de microfone, porém, o segundo microfone também não funcionava. No final da música arrumaram um microfone que funcionava. Kotipelto conversou com público após a primeira música, explicando o problema da queimadura na mão e logo em seguida perguntou ao público se estavam interessados em músicas "rápidas". Com a resposta afirmativa do público, a banda tocou "Millennium", que mais uma vez fez o público levantar.
Começando com um solo de baixo de Jari Kainulainen, um dos maiores hits da banda, "Kiss Of Judas" manteve a empolgação do público. Em "Mother Gaia", enquanto a banda tocava, nos telões apareciam imagens de animais aprisionados, sendo cobaias para pesquisas e ao mesmo tempo apareciam imagens de animais livres, sem a interferência do homem. Ao final de "Mother Gaia", a banda emendou a música "Phoenix" que deu uma injeção de ânimo no público. Porém, as músicas que realmente levantaram o público foram "A Million Light Years Away", "Agains The Wind" e "Speed Of Light". Em "Speed Of Light", no momento em que Timo Tolkki deveria fazer o solo no meio da música, a banda parou de tocar. Kotipelto perguntou ao público se a banda deveria continuar tocando. Após mais uma vez receber a resposta afirmativa do público, a banda voltou a tocar de onde eles haviam parado. A música "Infinity" veio na seqüência e mais uma vez, imagens fortes apareciam nos telões. Muitas pessoas ficavam viradas para os telões assistindo as cenas de pessoas vivendo em situações precárias devido à fome, superpopulação e guerras. Com essas imagens, muitas pessoas conseguiram captar a mensagem da música. Com a primeira parte do show quase no fim, a banda tocou um dos maiores clássicos: "Father Time". O peso desta música, a velocidade e o refrão totalmente melódico, provaram que o Stratovarius é sem dúvida nenhuma o maior representante do Heavy Metal melódico atualmente.
Terminada "Father Time", a banda saiu do palco. Atendendo ao público que os chamavam, voltaram e abriram a segunda parte do show com "SOS", do disco Destiny. Com o público na mão, Kotipelto anunciou a balada "Forever", que arrancou aplausos de todos que estavam presente no Via Funchal. A última música do primeiro "bis", foi "Paradise", talvez o melhor momento do show. O público fiel, cantava verso a verso, deixando a própria banda emocionada. Terminada a música, mais uma vez o Stratovarius retirou-se do palco e mais uma vez o público gritou o nome da banda. Depois de uma longa espera, a banda retornou ao palco, para fechar o show de forma fantástica, tocando "Black Diamond".
Com um grande carisma e competência, o Stratovarius conseguiu cativar o público de São Paulo. Uma noite memorável para os fãs do Stratovarius que estiveram no Via Funchal e memorável para a banda, que teve a felicidade de tocar para um público fantástico.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
O vocalista que veio para o segundo Monsters of Rock e quase foi preso no Chile
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A controversa opinião de Andre Matos sobre a cantora Marisa Monte
O hit da Legião Urbana influenciado por Bruce Springsteen que gravadora não curtiu estrutura
As duas ocasiões que destinos de Humberto Gessinger e Dinho dos Mamonas se cruzaram


Guitarrista do Stratovarius defende que o power metal precisa se reinventar
5 discos lançados em 1997 que todo fã de heavy metal deveria ouvir ao menos uma vez na vida
Timo Tolkki diz que é estranho ouvir Stratovarius tocando suas músicas
Timo Tolkki, ex-Stratovarius, afirma que criar músicas novas não faz mais sentido
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



