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Tunecore 2

Metal: Evoluir ou se Preservar?

Por Marcelo Kuri
Em 04/08/09

Tenho certeza que esta pergunta paira no ar toda vez que uma banda, do chamado meio Metal, se reúne para início de um processo de composição/gravação de um novo álbum. Existem sim exceções em que uma provável evolução nasce naturalmente durante a composição de novas músicas, principalmente quando estamos falando de músicos mais desenvoltos e que por um motivo ou outro acabam por não se apegar a este tipo de preocupação. Porém duvido que, durante algum momento no processo de composição ou gravação esta dúvida ao menos não sobrevoe a cabeça do músico, e aqui não se exclui nem mesmo aqueles músicos menos apegados a este tipo de pensamento. A ordem das perguntas pode variar de músico para músico, mas questões do tipo: Como os fãs vão receber esta nova sonoridade? Como nós como uma banda nos sentiremos frente a esta nova sonoridade? Nos orgulharemos deste novo caminho tomado no futuro? Coisas do tipo irão, inevitavelmente, aparecer.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Mas e nós que fazemos parte de um público que, querendo ou não, sempre nos orgulhamos das raízes deste estilo musical? Até que ponto essa evolução descaracteriza completamente a sonoridade (e porque não a filosofia e aparência) que tanto apreciamos? Garanto que, primeiramente, não exista um só fã que não se orgulhe das raízes que este estilo musical possui. Cada um de nós tem histórias particulares que, em algum momento de nossas vidas, fizeram com que este estilo musical integrasse (para alguns muito para outros nem tanto) a história de nossas vidas e que nos fizesse sentir mais vivos ao som das guitarras distorcidas. Por outro lado, mesmo que contraditoriamente, sentimos muitas vezes a marginalização do som e a necessidade de uma mudança que nos faça sentir novamente aquela sensação que tivemos ao ouvir o que hoje nós mesmos classificamos como um clássico de determinado estilo. Para analisar friamente a questão pegaremos um exemplo prático: Heaven & Hell do Sabbath. Existem aqueles que amam (acredito que a maioria) e aqueles que, apesar de preferirem a época Osbourne, admiram e gostam do álbum. Aquilo foi ou não foi uma evolução? Se o leitor aqui me permitir expressarei minha opinião: Foi sim uma baita evolução! Antes que os aficionados pela era Osbourne me esculhambem vou me explicar. Evolução aqui não significa sair de algo ruim e ir para um melhor, mas sim simplesmente mudar o rumo das coisas. A contribuição do Sabbath original para o estilo que apreciamos não é mensurável, porém a mudança na sonoridade é clara frente ao resultado de Heaven & Hell. Passados muitos anos do lançamento e com os ânimos menos exaltados somos capazes de avaliar um pouco mais friamente o impacto deste álbum na cena Metal. Não cabe a mim aqui (e nem serei pretensioso o bastante) para julgar o que é melhor (mesmo porque sou um grande fã das duas gerações do Sabbath), mas que ali encontramos uma clara evolução isto ninguém pode negar. As razões desta mudança também são claras, porém não importantes quando nos focamos única e exclusivamente no termo evolução. Não pretendo também dissecar o álbum, mas o contexto que gostaria de transparecer é que ali se moldava uma grande mudança, a qual muita gente torceu o nariz e hoje estende pôsteres deste álbum em suas paredes.

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Alguns de vocês agora podem me perguntar: Você é então um forte adepto da evolução dentro do metal? Está ai uma perguntinha matreira que me fez parar para escrever este texto. Sempre que nos fazem esta pergunta inevitavelmente nos vem à cabeça casos de fracasso que não vou aqui dar nome aos bois, mas que você, leitor, por si só já deve ter em mente neste momento. Acredito que toda e qualquer mudança requer dedicação, perseverança e principalmente identidade. Temos a tendência e confundimos muito, mudanças com perda ou troca de identidade. Já no âmago da discussão podemos separar a chamada evolução em dois distintos campos, a saber:

1) Que envolvem mudanças de identidade

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2) Que não envolvem mudanças de identidade

Todas aquelas que geram uma mudança de identidade são mais ousadas e conseqüentemente mais perigosas, porém não necessariamente desnecessárias (desculpem a incoerência). Aquelas que não geram uma mudança de identidade são mais facilmente assimiladas, mas em contrapartida podem, assim como no 1º caso, não surtir o efeito desejado.

Em ambos os casos podemos, ou não, assimilar esta evolução. Eu particularmente sou um pouco averso (e aqui reitero que coloco minha opinião em particular) a mudanças que refletem em uma descaracterização de identidade visto que, na grande maioria dos casos, esses novos rumos levam as bandas a migrarem por caminhos que não correspondem aquilo que esperamos dela: a característica ( e a sonoridade é claro) de ser uma banda de Metal.

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Portanto, respondendo a tal perguntinha matreira, me considero (e não tenho vergonha de admitir) que sou um headbanger conservador, mas (e bota importância neste mas) acredito que uma boa e bem encaixada evolução (que se caracterize como do tipo 1 descrita acima) é mais que necessária e importante para a sobrevivência e evolução deste estilo musical, evitando assim que ele se torne simples, ordinário e se caracterize em uma mera reciclagem.

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Sobre Marcelo Kuri

Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela UFSCar, costuma dizer que é engenheiro por opção e headbanger de coração. Sempre gostou de ler revistas, zines, artigos e livros especializados em Heavy Metal e sempre desejou poder escrever um pouco a respeito disso. Foram-se alguns anos até que tivesse plena confiança para redigir um artigo, e sabe que ainda tem muito que aprender. Colecionador assíduo de todo material relacionado ao gênero, é um dos poucos "sobreviventes" de um grupo de amigos fanáticos que cresceram ouvindo Heavy Metal. Já tem consciência que não tem aptidão para tocar nenhum instrumento, mas com o apoio, sempre incondicional, da noiva Marilia, continua a desfrutar cada vez mais intensamente tudo de bom que esse estilo musical pode proporcionar.

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