Ideologia Rock: R.I.P. Alexandre Magno Abrão, o Chorão
Por David Oaski
Fonte: Ideologia Rock
Postado em 07 de março de 2013
A essa altura, você já deve ter recebido uma enxurrada de notícias falando sobre a morte do vocalista do Charlie Brown Jr., Alexandre Magno Abrão, o Chorão, encontrado morto em seu IOdeapartamento na cidade de São Paulo ontem, dia 06/03/13.
Charlie Brown Jr - Mais Novidades
Fiquei chocado com a notícia e achei melhor aguardar ao menos um dia para tentar organizar os pensamentos e prestar uma merecida homenagem a um cara que com sua música esteve presente em diversos momentos da minha vida.

Através do Charlie Brown, a voz de Chorão foi trilha sonora constante na minha adolescência e de grande parte da minha geração e está intrinsecamente ligado a boas recordações, momentos divertidos e shows inesquecíveis.
Suas letras podem ser consideradas pelos intelectuais, muito singelas ou voltadas aos adolescentes, mas é inegável que o cara tinha o poder de organizar as letras e melodias da banda e transformá-las em grandes hits, sendo uma das últimas bandas a atrair público de fora do circuito do rock a comprar seus álbuns e ir aos shows. Sobre influência forte do punk rock e do rap, Chorão sempre falou sobre a realidade nua e crua das ruas, diversão, mulheres, putaria, skate, diversão, etc, enfim tudo que aqueles que têm espírito jovem são apaixonados.

Chorão definitivamente tinha o espírito jovem, não tendo deixado morrer aquele pavio de revolta e inconformismo adolescente metendo o foda-se para tudo e para todos. Infelizmente os abusos desse estilo de vida extremo acabaram por lhe custar a vida.
Por ser do Guarujá, sempre tive muito orgulho da postura do cara, de sempre lembrar de suas origens caiçaras, do estilo de vida desleixado, do jeito de se vestir, de se comportar, da forma como ele dava entrevistas. Enfim, minha formação foi muito influenciada pela geração do rock dos anos 90, com Charlie Brown Jr., Planet Hemp, Raimundos, ainda pegando um pouco de Detonautas e CPM 22. Goste ou não, os caras tinham personalidade e o som era muito honesto e divertido.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Nesses últimos discos da banda fiquei com a impressão de que eles vinham seguindo uma certa fórmula, com baladinhas certeiras para tocar na rádio FM e virar hit de citações em redes sociais, mais ou menos na linha do que o Capital Inicial fez depois do Acústico Mtv. Mesmo assim sempre respeitei a banda e continuei ouvindo meio que por osmose. Com a volta dos integrantes originais Champignon e Marcão fiquei com a esperança de que voltassem a velha forma, mas infelizmente não saberemos o que viria a seguir.
É curioso ver que um cara como o Chorão, popular, idolatrado por no mínimo duas gerações, ficar deprimido, se sentir sozinho e quebrar emocionalmente. Esse fato leva a uma reflexão inevitável de que isso pode acontecer com qualquer um e que definitivamente essas doenças que influem o nosso lado psicológico são o mal da nossa geração.

Ao invés de cultivar essa lembrança triste do fim da vida do cara, levarei a lembrança de toda destreza do cara comandando a plateia e de todas as letras e mensagens de positividade deixadas ao longo dos vinte anos de banda.
Descansa em paz Chorão.
David Oaski
Disponível também em: http://rockideologia.blogspot.com/2013/03/rip-chorao.html
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Morte de Chorão
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