Ronnie James Dio: O vocalista que criou um estilo de ser Heavy Metal
Por Rodrigo Contrera
Postado em 02 de agosto de 2016
Quase podemos afirmar que todos gostam de Dio, de Ronnie James Dio. Pouco importa seu tamanho minúsculo, sua ênfase em tramas mitológicas (que não conversam com todos), sua "disputa" com Ozzy para ver quem foi o maioral do Black Sabbath, cada um em sua época. Todos gostam de Dio como todos gostam de metal. Porque Dio parece ter criado uma tal marca em estilo de cantar, de se postar no palco, de soltar a mão com os chifrinhos, e em se colocar aparentemente acima de qualquer disputa que é impossível deixar de gostar dele. Ainda mais por ter se ido como foi, por ter deixado um legado de bons exemplos, e por ter deixado tantos bons amigos (como o Lemmy, por exemplo).
Meu gosto pelo baixinho começou cedo, desde aqueles vídeos que, a partir da década de 80, mostravam um sujeito pequeno, feinho, aparentemente folgado, fingindo ser guerreiro, homem das trevas, alguém imiscuído com outros universos, outras formas de entender o mundo, relacionadas com mágica, com sentidos escondidos ou recônditos, com mistérios de dragões e novos mundos. Mas essa imagem, Dio acumulou com o tempo. No começo, ele "apenas" cantava em meio a uma Londres feia e suja, com guitarristas cabeludos e não muito bem encarados, músicas e canções que pareciam primar pela técnica e vídeos que às vezes nos deixavam meio desconcertados pelo caráter patético de alguns de seus personagens (como em Rainbow to the Dark). Dio era um sujeito, já em meio de carreira, que fazia uma imagem, imagem essa que foi se consolidando com o tempo.

Qualquer um que acesse o Google ou a Wikipedia descobre facilmente a trajetória do sujeito. Quando entrou no Black Sabbath para substituir o Ozzy, quando começou carreira solo e tudo mais. Nada disso é segredo, tudo é absolutamente claro, e hoje, tudo é história. Mas Dio foi mais que sua trajetória. Dio meio que conjugou o ideal de um heavy metal, ou um hard rock bonito e bem trabalhado, com a ideia de haverem novos mundos por aí a explorar e explicar, com a ideia da mágica a nortear nossas vidas, com um relacionamento mais etéreo com o real, algo que ele transmutava em seus discos cheios de simbologia e histórias (algumas quase intermináveis e, para alguns, bastante chatas). Mas por cima de tudo isso havia seu vocal. Uma voz aparentemente inesgotável que ele manteve quase até o fim, quando foi diagnosticado com câncer. Uma voz que parecia vir das profundezas, e que para muitos é inigualável.
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Porque, sem querer blasfemar, Dio fez meio que um par com Deus. Jamais é esquecido.
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