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Por Paulo Severo da Costa
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Em 1938, ORSON WELLS foi o responsável por um semi- estado de sítio nos Estados Unidos. Em um programa de rádio, o diretor de "Cidadão Kane", procedeu à a leitura de uma peça inspirada em "Guerra Dos Mundos", de H.G.WELLS após uma brusca interrupção na programação da rádio ás vésperas do Halloween. O texto, montado no estilo "reportagem ao vivo", foi ouvido por seis milhões de pessoas. Resultado: linhas telefônicas em estado caótico, pânico generalizado, evasão em massa de cidades como Nova York e Nova Jersey.

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Sensacionalismo é um recurso tão velho quanto a própria imprensa. Travestido na pretensiosa intenção de informar, revela-se na verdade como uma ferramenta de marketing inescrupulosa. Os que dela se valem, procuram recursos na retórica da pior qualidade pra justificar seus textos, dando ares "opinativos" a conteúdos vagos e títulos escandalosos - como esse que eu postei aí.

O Whiplash, iniciativa de JOAO PAULO ANDRADE sem precedentes no Brasil em termos de conteúdo e formato virtual, é um site formado inteiramente por colaboradores e, para isso há uma política de colaboração - critérios de formatação e estilo que devem ser respeitados por seus colaboradores. Infelizmente, como em qualquer meio jornalístico, há quem se valha de um espaço tão im portante para carregar as tintas, procurando uma promoção pessoal rápida, escrevendo matérias de conteúdo polêmico (leia-se desonesto), apoiado no chamado "Leito de Procusto": se sobra, corta; se falta, estica. Por isso, ressalto mais uma vez: não se trata da qualidade da matéria, do estilo de escrita ou do teor do texto - se trata de um princípio básico de jornalismo: privilegiar a informação e não se promover pessoalmente às suas custas.

É válido lembrar que o jornalismo musical, especialmente quando se trata do jornalismo voltado ao rock n'roll é produto, nesse país de gente que teve que se impor pela capacidade e seriedade profissional: ANDRÉ BARCINSKI, ANTONIO CARLOS MONTEIRO, BENTO JR., ALEX ANTUNES, AIRTON DINIZ, KID VINIL, CLAUDIO VINCENTIN, RICARDO BATALHA, JOSÉ AUGUSTO LEMOS, entre outros, são exemplos disso. Ao contrário do badalado jornalismo político ou econômico, a cultura nesse País é vista de forma secundária; o rock 'n roll, salvo a ocorrência de grandes eventos, é quase eventual na grande mídia.

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Por fim, gostaria de lembrar que noventa e oito por cento da colaboração do Whiplash é feita por gente séria e competente que, inclusive, já conseguiu espaço no mercado editorial. Se queremos ter nossa liberdade de expressão respeitada, doa a quem doer, tenhamos um pouco mais de respeito por aqueles que nos dão um voto de confiança como leitores.




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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n'roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: [email protected]

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