Dr. Sin: a crise do rock nacional
Por André Molina
Fonte: Blog SINNERS: Paraná Portal
Postado em 16 de agosto de 2015
Apesar de o rock n’ roll ter seus fieis fãs e adeptos é inevitável não admitir que a nova geração está mais preocupada com o entretenimento gerado por manifestações "culturais" como o sertanejo universitário, o pagode e afins. Os debates sobre a crise política, econômica e a necessidade de mudanças não ultrapassam o facebook, com notas ou discursos vagos. A profundidade da discussão e dos protestos por meio da arte deu lugar à instantaneidade. A última década com uma gestão governamental com pouco estímulo à cultura e educação originou a geração da "curtição" e "pegação", ampliando o caráter de alienação e servidão.
A maioria da nova geração não está preocupada com a função social do rock n’ roll. E alguns acontecimentos comprovam este fato. Na semana passada, uma tradicional banda de hard rock paulista encerrou suas atividades. O Dr. Sin com os virtuosos músicos Andria Busic, Ivan Busic e Eduardo Ardanuy justificou em poucas palavras que o excesso de trabalho para o pouco reconhecimento do mercado e do público não vale a pena. Em linhas gerais foi este o argumento.
O Dr. Sin tem uma carreira de mais de 20 anos e gravou uma dezena de discos. Já participou de grandes festivais e excursionou pelo mundo afora. E com todo este currículo, seus músicos levam uma vida financeira mais compensadora ao dar aulas, promover palestras, workshops e gravar em estúdio.
Há quem diga que o fim foi motivado pela insatisfação do guitarrista Eduardo Ardanuy. Boatos indicam que ele é um possível nome para ingressar no Angra, substituindo Kiko Loureiro que está muito bem como guitarrista do Megadeth de Dave Mustaine. Em um futuro próximo, Kiko poderá não conseguir se manter nas duas bandas. Porém, isto é somente especulação de bastidores.
Mas os argumentos em relação às terríveis condições do mercado atual do rock nacional são consistentes. Todo mundo sabe que o Dr. Sin possui vários méritos, mas era uma banda que lutava com dificuldade. Pois no Brasil só existe um Sepultura. Ser um grupo de heavy metal é uma tarefa ingrata. Os fãs querem mesmo é Iron Maiden, AC/DC e Black Sabbath. E como discutir? Quem gosta de rock e não curte estas bandas?
Vale recordar que os anos mercadológicos para o rock brasileiro foram a década de 80. Suspiros de criatividade também aconteceram na década de 90, mas a partir de 2000 a crise se agravou.
A nova geração do rock continua cultuando os clássicos, mas a maioria é formada por nomes internacionais. Não vale também lamentar o fato da falta de apoio ao rock nacional, se a maioria das bandas da década de 90 e 2000 não fizeram o dever de casa. O público roqueiro não pode ficar com a culpa.
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