The Who: Review do show no Madison Square Garden, New York

Resenha - The Who (Madison Square Garden - New York, 04/10/2000)

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Por Márcio Ribeiro
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Enquanto sento aqui nas escadas de frente ao famoso Madison Square Garden, vejo a cidade seguindo sua rotina sem o menor sinal de estar ciente de quem vai tocar dentre poucas horas. Não consigo deixar de fazer a comparação com nosso querido Brasil. Imagina o Who tocando no Brasil. Acha que o dia seria rotineiro? Claro que não! Haveriam tantos anúncios na televisão, nos jornais e música tocando nas rádios, que até pessoas que nem ligam para rock, saberiam que a banda iria tocar em tal lugar e que o transito naquela parte da cidade deverá ficar pesado.

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Aqui, apesar do anúncio em letras garrafais, de fronte a entrada da Arena, parece que não há ninguém interessado. Digo isso com a convicção de que a casa vai estar lotado, mas é impressionante que não passa nada na televisão a respeito. Aliás, a única vez que vi algum comercial anunciando um show por aqui, foi no verão (Julho) e era Britney Spears. Aparentemente ela precisa de todo o impulso que ela puder conseguir. De uma forma ou de outra, as pessoas que realmente interessam em saber do show, de uma forma ou de outra, acabam sabendo. Estarão aqui logo mais assim como tiveram ontem e provavelmente estarão sexta e sábado, as últimas duas noites aqui na cidade de Nova York, onde encerram a excursão americana.

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Aguardando dar a hora para abrir "os portões," observo o pessoal trabalhando, preparando as vendas, cheios de mercadorias como camisetas, posters, decalques, pins, quadros e booklets. Alguns CD's do John Entwistle também estavam disponíveis. Trilha sonora de um seriado de TV chamado "Van-Pires" que anuncia em letras garrafais, incluir uma faixa com Keith Moon na bateria.

Ao lado direito, junto a escadaria, antes dos stand de vendas, existe uma porta de vidro que é a entrada para "The Club," clube exclusivo dentro do Madison Square Garden, onde uma escada rolante leva você para o local, onde vai estar sendo realizado uma festa, antes durante e principalmente depois do show. Uma placa com as cores da bandeira Britânica anuncia ali ser o local para a Festa VIP Who 2000. Um gigantesco display feito de compensado, desenha a figura de Pete Townshed, um em cada lado, pronto para estraçalhar sua guitarra no chão. As duas figuras, acabam formando um arco, através da qual os convidados passam para se chegar até a escada rolante. Lá em cima, um buffet e um ar condicionado tão forte que gela qualquer comida rapidamente. Champagne e vinhos estão sendo servidos e uma vista fantástica do auditório lá embaixo pode ser admirada. Todo o andar é geralmente utilizado por equipes de televisão para programas esportivos. Tanto os times de basquete e hóquei de gelo da cidade, utilizam o Madison Square Garden como seu estádio. Lutas de boxe e partidas de tennis, são outros esportes praticados regularmente aqui. Assim, toda uma "parede" é feito de vidro inquebrável, oferecendo esta vista única.

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Caminhando entre as pessoas, acabo encontrando o local onde vejo, sentados em um sofá vermelho, da esquerda para direita, Pete Townshed, Roger Daltrey e John Entwistle. Uma curiosidade a respeito deles fora do palco, é que, eles falam muito baixo, por vezes quase sussurram partes de seus diálogos. Enquanto Entwistle, de braços cruzados, não falou absolutamente nada, Daltrey era quem mais tinha o que dizer com Pete complementado idéias aqui e ali, ou mexendo com Daltrey em relação há alguns comentários.

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Daltrey: :"Pete Townshed já escreveu alguns dos melhores...(pausa), na minha opinião, certamente melhores canções da cultura pop Britânica. Eu não tenho dúvidas quanto a isto. E de ter a possibilidade de canta-las, e redescobri-las. (pausa) Eu nunca fico entediado."

Daltrey:: "Eu tento interpretar o que Pete escreve e canta-lo da forma que eu entendo possa igualar ao seu estado de espirito quando escreveu. Por exemplo 'Who Are You.' Você lê aquela letra e você percebe que foi escrito por um homem zangado. Então eu canto, interpretando a música neste estado de espirito; de um homem zangado."

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Lembrando os momentos não tão felizes, Daltrey analisa...

Daltrey:"Nós vivemos tantas coisas juntos, vivendo um do bolso do outro. Você sabe, dividindo o ônibus, o hotel, ..."

Townshed: (virando a cabeça de lado e levantando as mãos cobrindo o rosto) "Não chega, chega, não agüento mais..." (mais risadas geral)

Daltrey: Foram tantos anos assim e enfrentando muita merda, que de alguma forma, sempre consegue entrar no meio das engrenagens, que não é de se espantar que a gente "caiu do ônibus" (que nos desentendemos).

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Daltrey: "E essa é uma das coisas boas sobre esta excursão. Tivemos novamente a oportunidade de nos descobrirmos, um ao outro."

Townshed: "Eu aprendi o que é ficar três horas lá em pé entretendo o público, com todas as atenções em cima de mim. Não é fácil. É maravilhoso estar no palco com Roger Daltrey, porque para mim, como músico, isto significa que eu posso ser apenas o guitarrista. É que ele faz isto tão bem. Ele se dispõe a fixar as atenções do público nele, assumindo esta responsabilidade, e assim, eu como guitarrista, posso relaxar e apenas tocar. Eu não preciso me preocupar com esta responsabilidade, e acaba sendo muito mais prazeroso para mim.

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Mudando o foco da conversa de volta para as músicas, é Daltrey novamente quem fala:


Daltrey: "As canções mudaram desde aquela época, elas evoluíram. Mas a raiz continua a mesma. Continua sendo aquela energia. Isto não mudou. Está tão forte hoje quanto naquela época."

Daltrey: "Não é fácil cantar canções que você gravou quando você era tão novo. Atingindo certas notas...(pausa) Eu era capaz de atingir notas tão agudas. (pausa longa) Ainda acerto a maioria e aquelas que não consigo, eu embromo." (risadas)

Townshed: "O som que criamos sempre foi extremamente pesado e energético. Tanto que acabamos por ajudar Jim Marshall a desenvolver seus amplificadores, criando o equipamento básico para o Heavy Metal. Só que na nossa época chamávamos isto de "Maximum R&B" e quando usávamos o equipamento, fazíamos de uma forma diferente que aquelas bandas."

Townshed: "O que eu aprendi disto tudo é que você tem que cuidar do seus ouvidos. Todo músico tem... aliás, todas as pessoas, mas no meu caso, com minha surdez, aprendi a me expressar sem ter que usar tanta força brutal."

Hora de seguirmos, e ao entrar na arena propriamente dita, podemos ver a casa enchendo rapidamente. Está rolando uns rocks na caixa enquanto as 400 à 500 pessoas já presentes estão como eu, buscando uma cerveja e seus assentos. Engraçado que, ao admirar o palco e a disposição geral dos assentos na plataforma principal, diretamente de fronte ao palco (cadeiras custando até $250,) sou levado a lembrar de cenas do filme "The Song Remains The Same"(Rock É Rock Mesmo), que registra a apresentação do Led Zepplin em 1973 aqui. Um sorriso disfarçadamente se faz presente no meu rosto e de repente, nas caixas de som, começa a rolar "Whole Lotta Lovin.'" Curiosamente, o público urra. É; Led Zepplin deixou mesmo uma marca inesquecível, principalmente dentro desta casa.

Finalmente as luzes se apagam e sobem ao palco a primeira banda da noite, The UnAmericans. Vestidos todos de preto, se apresentam como uma banda inglesa e entram logo no seu set. O som da banda lembra muita coisa de Crazy Horse, mas com um jeito de som inglês que eu particularmente prefiro. Duas guitarras, baixo e bateria, simples e direto. Qual foi minha surpresa, quando a penúltima música não foi "Old Man," clássica de Neil Young com o Crazy Horse. Se de inicio, o público foi um pouco impaciente, querendo ver os estrelas da noite e deixando isto óbvio, na altura da terceira música, todos que estavam assistindo já estavam prestando atenção. A banda é compacta, pesada e no geral agradável. O cantor Steve McEwan, tem uma voz que de certa forma hipnotiza suas atenções de uma forma similar a que Michael Stripe do REM consegue fazer. Mais há de se destacar Matthew Crozer, o guitarrista da banda. É ele que faz o som decolar e foi ele que calou a boca dos chatos de plantão. Ao final do set, agradecem a oportunidade de tocar no Madison Square Garden e saem felizes por ter conquistando mais um espaçozinho na gigantesca América. Depois do show procurei falar com eles e apesar do tumulto, o vocalista, Steve McEwan, me confirmou que a banda já está em atividade há três anos e que voltará para Londres no domingo próximo, dia seguinte, ao final da excursão.


Volto pra o meu lugar (as cadeiras são numeradas e não tem essa de ter que guardar o seu lugar. Você pagou por ele portanto ele é seu, sem estress) com outra cervejinha na mão enquanto sobe agora o sexteto chamado Wildflower. Originalmente seria Jimmy Page & The Black Crows quem abriria o show, porém, embora no MSG não havia outra explicação se não a de "por problemas de saúde," você que acompanha as noticias aqui no Whiplash! sabe que Jimmy Page teve problemas sérios nas costas e por isso, todos os shows do restante da excursão americana foram cancelados. The Wildflower se apresenta para um público já bem mais presente e interessados embora o show foi, ao meu ver, bem mais monótono. A banda talvez se daria melhor em uma casa menor. Fecham seu set com "Heroes" de David Bowie que pertence a trilha sonora do filme Godzilla. Ao deixar o palco e as luzes voltarem a se ascender, pode-se perceber que o Madison Square Garden está praticamente lotado, como se poderia esperar.

Os roadies aprontam o palco e logo o que se destaca é a bateria vermelha de Zak Starkey. Dois bumbos (no melhor estilo Keith Moon), três ton tons, surdo, caixa e quatro pratos, fora alguns apetrechos para percussões. Caso ainda não saiba, Zak Strakey é filho de Ringo Starr, baterista dos Beatles e famoso amigo de copo de Keith Moon durante a décda de setenta. Andaram muito juntos e existem diversas fotos registrando Keith Moon e um ainda garoto, Zak Starkey, ganhando umas aulinhas na bateria. Quem diria que no ano 2000, um estaria substituindo o outro?

A luzes apagam, um clima de expectativa se instala e entra Pete Townshed seguido por Roger, John, Zak e Rabbit. A casa inteira fica de pé e aplaude. Pete brincando, chega até o microfone e olhando para Roger fala : "Olha só, montaram um palco pra gente aqui em Nova York. Só há uma coisa a fazer." E com isto, abrem com "I Can't Explain" seguidos de "Substitute," Com a terceira música, "Anyway, Anyhow, Anywhere", a banda já tinha o público comendo em suas mãos. A apresentação desta última, é uma miscelânea absurda de feedback e powerchord por parte de Pete, com a disposição enfurecida de um Huno, e bateria, com Zak Strakey esbanjando muito do que ele aprendeu com o próprio Moon.

Com essas três canções, a banda já liberara energia suficiente para que alguém desavisado pudesse pensar que pronto, acabou o gás, vão partir para baladas para recobrar o fôlego. Qual o quê! The Who nem começou ainda. Embora seja Roger o vocalista, é Pete quem conversa com o público, apresenta as canções e explica seu contexto. Relay, ele declara, "é como eu achava então, que a Internet seria capaz de fazer. Não que eu pudesse prever a Internet exatamente como ela é."

Para "My Wife" Townshed troca sua Strocaster dourada, por uma vermelha enquanto Entwistle aguarda ao lado do microfone, pedindo silêncio para poder falar. Depois fala rapidamente o óbvio "esta se chama My Wife." A hilária canção de Entwistle, infelizmente a única sua no show, conta a historia de um marido fugindo da fúria de sua esposa. Com frases como "Gonna by a tank and an airplane! When she catches up with me won't be no time to explain." (Vou comprar um tanque e um avião! Quando ela me alcançar não terei tempo pra me explicar.) ele cria o clima de desespero e no final conclui " I'm gonna put on my red boots and take a long, long drive. I may end up spending all of my money, but at least I'll still be alive" (Vou calçar minhas botas vermelhas e dar uma longa e demorada volta. Posso acabar por gastar todo o meu dinheiro, mas pelo menos continuarei vivo). Letra engraçada, execução fantástica e bem demorada. Novamente é Townshed e Starkey criando um redemoinho sonoro inigualável. E repetem o feito canção atpós canção. É assim com "Baba O'Riley" que levou o Madison Square Garden a voltar a ficar de pé. Lágrimas chegam aos olhos enquanto o público canta o refrão com a banda em quase uníssono, "It's only teenage wasteland!" O final com solo de gaita por parte de Daltrey que volta a gaita na canção seguinte "Don't Even Know Myself". No final, para alegria de alguém nas primeiras filas, Roger joga a gaita para o público que ganha um souvenir.


"Getting In Tune" foi uma das raras músicas, junto com "I Can't Explain" a ter sua versão curta e de tamanho relativamente igual a versão original no disco. A banda segue com a mais rara "Naked Eye" que não faz parte do repertório oficial desta excursão, uma jóia rara, que o público soube saborear. O detalhe fica por conta de Roger Daltry acompanhando no violão. A banda então deixa o palco e Townshed fica sozinho. Ele busca um violão e apresenta uma versão devastadora de "Drowned." Foi um privilégio poder testemunhar este homem sozinho com um violão preenchendo o Madison Square Garden, uma arena extremamente grande, de tal forma, que não sobrou espaço nem para você respirar. Ficamos todos lá, calados e imóveis enquanto Townshed ataca seu violão com palhetadas secas em uma fúria flamenco. Este sujeito é realmente de outra estirpe. Não existem mesmo muitos iguais e você só percebe isto realmente, com todas as cores, assistindo ao vivo, não tem video que lhe faça justiça.

O show continua com só pedardos fulminantes. "Behind Blue Eyes," inicia como uma balada mudando tudo. Novamente temos o duo Townshed e Starkey fazendo a terra tremer. Sem falar na voz de Roger Daltrey, acertando todas as notas agudas que ele buscou. Segue então a os fenomenais "Pinball Wizard," "You Better You Bet" e "Who Are You," todos em versões bem mais esticadas porém sem embromações. É Townshed tendo o que dizer com sua guitarra e Starkey providenciando chão e atmosfera.

Uma surpresa ficou com a interpretação de "5:15" que depois de quase sete minutos de música, Townshed e Daltrey se calam enquanto Starkey apenas mantém o ritmo. Então John Entwistle debulha sobre seu baixo, um solo de quase três minutos em que incluía a harmonia e a melodia da música toda. O que mais chama atenção e se destaca como impressionante, é a facilidade com que ele tira todo aquele som, subindo e descendo o braço do instrumento, tocando com o que parece ser apenas as pontas dos dedos. E sua expressão de tédio apenas aumenta o nosso sentimento de desbunde e para alguns, humilhação. Depois é a vez de Townshed aloprar na guitarra em feedback e solo por mais uns três minutos. Não que Entwistle tenha parado de solar. Apenas o que ele fazia compõe também a melodia, permitindo Townshed e Starkey, a pirar cada um para um lado. Daltry ainda volta a cantar um estrofe antes da banda encerrar.

O fechamento do show, "Won't Get Fooled Again." Com uma versão digna de fechar um set tão rico e intenso como este apresentado pelo Who. É claro que o público está chorando de alegria e antes de sair do palco Pete apresenta o tecladista John 'Rabbit' Bundrick. E em seguida, Zak Starkey na bateria, com a distinção de, como disse Pete, "quando ele (Zak) era apenas um menino e Moon era pouco mais que um menino, Zak foi suficientemente feliz de apenas aprender as coisas boas dele."

Foi uma apresentação de duas horas exatos, fora o bis. O público aguardo por dois à três minutos e lá vem Daltrey seguido por John, Pete e demais. O já esperado bis começa com "The Kids Are Alright" tendo Daltrey no violão acústico. Nesta noite, a versão acabou um pouco ensossa além de extensa, tendo um final com uma letra subtilmente alterada para refletir a passagem do tempo entre quando ela foi composta (1965) e agora ("Our kids are alright, your kids are alright"). "Let's See Action" teve excelentemente interpretação e por último, "My Generation" que, novamente com uma letra adulterada e um final um pouco embromado, comprometeu de certa forma a versão.

Ao final do show, uma sensação mista de exaustão e excitação. É impressionante como uma banda de senhores, salvo o baterista, todos na casa dos cinqüenta e tantos, conseguem com tanto pulso, energia e porque não dizer, volume; aniquilar com uma audiência, arrasa-los sem piedade, como quem leva o parceiro a exaustão sexual. Se bandas antigas são chamados de dinossauros, este dinossauro continua pisando forte e firme. Arrasando em energia e em performance, todas as bandas jovens, ou contemporâneas, que abrem para seus shows. Não dá mesmo vontade de assistir mais nada por alguns dias.

Repertório:

I Can't Explain
Substitute
Anyway, Anyhow, Anywhere
Relay
My Wife
Baba O'Riley
Don't Even
Know Myself
Getting in Tune
Naked Eyes
Drowned
Behind Blue Eyes
Pinball Wizard
The Real Me
You Better, You Bet
Who Are You
5:15
Won't Get Fooled Again
bis
The Kids Are Alright
Let's See Action
My Generation

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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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