Triste realidade: nossos ídolos, infelizmente, estão partindo rápido demais
Por Mateus Ribeiro
Postado em 15 de novembro de 2020
O dia 6 de outubro deste ano tinha tudo para ser mais uma terça-feira comum. Nada de incrível estava acontecendo ou parecia que iria acontecer. Porém, os fatos marcantes acontecem justamente quando menos esperamos. Então, por volta das 4 horas da tarde, o mundo da música desabou com uma notícia horrorosa: a morte de Eddie Van Halen, fundador da banda que leva seu sobrenome e um dos maiores guitarristas da história.
Obviamente, como sou fã da banda, fiquei muito triste. Da mesma forma que acontece quando uma pessoa próxima falece, a ficha não caiu imediatamente. Passei a noite daquela terça-feira tétrica trabalhando enquanto ouvia a discografia do VAN HALEN e me pegava chorando aqui e ali, relembrando as vezes que a banda foi trilha sonora da minha vida.
No dia seguinte, depois de ter dormido um pouco, acordei, voltei para o mundo real e me deparei com uma triste realidade: nossos ídolos estão partindo rápido demais. Somente neste ano, o grande baterista Neil Peart e o genial LITTLE RICHARD também faleceram. As mortes citadas ajudaram a transformar 2020 em um dos anos mais terríveis dos últimos tempos.
Eddie lutava contra o câncer, doença terrível que já levou outros gigantes do rock e do metal: Joey, Johnny e Tommy Ramone, Chuck Schuldiner, Eric Carr, Frank Zappa, George Harrison, Syd Barrett, Ronnie James Dio, Lemmy Kilmister, são alguns exemplos do estrago que essa enfermidade já causou.
Só no parágrafo acima, já é possível montar uma seleção de ídolos que fazem MUITA falta. Porém, existem vários outros nomes, que pelas causas mais variadas, não estão mais entre nós e deixaram um vazio enorme. Janis Joplin, Jimi Hendrix, Freddie Mercury, John Bonham, Jim Morrison, Malcolm Young, Elvis Presley, Randy Rhoads, Bon Scott, Phil Lynott, George Harrison, John Lennon, Kurt Cobain, Dolores O´Riordan, Cliff Burton, Layne Staley, Dimebag Darrell, Andre Matos, Raul Seixas, Renato Russo, os MAMONAS ASSASSINAS, Cazuza e Chorão são outros gigantes da música pesada que jamais serão esquecidos.
Percebeu quanta gente talentosa e inesquecível nós já perdemos? Isso porque não citei provavelmente nem 10% das personalidades do rock que já faleceram.
Infelizmente, a morte vai chegar para todos nós, até mesmo para nossos ídolos, que em alguns casos, são tratados como divindades ou seres intocáveis. Para a nossa sorte, ainda temos muitos destes ícones que continuam vivos (muitos deles, lançando discos e fazendo shows).
Por outro lado, não adianta tentar tapar o sol com a peneira: grande parte destas figuras lendárias já possuem idade avançada e mais cedo ou mais tarde, a vida (ou a morte) vai cobrar os anos na estrada e em muitos casos, os excessos que a carreira de rockstar proporciona. Infelizmente, este dia vai chegar. Eu não sei quando. Ninguém sabe, na verdade. Mas espero que demore muito, pois ainda tenho o sonho de ver algumas bandas clássicas ao vivo.
Por fim, nós só temos uma certeza na vida, desde o dia que nascemos: nós todos vamos morrer, só não sabemos quando. É justamente por não sabermos a data da passagem de ida (ou seria de volta?) que devemos aproveitar nossa vida ao máximo. E nada melhor para curtir do que ouvir músicas de qualidade feitas por nossos ídolos (os vivos ou os que já partiram). Afinal de contas, o legado destas lendas é gigantesco e imortal.
Aproveito o espaço para agradecer todos músicos que ajudaram a construir o cenário da música pesada que já não estão mais por aqui.
Valeu, galera. Até a próxima!
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